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domingo, 18 de maio de 2014

BRINCANDO COM A CRIANÇA AUTISTA NA SALA DE AULA

A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, explorar sentimentos, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado, então o mediador(professor, terapeuta ou pais) tem uma função muito importante: precisa entender que a criança autista apresenta defasagens em seu desenvolvimento: não se relaciona com outras crianças, resiste a mudanças de rotina, é resistente ao toque, faz pouco contato visual, fica irritada quando é contrariada, tende a isolar-se no ambiente educacional e familiar, manifesta risos e movimentos involuntários, apresenta atraso na linguagem ou ecolalia.


    
Pensando nisso é preciso refletir sobre como podemos integrar-se ao mundo desta criança, fazer parte, olhar para ela e buscar contato para que ela te perceba e permita você interagir e brincar. Esta criança pode se integrar com outras, mas para isso o mediador precisa estar disposto a lidar com seus comportamentos inadequados, podendo levar algum tempo até que ela se acomode ao grupo.

   
Através das vivências que estou tendo com meus alunos no decorrer do trabalho que realizo com eles, posso perceber a importância do respeito ao tempo dessas crianças e conhecendo suas angústias e limitações, por meio de um olhar, do toque, de um sorriso e de um ambiente acolhedor, pode sim levar essa criança a te olhar e ver que sua presença faz a diferença.
Aos poucos você vai inserindo o lúdico na rotina dela e percebendo seu potencial.


 As brincadeiras são uma  ferramenta lúdica para desenvolver o potencial cognitivo, psicomotor, social e afetivo da criança, lembrando que devemos sempre respeitar o seu nível de desenvolvimento, promovendo aulas muito prazerosas.



“Se você não puder curar a criança autista, AME-A.
De todo o seu coração, com todo o seu amor e toda a sua aceitação. Alguma tarefa importante ela está desempenhando junto de você, certamente para proveito de ambos. Uma luz transcendental que irá iluminar uma felicidade com a qual você nem imaginou que pudesse existir: CONFIE, TRABALHE E ESPERE.”
                                                                             (Hermínio Correa de Miranda)



                                                                                              
                                                                              APAE - Piumhi

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Autismo: a importância da inclusão escolar

O que realmente se pode chamar de inclusão? Será que a inserção de crianças com necessidades especiais, como as que se encontram no espectro autista, em escolas regulares já é suficiente para intitularmos este processo como tal? Infelizmente, muitas escolas que “aceitam” receber essas crianças com autismo em ensino regular não realizam, de fato, a inclusão social e escolar.

São inúmeras as que ainda se recusam, afirmando que não há vagas ou que não têm o preparo necessário para acolhê-las e passam por cima da Lei da Inclusão. Quando essas crianças são matriculadas, na maioria das vezes não encontram na escola a estrutura suficiente, ou seja, um olhar que tenha como real prioridade permitir que elas explorem ao máximo suas potencialidades neste ambiente tão rico de experiência social.
É neste contexto e com este objetivo que entra em cena o mediador ou facilitador escolar. Seu papel é direcionado a possibilitar que o máximo de oportunidades sejam criadas e aproveitadas para que as crianças com necessidades especiais aprendam, não apenas o pedagógico, mas também o social. Assim, esse profissional tem como função mediar os conflitos e facilitar a comunicação entre a criança e seus colegas de sala e entre ela e os professores, ou seja, com o ambiente escolar como um todo. Seu papel não o é de tomar o lugar do professor, mas de permitir que seus ensinamentos sejam assimilados ao máximo pela criança, já que esta enfrenta barreiras que não fazem parte da vida de crianças sem o transtorno.
Quando colocamos em ênfase o espectro autístico, podemos avaliar a importância do aprendizado das regras sociais, estas que são dominadas por crianças fora do espectro com muita naturalidade, de modo quase automático. Estas regras fazem parte do dia-a-dia de todos e nos mostra como o nosso mundo funciona. Qual ambiente seria mais propício para o treinamento dessas habilidades do que o escolar? É na escola onde a criança passa a maior parte do seu dia e é lá onde estão as maiores oportunidades de crescimento.
Fonte: Jornal Brasil

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Chegada de um animal de estimação em casa melhora comportamento de crianças autistas

Estudo mostrou que pessoas com a síndrome podem se beneficiar se passarem a ter um animal a partir dos cinco anos de idade
Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS One mostrou que o contato com animais de estimação pode ter um efeito positivo no comportamento de crianças autistas. Segundo especialistas do Centro de Pesquisa do Hospital de Brest, na França, pessoas com a síndrome que passam a ter um cão ou um gato, por exemplo, depois dos cinco anos de idade podem apresentar um melhor relacionamento com outras pessoas do que os indivíduos que já nascem em lares com a presença algum bicho ou que passam a vida sem conviver com um.
No artigo, os autores explicam que, embora a terapia envolvendo contato com animais já venha sendo recomendada a crianças com autismo há algum tempo, os resultados concretos dessa abordagem nunca haviam sido estudados
Participaram da pesquisa 260 indivíduos de seis a 34 anos que tinham a síndrome. As pessoas que passaram a ter algum animal de estimação a partir dos cinco anos de idade apresentaram melhora em alguns aspectos específicos do comportamento social: elas se sentiam mais confortáveis e se mostravam mais solidárias quando se relacionavam com outras pessoas do que pacientes que nunca tiveram um animal. Os participantes que já nasceram em casas com a presença de animais também mostraram uma melhor relação social, embora menos intensa do que o outro grupo. Para os autores do estudo, esses resultados devem incentivar outras pesquisas que aprofundem os mecanismos envolvidos na relação entre pessoas com autismo e animais.

Foto: Chegada de um animal de estimação em casa melhora comportamento de crianças autistas 

Estudo mostrou que pessoas com a síndrome podem se beneficiar se passarem a ter um animal a partir dos cinco anos de idade
 Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS One mostrou que o contato com animais de estimação pode ter um efeito positivo no comportamento de crianças autistas. Segundo especialistas do Centro de Pesquisa do Hospital de Brest, na França, pessoas com a síndrome que passam a ter um cão ou um gato, por exemplo, depois dos cinco anos de idade podem apresentar um melhor relacionamento com outras pessoas do que os indivíduos que já nascem em lares com a presença algum bicho ou que passam a vida sem conviver com um.

No artigo, os autores explicam que, embora a terapia envolvendo contato com animais já venha sendo recomendada a crianças com autismo há algum tempo, os resultados concretos dessa abordagem nunca haviam sido estudados 

Participaram da pesquisa 260 indivíduos de seis a 34 anos que tinham a síndrome. As pessoas que passaram a ter algum animal de estimação a partir dos cinco anos de idade apresentaram melhora em alguns aspectos específicos do comportamento social: elas se sentiam mais confortáveis e se mostravam mais solidárias quando se relacionavam com outras pessoas do que pacientes que nunca tiveram um animal. Os participantes que já nasceram em casas com a presença de animais também mostraram uma melhor relação social, embora menos intensa do que o outro grupo. Para os autores do estudo, esses resultados devem incentivar outras pesquisas que aprofundem os mecanismos envolvidos na relação entre pessoas com autismo e animais. 

Fonte: Veja.com
Fonte: Veja.com

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

TDA OU TDAH EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O que é?

A sigla TDA significa transtorno do déficit de atenção. Trata-se de um funcionamento mental caracterizado pela seguinte tríade de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade ou excesso de energia. 

Qual a população atingida?

O TDAH está presente entre 3 e 7% da população infantil em fase escolar. Ele ocorre independentemente de etnia, níveis de escolaridade, graus de inteligência e condições socioeconômicas. No que tange ao gênero, estudos recentes sugerem que a proporção de meninos para meninas seja de 3:1.

Entre as meninas predominam os sintomas de desatenção. Já entre meninos, predominam os sintomas de hiperatividade/impulsividade. A consequência desta diferença é que o TDA é mais facilmente percebido em crianças do sexo masculino, já que sua intensa agitação atrai mais atenção. No sexo feminino, o problema pode passar despercebido, causando atrasos no diagnóstico ou até mesmo que nunca seja feito. Além disso, não se sabe ainda ao certo se o TDA é realmente mais frequente em meninos ou se é subdiagnosticado em meninas.

Durante a adolescência, algumas características do TDA podem ser exacerbadas, como a impulsividade, que, aliada aos conflitos próprios da idade, podem gerar rompantes de agressividade. A crescente dificuldade das tarefas escolares é agravada pela tendência à desorganização e à distração, em um momento em que os pais já não fazem tudo para o filho "crescidinho". 

Sinais de alerta para o TDA em crianças e adolescentes 

☞Com frequência deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares e outras;
☞Com frequência tem dificuldade em manter a atenção em tarefas e atividades lúdicas;
☞Com frequência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra;
☞Com frequência não segue instruções e não termina tarefas;
☞Com frequência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades;
☞Com frequência perde coisas necessárias para tarefas ou atividade (brinquedos, lápis etc.);
☞É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa;
☞Com frequência apresenta esquecimento em atividades diárias;
☞Com frequência agita mãos e pés ou se remexe na cadeira;
☞Com frequência abandona sua carteira em sala de aula ou em outras situações em que se espera que permaneça sentada;
☞Frequentemente corre ou escala em demasia, mesmo quando é inapropriado ao local ou situação;
☞Está frequentemente "a mil" ou "a todo vapor";
☞Com frequência fala em demasia;
☞Com frequência responde precipitadamente antes de uma pergunta ter sido completada;
☞Com frequência tem dificuldade para aguardar sua vez;
☞Frequentemente interrompe ou se mete em assuntos dos outros.

O que causa o TDA? 

O TDA é causado por um mau funcionamento da neuroquímica cerebral. Estudos confirmam que há uma alteração metabólica principalmente nas regiões pré-frontal e pré-motora do cérebro. Como a região frontal é a principal reguladora do comportamento humano, falhas no funcionamento bioquímico desta região levariam às alterações encontradas no TDA (desatenção, impulsividade e inquietação). Outro aspecto é o forte componente hereditário do TDA. É comum a ocorrência de TDA em várias pessoas de uma mesma família (pais, tios, avós, irmãos). 

Fonte: Mentes Inquietas: TDAH - desatenção, hiperatividade e impulsividade
Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Brincando com a criança autista

  • Em todas as brincadeiras, os olhos do adulto deverão estar no mesmo nível do olhar da criança.
  • “Vou pegar você” - brincar de “pegar”, fazer cócegas, abraçar. Repetir várias vezes e parar. Se a criança , de alguma forma, pedir que o adulto repita a brincadeira, o adulto deve repetir.
  • Imitar a ação da criança , usando dois brinquedos iguais (carros, chocalhos, objetos que rolem) . No início, fazer o movimento ao mesmo tempo que a criança, depois em turnos.
  • Soprar bolas de sabão
  • Pião – demonstrar para a criança, repetir, parar, esperar que ela peça por mais. No início, aceitar qualquer tentativa de comunicação.
  • Brinquedos com sons / luzes – deixar a criança explorar, depois brincar com ela, em turnos.
  • Fantoches de animais – o adulto deve fazer uma voz diferente; imitar o som do animal; dizer o nome do animal. O fantoche beija a criança, abraça, se esconde, dá tchau, bate palmas.
  • Músicas - aproveitar o interesse da criança e dançar com ela, segurando suas mãos, pulando, balançando, imitando os movimentos dela ( se a criança mais tarde imitar os seus, ótimo !).
  • Bola – jogar ou rolar para a criança e ensiná-la a jogar/ rolar a bola de volta (talvez sejam necessários dois adultos) . Quando ela souber jogar para outra pessoa, jogar outros brinquedos, como carrinhos.
  • Livro - mostrar figuras , apontando para a figura e para a criança, sucessivamente.
  • Surpresa! – coloque vários objetos/ brinquedos num saco e ao retirá-los, exagere a surpresa. Quando a criança se interessar, ela e o adulto retiram em turnos.
  • Surpresa! 2 - esconda objetos/brinquedos pela casa e procure-os com a criança. Quando encontrá-los, exagere a surpresa.
  • Imitar a criança em brincadeiras menos óbvias ( aqui também são necessários dois objetos ) : falar ao telefone, colocar o boné, colocar um objeto na cabeça, pentear o cabelo, brincar de “comidinha”etc.
  • Brincar com bonecos – dar comida, banho, pentear, colocar para dormir, sentar na cadeira, entrar na casa, sair etc.
 
   
 Fonte: Terapia Ocupacional Infantil

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

4 dicas para o dia a dia da criança autista

1. Trabalhe para a independência de seu filho. 

Incentive seu filho a se vestir sozinho. Uma técnica muito utilizada é começar deixando apenas o último passo para ele. Se estiver ensinando a vestir uma camiseta, coloque tudo e deixe apenas que ele puxe para passar a cabeça; se for uma calça, coloque as pernas e deixe que ele a puxe até a cintura. Assim ele entenderá que a ação era vestir a peça. Vá retrocedendo em pequenos passos até que ele execute a ação de forma inteiramente independente.

Incentive-o também, da mesma forma, a se servir, comer, beber e assim por diante.
Ao fazer isto, fique calma e elogie tranquilamente cada pequeno avanço. Não fale mais que o necessário e evite irritar-se com pequenos retrocessos. Pense que neste momento você é mais que um pai e uma mãe. Você é um pai ou uma mãe que está cumprindo um papel muito importante para seu filho.

2. Estabeleça rotinas que facilitem a organização de seu filho.

A criança autista tem uma tendência muito grande a se fixar em rotinas. Você pode utilizar isso a favor da tranquilidade da mesma. Por exemplo, para organizar uma boa noite de sono, em horários pré-fixados, dê o jantar, o banho, vista o pijama, coloque-a na cama e abaixe a luz. A ordem pode ser esta ou alguma outra um pouco diferente, de acordo com sua preferência.
Nada melhor para enfrentar um dia duro de trabalho que uma boa noite de sono. E uma rotina para encerrar o dia funciona bem para a maioria das pessoas.
Mas tente fazer isto de uma forma natural para encerrar o dia de seu ilho, e não um ponto de atrito entre membros da família.

3. Ensine seu filho a quebrar rotinas.

Faça pequenas mudanças na vida diária, no começo de preferência uma de cada vez. Mude o lugar de seu filho à mesa, tente variar a comida, colocar a TV em um canal que não seja o preferido dele, mude o caminho de ir à escola. As rotinas não são imutáveis, e é melhor que seu filho aprenda isto desde cedo.
Você pode achar paradoxal, mas ao mesmo tempo em que a rotina é importante, é importante também aprender a aceitar mudanças.

4. Frequente locais públicos com seu filho.

Se seu filho é pequeno, dê preferência a parques públicos onde ele possa brincar em atividades necessárias para qualquer criança - principalmente para ele - como escorregar, balançar-se, pendurar-se, etc.
Se ele for maior, faça caminhadas em parques, será muito bom tanto para você quanto para ele. É importante frequentar locais públicos com seu filho, mesmo porque algumas vezes isto é inevitável. Se você tiver oportunidade de organizar-se neste sentido, depois de algum tempo vai perceber que realmente valeu a pena.


Fonte: Autismo - Guia Prático (Ana Maria S. Ros de Mello)