quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Qual a hora certa de tirar seu filho da sua cama e colocá-lo para dormir sozinho? Como fazer isto sem sofrimento?
A difícil hora de dormir durante a infância.
Quem é mãe e pai sabe quanto é difícil os primeiros anos de vida de uma
criança na hora de dormir. Quantas noites mal dormidas, onde você acorda
várias vezes a noite porque seu filho chora sem explicações. Quantas
vezes o papai dorme no sofá, no colchãozinho e até na quarto dos fundos
ou no das visitas porque seu filho não sai da cama do casal.Ou você
dorme toda torta porque seu filho dorme bem no meio da sua cama entre a
mamãe e o papai.
Manter uma vida sexual no casamento durante os primeiros anos de vida
dos filhos é um tarefa bem difícil e o sono das crianças é um dos
maiores empecilhos para que o casal continue a frequência das relações
sexuais.
Qual a hora certa de tirar seu filho da sua cama e colocá-lo para dormir sozinho? Como fazer isto sem sofrimento?
Queremos aqui contribuir com as famílias neste processo geralmente
difícil e doloroso.Ser mãe e pai não é uma tarefa fácil e nem vem com
manual de instrução. Muitas opiniões são dados do tipo "No meu tempo era
assim".."O meu filho não fazia isto" ..."Vocês é que estão colocando
este menino(a) em mal costume".
A verdade é que você pai e mãe não erra de propósito ou não faz nada
para prejudicar seu filho. Mas sim na tentativa desesperada de fazê-lo
estar bem a qualquer custo mesmo que em detrimento de suas prioridades.
A escolha de colocar o berço junto a mãe quando o bebe nasce geralmente
se dá por dois fatores: necessidades financeiras ou o medo de não
atender o bebê quando ele chorar.
Toda mãe biológica ou não sente inconscientemente um medo constate de
perder o filho. Há aquelas que quando estão gravidas sonham com a perca
do filho ou que não conseguem alimentá-lo. Isto se dá pela tensão do
compromisso de cuidar de outra pessoa completamente dependente de você.
Desta forma a m~e, principalmente, tenta ter o bebê o mais perto de si
para assim sentir-se segura e capaz de protegê-lo e satisfazê-lo.
Entretanto tal ansiedade deve ser controlada , para que traga
comportamentos de dependência e manipulação por parte dos pequenos.
Desde de muito cedo as crianças entendem que uma ação sua causa uma
reação dos pais e dos que estão ao seu redor. Desta forma se eles choram
para obter algo e os pais respondem imediatamente com o que a criança
solicita, mesmo sem observar se ela realmente necessita, a criança
compreende que sempre que ela quiser vai chorar e obter uma resposta a
seu favor.
Isto também acontece na hora de dormir.
Quando a criança completa um ano de vida ela já entende as expressões humana dos rostos dos pais e das pessoas que a cercam e já interagem com os pais de forma a deixá-los felizes com suas lindas gargalhadas.
Entretanto nesta idade, mesmo sendo um lindo bebezinho, os pais já devem ir mostrando regras e limites para que elas entendam o que pode e não podem fazer. A hora de dormir é uma delas. Veja o que você deve evitar:
-Evite colocá-lo seu filho para dormir em sua cama com o propósito de depois levá-lo de volta para o quarto, pois se ele acordar neste processo reclamará e exigirá voltar para a cama dos pais;
- Mamadeiras na madrugada são um grande problema. Vá diminuindo a frequência que a criança se alimenta a noite até chegar o ponto que ela tome a ultima mamadeira por volta de dez horas da noite.
- Não coloque TV ou computadores dentro do quarto, e se houver não usem enquanto coloca as crianças para dormir;
- Não escolha cores vivas e estimulante para a decoração do quarto tipo rosa demais, azul demais, tudo demais deixa a criança mais agitada.
Depois de evitar algumas situações procure:
-Estabelecer o mesmo horário para dormir. mesmo as bem pequenas elas entendem que depois do jornal é a hora de dormir, ou depois daquele desenho que ele gosta, chegou a hora de dormir.
-Não espere seu filho ter sono para dormir. a hora de dormir deve ser um hábito, mesmo nos finais de semana. Só deve ter exceções em dias especiais, de uma festa de aniversário ou naquela viagem.
- Faça da hora de dormir ser uma rotina, criança precisa de regras e rotinas. Escovar os dentes, beijo na mamãe e papai, ler um pouco, ouvir uma estória no caso dos menores, ficar um pouco com a mãe e então dormir.
- Tire um tempo para você e seu filho. Não é gritar "Vai dormir menino!!!" e pronto. Vá lá no quarto, abrace, beije, faça a oraçãozinha (dependendo de sua religião) e depois saia.
- Deixe apenas a luz do abajur ligada, para criar um clima mais tranquilo. Depois você apaga a luz quando ele dormir.
Se você educa seus filhos desde do inicio assim, não terá problemas para continuar. Mas se você não consegue seguir nada disso observe se o problema não está nos adultos e não nas crianças. Observe:
- Se a crianças escolhem que hora vão dormir;
- Se os adultos mandam elas dormirem mas continuam com som ou TV alto chamando a atenção delas;
- Se Se os pais passam o dia fora e a criança não está tendo contato afetivo com os pais, desta forma chorar e pedir pra dormir com os pais pode ser uma forma dele pedir atenção.
-Se na alimentação da criança não está tendo muitos alimentos estimulantes como café, refrigerantes, conservantes, doces, etc;
Se a família está sob stress, angustia e ansiedade. As crianças também absorvem os problemas dos adultos. Elas se envolvem dentro de todo o conflito familiar sob diversas formas. Fazer xixi na cama , chorar para dormir com os pais ou medo de dormir podem revelar outros problemas que devem ser investigado por um profissional da saúde da criança.
Quando a criança completa um ano de vida ela já entende as expressões humana dos rostos dos pais e das pessoas que a cercam e já interagem com os pais de forma a deixá-los felizes com suas lindas gargalhadas.
Entretanto nesta idade, mesmo sendo um lindo bebezinho, os pais já devem ir mostrando regras e limites para que elas entendam o que pode e não podem fazer. A hora de dormir é uma delas. Veja o que você deve evitar:
-Evite colocá-lo seu filho para dormir em sua cama com o propósito de depois levá-lo de volta para o quarto, pois se ele acordar neste processo reclamará e exigirá voltar para a cama dos pais;
- Mamadeiras na madrugada são um grande problema. Vá diminuindo a frequência que a criança se alimenta a noite até chegar o ponto que ela tome a ultima mamadeira por volta de dez horas da noite.
- Não coloque TV ou computadores dentro do quarto, e se houver não usem enquanto coloca as crianças para dormir;
- Não escolha cores vivas e estimulante para a decoração do quarto tipo rosa demais, azul demais, tudo demais deixa a criança mais agitada.
Depois de evitar algumas situações procure:
-Estabelecer o mesmo horário para dormir. mesmo as bem pequenas elas entendem que depois do jornal é a hora de dormir, ou depois daquele desenho que ele gosta, chegou a hora de dormir.
-Não espere seu filho ter sono para dormir. a hora de dormir deve ser um hábito, mesmo nos finais de semana. Só deve ter exceções em dias especiais, de uma festa de aniversário ou naquela viagem.
- Faça da hora de dormir ser uma rotina, criança precisa de regras e rotinas. Escovar os dentes, beijo na mamãe e papai, ler um pouco, ouvir uma estória no caso dos menores, ficar um pouco com a mãe e então dormir.
- Tire um tempo para você e seu filho. Não é gritar "Vai dormir menino!!!" e pronto. Vá lá no quarto, abrace, beije, faça a oraçãozinha (dependendo de sua religião) e depois saia.
- Deixe apenas a luz do abajur ligada, para criar um clima mais tranquilo. Depois você apaga a luz quando ele dormir.
Se você educa seus filhos desde do inicio assim, não terá problemas para continuar. Mas se você não consegue seguir nada disso observe se o problema não está nos adultos e não nas crianças. Observe:
- Se a crianças escolhem que hora vão dormir;
- Se os adultos mandam elas dormirem mas continuam com som ou TV alto chamando a atenção delas;
- Se Se os pais passam o dia fora e a criança não está tendo contato afetivo com os pais, desta forma chorar e pedir pra dormir com os pais pode ser uma forma dele pedir atenção.
-Se na alimentação da criança não está tendo muitos alimentos estimulantes como café, refrigerantes, conservantes, doces, etc;
Se a família está sob stress, angustia e ansiedade. As crianças também absorvem os problemas dos adultos. Elas se envolvem dentro de todo o conflito familiar sob diversas formas. Fazer xixi na cama , chorar para dormir com os pais ou medo de dormir podem revelar outros problemas que devem ser investigado por um profissional da saúde da criança.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
DÉFICIT DE ATENÇÃO
Esse tipo de
comportamento pode ser de difícil identificação, portanto é importante
saber que nem toda criança desatenta tem o Transtorno de Déficit de
Atenção.
A criança que tem
Déficit de atenção não é menos inteligente que as outras crianças, porém
não consegue desenvolver integralmente seu potencial, visto que a
fixação da atenção é prejudicada.
A desatenção é um efeito
que muitas vezes enganam na hora do diagnóstico porque estas pessoas na
verdade não têm um déficit de atenção para tudo. Muitas vezes conseguem
prestar muita atenção em algumas coisas, principalmente quando são
bonitas, novas, estimulantes, interessantes ou assustadoras. Isto pode
ser uma inconsciente busca do cérebro por um estímulo que ative o córtex
pré-frontal. Em termos práticos, uma pessoa não consegue fazer qualquer
coisa, sem que sua cabeça fique voando entre seus pensamentos,
frequentemente distraindo-se com qualquer coisa que lhe chame mais
atenção, voltando novamente a se distrair com um outro movimento e assim
por diante, cometendo erros freqüentes por não prestar atenção aos
detalhes. Este efeito é muito comum nas atividades escolares.
Entre os principais
sintomas de desatenção estão a dificuldade em prestar atenção nos
detalhes; errar por descuido nas atividades escolares pela dificuldade
em manter a atenção; não seguir instruções; não terminar as tarefas; as
vezes parece não escutar ou se faz de surdo; dificuldade em organizar
tarefas e atividades; distrai-se facilmente com estímulos externos;
evitar ou relutar em “realizar” esforço mental; perder coisas
necessárias para as tarefas e ser facilmente distraído por qualquer
estímulo externo.
Muitas vezes a falta de
atenção pode vir acompanhada do sintoma de impulsividade, e pode até ter
um aspecto positivo quando este comportamento leva a uma ação.
Entretanto no portador de TDAH o problema é que este comportamento se
torna patológico, há uma falta de planejamento em função da busca
intensa e constante da gratificação imediata e das novidades. A
impulsividade é um dos sintomas muito persistentes, impulsivamente
interrompe o que está fazendo para iniciar outra atividade e vai
acumulando várias tarefas sem finalizá-las.
De acordo com Mattos
(2004) as crianças portadoras de TDAH são muito impacientes e muito
ansiosas; frequentemente estão expostas a riscos; podem provocar
confusão; discussão; viver em conflito consigo mesma ou com outras
pessoas. Novamente tudo isso é uma forma inconsciente de estimulação do
córtex pré-frontal, que anseia por mais atividade. Ao contrário do que a
maioria das pessoas pensa o indivíduo com TDAH não faz as coisas
propositalmente, pois não as percebe e pode acabar se viciando no tal
efeito.
O vício acontece porque o
cérebro tem produz uma substância química sempre que a pessoa
apresentar quando tem o comportamento e isto vai produzir uma gravação
neurológica cada vez mais forte contribuindo para que a pessoa se vicie
nesta produção química.
Segundo Goldstein
(2004), existe o TDAH do tipo não específico; a pessoa apresenta algumas
características, mas um número insuficiente de sintomas para chegar a
um diagnóstico completo. Esses sintomas, no entanto, desequilibram a
vida diária desta pessoa. Esses sintomas também podem ser explicados por
outros transtornos, por isso é preciso uma investigação minuciosa, a
fim de descartar outras possibilidades de diagnóstico.
Segundo Benczik (2002) é
comum nestas crianças, quando não conseguem fazer as tarefas se
fecharem e não se sentirem estimuladas a tentarem fazê-las novamente,
temendo um novo fracasso. Estas crianças tendem geralmente a produzir
menos do que são capazes. Neste caso os elogios e encorajamento podem
ajudar muito para que seu processo de aprendizagem seja mais eficiente.
Neuroeducadora e Psicopedagoga
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Método Montessori – Outro olhar sobre ensino e aprendizagem
O Método foi fundado pela médica italiana Maria Montessori, que
defendia que a criança tem por si só a capacidade de aprender, basta que
lhe sejam dadas ferramentas para isso. É uma filosofia de autoeducação
através da cultura, reconhecimento de responsabilidades e liberação das
potencialidades do ser humano. O processo de ensino e aprendizagem
abrange então da gestante ao bebê, da criança ao adolescente e também o
professor.
Na verdade, este método engloba um conjunto de práticas, materiais
didáticos, teorias e mais do que isso, seu principal conceito é que a
educação seja desenvolvida com base na evolução da criança e não o
contrário.
Existem seis pilares educacionais no Método Montessori, que devem ser incluídos no processo educacional em união:
- Auto educação
- Educação cósmica
- Educação como ciência
- Ambiente preparado, adaptável e sensível
- Adulto preparado
- Criança equilibrada
E o que quer dizer cada um destes conceitos?
- Autoeducação: Diz respeito à capacidade inata que todo ser humano tem de aprender. A criança naturalmente explora o ambiente à sua volta, porque tem curiosidade, desejo por conhecer e descobrir. Por isso é tão importante ter um ambiente preparado para essas descobertas e também apresentar materiais adequados para as crianças, de modo que elas possam desenvolver suas potencialidades, cada uma a seu ritmo.
Foto: http://emmafiorezi.com.br/blog/?p=7843
- Educação cósmica: “Cosmos” significa “ordem”. Esta é considerada a melhor forma de ajudar a criança a compreender o mundo, pois ela precisa entender que tudo tem uma função no mundo, inclusive ela, que deve entender qual é seu papel e como ela pode contribuir para melhorar o ambiente onde vive.
- Educação como ciência: O professor, com base no Método Montessori, irá observar, analisar hipóteses e as teorias que são mais eficazes ao seu trabalho, de acordo com cada criança. Educação como ciência então é a forma de compreender o processo de ensino e aprendizagem da criança.
- Ambiente preparado, adaptável e sensível: É o local onde a criança pode explorar, conhecer e desenvolver a sua autonomia, sendo assim, é um ambiente planejado e construído pensando na criança, atendendo às suas necessidades psicológicas e biológicas. Normalmente a mobília destes ambientes possui tamanhos e materiais adequados a elas, que proporcionem um pleno desenvolvimento, ou seja, é um local sensível às demandas da criança.
Foto: http://galleryhip.com/montessori-materials-for-toddlers.html
- Adulto preparado: Segundo o Método, é o profissional que atua como facilitador do desenvolvimento completo da criança, que tem conhecimento das fases do desenvolvimento infantil, domínio sobre as técnicas e ferramentas de ensino e guia este processo de aprendizado.
- Criança equilibrada: É a criança em seu processo de desenvolvimento natural. A criança, quando dispõe de ferramentas, ambiente preparado e adulto preparado, pode apresentar o máximo de suas habilidades inatas.
“Uma das provas da correção do processo educacional é a felicidade da criança”.
Maria Montessori
O Adulto Preparado (Professor)
O perfil do professor Montessoriano é “firme nas bordas e empático no
centro”, ou seja, responde de forma empática aos sentimentos da criança
e estabelece de forma firme os limites para o grupo (Autoridade). Além disso, através de observações, ele é capaz de inferir a intenção e as necessidades dos alunos (Observador). Os alunos entendem que podem sempre recorrer ao professor como fonte de conhecimento e auxílio (Dispõe de recursos, é consultor).
O professor não somente orienta e dá comandos, mas também incorpora
comportamentos, disposições, aspirações e possibilidades do ambiente (É modelo).
Materiais de desenvolvimento
Com os materiais oferecidos, as crianças tem a possibilidade de
aprender interagindo com o ambiente. Por meio da atividade espontânea
desta interação, a criança se desenvolve naturalmente. Estes materiais
envolvem atividades de diversas temáticas, como linguagem, matemática e
geometria, sensoriais, práticas e responsabilidades da vida cotidiana.
Foto: http://galleryhip.com/montessori-materials-for-toddlers.html
Como foi dito, existem ainda muitos outros conceitos, técnicas e
teorias envolvidas no Método Montessori e voltaremos a falar dele no
Psicologia Acessível. Falamos em linhas gerais de alguns pontos deste
método e é importante deixar claro que é uma alternativa educacional,
não sendo considerada como melhor ou pior, mais eficaz ou menos eficaz,
assim como outros métodos de ensino e aprendizagem.
Referências:
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
TRABALHANDO COM A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
O QUE A ESCOLA REPRESENTA PARA OS JOVENS E
ADULTOS
Ao pensar sobre quem é o aluno ou a aluna da EJA, é importante que nos perguntemos: O que a escola representa para eles? Partindo do que nos mostra a realidade podemos pensar a escola sob diferentes perspectivas: a escola como espaço de sociabilidade, de transformação social, a escola como espaço de construção do conhecimento.
Ao pensar sobre quem é o aluno ou a aluna da EJA, é importante que nos perguntemos: O que a escola representa para eles? Partindo do que nos mostra a realidade podemos pensar a escola sob diferentes perspectivas: a escola como espaço de sociabilidade, de transformação social, a escola como espaço de construção do conhecimento.
ATIVIDADES QUE AJUDAM
A CONHECER COMO ALUNAS E ALUNOS PENSAM A ESCRITA
CARTÕES PARA LEITURA
As
atividades sugeridas ajudam o(a) professor(a) a conhecer alguns dos conhecimentos
que o(a) aluno(a) traz consigo em relação à forma como a escrita se organiza. O
objetivo da atividade é criar situações onde o (a) aluno (a) demonstra sua
idéia de escrita através do que considera possível de ser lido.
Para
esta atividade é preciso preparar uma série de, no mínimo, 10 cartões com:
palavras reais com número variado de letras (2,3,4, mais que 5), escritas com
letras repetidas, com letras não convencionais ou de outros alfabetos, símbolos
ou sinais não verbais.
A atividade consiste em:
a)
separar os cartões em “o que dá para ler” e “o que não dá para ser lido”;
b)
Explicar o motivo de cada classificação.
Esta é uma forma simples de conhecer:
- a
familiaridade com a escrita (o que é letra, o que não é);
- o
que é considerado básico para um grupo de letras ter sentido (a variedade das
letras, a necessidade de um número mínimo de letras para poder dizer alguma
coisa, e outras particularidades mais... (caderno 1 - P.42-43)
O RECONHECIMENTO DAS MARCAS, DOS RÓTULOS
Mesmo não se tratando de uma leitura
convencional esta atividade indica a relação entre o(a) aluno(a) e a escrita
presente em sua volta. Para ser significativa esta atividade é importante que o
(a) professor (a) monte um quadro com palavras presentes no lugar onde os
alunos se encontram: nas ruas por onde andam, nos mercados, farmácias, lojas
onde compram, nas revistas, jornais que folheiam, ou ainda objetos ou produtos
que têm em casa...
Depois é só pedir que aponte os nomes
que ele conhece dizendo o que está escrito.
O(a) professor(a) anota as
respostas.O conjunto delas, dará a ele, referências relativas a observação,
interesse e reconhecimento de palavras ou logomarcas conhecidas, quando fora
dos seus contextos ...
A ESCOLA COMO ESPAÇO DE CONHECIMENTO ESPECIALMENTE DA ALFABETIZAÇÃO
O conhecimento ocupa parte considerável do trabalho
que a escola realiza; o encontro entre alunos e seus professores e o diálogo
que estabelecem são, por essência, atos de conhecer. Um conhecimento se
caracteriza pelo conjunto de saberes produzidos pelos homens em sua busca
incessante de explicar o mundo e a si mesmos. Um conjunto que poderíamos
comparar à confecção de um tecido, no qual os fios formam tramas e estas os
tecidos, de modo que todos estão inter-relacionados; um tecido construído
social e individualmente.
“... um adulto pode ser analfabeto, porque
marginalizado social e economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura
e a escrita têm presença forte, se se interessa em ouvir a leitura de jornais
feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros lêem para ele, se dita
cartas para que um alfabetizado as escreva (...) se pede a alguém que lhe leia
avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto é, de certa
forma, letrado, porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de
leitura e de escrita.”
Magda Soares
O domínio de um conhecimento não pode ser
tratado, então, como uma competência individual e nem é possível falar de estruturas
de pensamento superiores ou inferiores, melhores ou piores. Antes, as
diferenças entre um e outro saber são apenas culturais. (caderno 1 - P.35-36)
Caderno
1:Alunas e alunos da EJA
Disponível
em:http://www.forumeja.org.br/files/eja_caderno1_0.pdf
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