sexta-feira, 20 de setembro de 2019

CAIXA SENSORIAL

   Caixas sensoriais (Sensory Box) são uma “brincadeira” Montessoriana fantástica. Basicamente, é uma caixa, cheia de elementos que visam desenvolver e afinar o senso visual, tátil, olfativo e até mesmo gustativo. Para este último, imagine um recipiente com gelatina ou pudim ou espaguete cozido, no qual a criança possa enfiar a mão com tudo, botar na boca sem medo de ser feliz. Você fica tranquila por ele tomar contato com texturas, cores e temperatura e não corre o risco de ele colocar algo perigoso na boca. A criança é envolvida por vários elementos e conceitos que lhe darão noções básicas de cores, formas, tamanhos, texturas, bem como desenvolver a coordenação motora fina, construir conhecimentos de matemática, ciências e promover conexões cerebrais. O vocabulário também é ampliado, uma vez que a criança aprende, na pratica (e com os seus sentidos) o que é opaco, transparente, quente e gelado (atividades com gelo), espesso, fluido, etc. Tudo isso é propiciado por meio de uma brincadeira sensorial.

     A outra vantagem da caixa sensorial é de limitar o espaço/área da brincadeira (e da bagunça). Não dá para brincar de fazenda, utilizando milho, feijão e serragem e deixar a brincadeira rolar solta no meio da sala. Além do que a criança aprende a ter noção e limitação do espaço, do dentro e fora. Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que os pequenos exploram e decodificam o mundo ao seu redor. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora objetivam chamar a atenção dos alunos para as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho). 

    As caixas sensoriais podem ser montadas com objetos aleatórios ou por temas: fazendinha, outono, dinossauros, espacial, cor amarela, cor azul, fundo do mar, letra O, letra S, etc.


Fonte: Blog Alfabetização Divertida.

TEXTOS E ATIVIDADES DIVERSAS







domingo, 15 de setembro de 2019

Habilidades Sociais dentro da Ciência ABA

Dentro de um programa ABA também ensinamos HABILIDADES SOCIAIS.
Isso acontece porque as crianças com autismo não adquirem facilmente essas habilidades naturalmente de seu ambiente, como seus colegas neurotípicos.
E também porque eles têm maior dificuldade em ler/entender sugestões sociais sutis, o que torna mais difícil o significado da interpretação.

"Uma saudação ... é uma habilidade social que pensamos que é simples. No entanto, uma análise mais aprofundada mostra que essa habilidade, que achamos fácil, é extremamente complexa.
Como uma criança cumprimenta um amigo na sala de aula difere do tipo de saudação que seria usada se os dois se encontrassem no shopping mall.
A saudação usada na primeira vez em que a criança vê um amigo difere da saudação trocada quando se vêem 30 minutos depois.
Além disso, palavras e ações para saudações diferem, dependendo se a criança está cumprimentando um professor ou um colega ...
os cumprimentos são complexos, assim como a maioria das habilidades sociais”.
HABILIDADES APRENDIDAS EM UM PROGRAMA INICIAL SERIAM:
Saudações recíprocas com colegas “Oi”, “Tchau”
Pedir ítens de colegas
Dar e receber itens de colegas
Imitar ações simples e complexas de colegas (de perto e à distância)
Imitar pares brincando
Seguir as instruções dos colegas
Trocar de turnos com brinquedos e jogos simples
Tolerar brinquedos sendo compartilhados
Habilidades de prontidão escolar (por exemplo, frequentar, esperar, fazer a transição, cumprir, seguir as instruções do grupo, levantar a mão etc.)

As habilidades que você escolher ensinar devem ser selecionadas e adaptadas de acordo com as necessidades individualizadas do aluno.

Fonte: Dani Botelho ABA

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

MAS O QUE CAUSA O AUTISMO?

O autismo não tem uma causa específica. Estudos sugerem que as causas são influências genéticas e ambientais.
Essas influências parecem aumentar o risco de uma criança desenvolver o autismo. No entanto, é importante ter em mente que risco aumentado não é o mesmo que causa. Por exemplo, algumas alterações genéticas associadas ao autismo também podem ser encontradas em pessoas que não têm o distúrbio. Da mesma forma, nem todos expostos a um fator de risco ambiental para o autismo desenvolverão o distúrbio. Na verdade, a maioria não vai desenvolver.
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Sobre riscos de fatores genéticos; estudos dizem que o autismo tende a percorrer em famílias. Eu conheço várias famílias que tem mais de 1 filho com autismo. Alterações em determinados genes aumentam o risco de uma criança desenvolver o transtorno. Se um pai carrega uma ou mais dessas alterações genéticas, elas podem ser passadas para uma criança (mesmo que o pai não tenha autismo). Outras vezes, essas mudanças genéticas surgem espontaneamente em um embrião inicial ou no espermatozóide e/ou óvulo que se combinam para criar o embrião. Mais uma vez, a maioria dessas alterações genéticas não causam autismo por si mesmas. Eles simplesmente aumentam o risco para o distúrbio
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Sobre fatores de risco ambiental; os estudos mostram que certas influências ambientais podem aumentar mais - ou reduzir - o risco de autismo em pessoas geneticamente predispostas ao distúrbio. É importante ressaltar que o aumento ou a diminuição do risco parece ser pequeno para qualquer um desses fatores de risco:
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👀Risco aumentado:
🔹Idade dos pais avançada (pai ou mãe)
🔹Gravidez e complicações no parto (por exemplo, prematuridade extrema[antes de 26 semanas], baixo peso ao nascer, gravidez múltipla [gêmeo, trigêmeo, etc.])
🔹Gravidezes com menos de um ano de intervalo
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👀 Risco diminuído
🔸Vitaminas pré-natal contendo ácido fólico, antes e na concepção e durante a gravidez

Nenhum efeito no risco

🔸Vacinas Cada família tem uma experiência única com um diagnóstico de autismo e, para alguns, corresponde ao momento da vacinação do seu filho. Ao mesmo tempo, os cientistas realizaram extensas pesquisas.


Fonte: Dani Botelho ABA



quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Fonoaudiologia contribui para o processo de aprendizagem infantil

Fonoaudiologia contribui para o processo de aprendizagem infantil


Voltada para pesquisa, prevenção, avaliação e terapia, a fonoaudiologia é uma ciência que abrange o ramo da comunicação oral, escrita e auditiva. Ela contribui significativamente para a recuperação de pessoas com dificuldades em relação à leitura e escrita. 

Desta forma, a fonoaudiologia colabora com o desenvolvimento da criança incentivando-a à prática de leitura desde cedo, estimulando assim a aprendizagem e a integração no meio em que vivemos.

De acordo com pesquisas, o educador que aplica a leitura compartilhada como ferramenta de ensino, promove o aprendizado precoce das crianças. Isso acontece devido à melhora do vocabulário dos alunos. 

Segundo a fonoaudióloga e tutora do Portal Educação, Carolina Cysne, a leitura é um componente importante para o desenvolvimento da linguagem das crianças, tanto nas clínicas como nas rotinas familiares. 

“É sempre importante o acompanhamento de um profissional especializado, assim o aluno cresce desenvolvendo melhor suas funções motoras e outras habilidades”, diz a tutora. 

Fonte: Portal da Educação

terça-feira, 6 de agosto de 2019

O que é altas habilidades/superdotação


O que é altas habilidades/superdotação

Conforme as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001), as altas habilidades/superdotação são os alunos que apresentam a facilidade de aprendizagem, pois dominam rapidamente os conceitos, os procedimentos e as atitudes. 

Por eles possuírem condições de aprofundar e enriquecer esses conteúdos devem receber desafios suplementares em classes comuns, em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino, até mesmo para concluir a série ou etapa escolar, em menos tempo.

Suas características variam, mesmo porque cada um apresenta perfil diferenciado, como: no pensar, aprender, agir e no desenvolvimento de seu potencial.

As pessoas com altas habilidades/superdotação popularmente recebem outros títulos, como:

Precoce: São as crianças que têm alguma habilidade específica desenvolvida em qualquer área do conhecimento, como na música, na matemática ou nas artes. Para Winner (1998), crianças superdotadas são consideradas precoces. Pois elas progridem mais rápido do que as outras, por demonstrar maior facilidade em uma área do conhecimento específica. 

Prodígio: É o termo utilizado para designar a criança precoce, em que apresenta um alto desempenho, ou seja, um QI alto, em algum campo específico. Um exemplo de uma criança prodígio, com uma habilidade alta, foi o Wolfgang Amadeus Mozart, conhecido apenas por Mozart. Ele começou a tocar cravo aos três anos de idade, aos sete já compunha regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa. 

Gênio: Na nossa sociedade é comum as pessoas citarem uma criança como gênio, por ela possuir em uma área específica uma habilidade precoce, como na música ou na matemática, ou por sua facilidade em memorizar fatos, nomes e acontecimentos. 

O superdotado é frequentemente ligado a gênio, por suas habilidades inatas e seu desempenho excelente em todas as áreas. 

Os termos “pessoa com altas habilidades” e “superdotado” são mais propícios para definir criança ou adolescente que demonstra sinais ou indicação de habilidade superior em alguma área do conhecimento, quando comparado a seus pares. Por isso que muitos pesquisadores preferem o uso de termos alternativos, como “talento” ou “altas habilidades”. 

A definição atual considera as pessoas com altas habilidades/superdotação aquelas que possuem grande facilidade de aprendizagem, que o leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. Por esta definição ressaltam duas características marcantes: a rapidez de aprendizagem e a facilidade com que estes indivíduos se engajam em sua área de interesse.

Fonte: Portal da Educação

segunda-feira, 29 de julho de 2019

O be-a-bá da terapia ABA: O que é, como é aplicada e para o que é indicada?

Terapias que usam a análise do comportamento aplicada como base são muito indicadas para pessoas com TEA, mas acesso ainda passa necessariamente pela Justiça. 
Terapias que usam a análise do comportamento aplicada como base são muito indicadas para pessoas com TEA


A terapia ABA, como é conhecida popularmente, é na verdade um ramo aplicado da ciência da análise do comportamento, que pode ser utilizada em muitos segmentos da sociedade, como empresas, instituições de educação e em terapias. A partir da década de 1980, começaram a surgir estudos mostrando como esse tipo de análise poderia auxiliar no tratamento de pessoas com transtorno do aspectro autista (TEA), algo que se popularizou muito nos Estados Unidos e no Reino Unido.
O psicólogo Romariz Barros explica, em entrevista concedida ao E+, o que é essa ciência, como ela é aplicada e quais são os resultados dela em pacientes com TEA. Barros é psicólogo, mestre em teoria e pesquisa do comportamento pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e doutor em psicologia pela USP e analista do comportamento acreditado pela Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Atualmente, leciona no Núcleo de Teoria e Pesquisa do Comportamento da UFPA.

O que é ABA?

A rigor não existe uma terapia ou intervenção ABA. Isso pode ser esclarecido da seguinte maneira: existe uma disciplina científica chamada análise do comportamento (geralmente ensinada na graduação em psicologia, e na pós-graduação a diversos profissionais). Ela tem um ramo de ciência básica (conhecido como análise experimental do comportamento, do inglês experimental analysis of behavior) e um ramo de ciência aplicada (conhecido como análise do comportamento aplicada, do inglês applied behavior analysis, de onde vem a sigla ABA).
ABA é, então, o ramo aplicado da análise do comportamento, que é uma ciência. A ABA tem produzido conhecimento útil para desenvolver formas de prestação de serviços que visam resolver problemas socialmente relevantes, por exemplo na gestão de pessoas nas empresas ou instituições públicas, no planejamento de ensino em qualquer nível, nas terapias incluindo aí a intervenção aos transtornos do espectro do autismo (TEA).

Como é a intervenção?

A intervenção, de forma geral, se caracteriza por uma avaliação inicial minuciosa do comportamento da pessoa, que leva à identificação dos comportamentos que estão em déficit (em geral relacionados à interação social e à linguagem) e em excesso (comportamento estereotipado, interesse exageradamente restrito a certos temas ou objetos, apego excessivo a rotinas, comportamento autolesivo e agressivo).
Um plano de intervenção individual é elaborado com base nessa avaliação, onde se ensina o que está em déficit e se trabalha para reduzir o que está em excesso. Esse plano é reavaliado periodicamente. A intervenção é mais eficaz se for precoce, intensiva, duradoura e abrangente (incluindo a família, escola etc). O principal processo psicológico subjacente é a aprendizagem.

Quais são os resultados obtidos com a análise do comportamento aplicada em pacientes com TEA?

Uma pesquisa que demonstrou de forma pioneira a efetividade de formas de intervenção aos TEA baseadas e ABA foi realizada por Lovaas em 1987 nos Estados Unidos. Desde então, isso vem sendo confirmado por outros estudos.
Os estudos têm mostrado que cerca de 80% dos casos de TEA submetidos a intervenções baseadas em ABA mostram boa ou excelente evolução. Isso quer dizer que essas pessoas suprem significativamente seus déficits e reduzem comportamento-problema a ponto de funcionarem nos diferentes âmbitos sociais com pouca ou (ou até nenhuma) ajuda.
Infelizmente, há casos onde o comprometimento é muito severo e o progresso é pequeno. Nesses casos, a pessoa pode não desenvolver plenamente a linguagem, seja falada ou por forma alternativa, e precisar de assistência por tempo indeterminado.

É indicada para todas as idades?

Sim, é indicada para todas as idades. Mais ainda, é indicada para contribuir com a solução de qualquer problema que permeie o comportamento: adesão a tratamento médico, obesidade, gestão de pessoas, intervenção ao desenvolvimento atrasado, terapia individual de adultos ou crianças sem diagnóstico, programação do ensino especial ou regular, desempenho de alto rendimento no esporte, comportamento do consumidor, para citar apenas alguns exemplos. As possibilidades de aplicação são ilimitadas.

Que profissionais podem atuar com ABA?

A análise do comportamento é ensinada muito frequentemente na graduação em psicologia. Ainda não existe a profissão de analista do comportamento. As primeiras iniciativas de se criarem graduações em análise do comportamento estão começando. Além dos psicólogos, qualquer outro profissional pode se pós-graduar em análise do comportamento: fonoaudiólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais etc. Assim, é possível que um fonoaudiólogo possa se sentir mais preparado para exercer a fonoaudiologia com pessoas com TEA se aprender ABA, por exemplo.
Há um exame de certificação internacional que atesta que um profissional (psicólogo ou não) tem o conhecimento necessário para atuar como analista do comportamento. O comitê certificador é o BACB (Behavior Analyst Certification Board – Comitê Certificador de Analista do Comportamento) originário dos Estados Unidos, mas acessível a profissionais em diversos países, inclusive no Brasil. Aqui no Brasil, não se exige a certificação internacional para se atuar como analista do comportamento.
A Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental tem um protocolo de acreditação de analistas do comportamento, mas essa acreditação também não é uma condição para a atuação. Esse é um problema que deverá ser enfrentado em breve, para que as pessoas em geral possam ter alguma segurança de que, ao contratar um serviço de análise do comportamento, estejam recebendo um serviço baseado nas melhores práticas dessa ciência.

No Brasil, a ABA já está bastante difundida?

Sim. Pela sua efetividade com relação aos TEA, ABA é mais conhecida (até erroneamente) no Brasil e no mundo como uma forma de enfrentamento ao autismo, mas ela já era muito aplicada por exemplo na “psico”- terapia (terapia comportamental). ABA é uma ciência que pode ser aplicada a muito mais do que os casos de TEA.

Qual o cenário do uso de ABA na rede pública de saúde no País? 

Devido à forte demanda da iniciativa privada por analistas do comportamento para atender crianças diagnosticadas com TEA, nossos ex-alunos raramente são absorvidos pelas instituições públicas. Quando são, eles não encontram um serviço estruturado de forma a prover a intensidade e a duração da intervenção. Até onde conhecemos, a única experiência de serviço público especializado de intervenção aos TEA conforme prescrito pela ABA é provida pelo estado do Maranhão. Esse tipo de experiência deve ser multiplicado. Paradoxalmente, esse tipo de assistência já é oferecido há muito mais tempo, fora da rede pública de assistência, por ONGs, como a AMA em São Paulo, graças à organização de grupos de pais. As APAES e outras ONGs também têm esforços nesse sentido, nem sempre em conformidade com as orientações da análise do comportamento.

Fonte:Blog Estadão