quinta-feira, 1 de junho de 2017
Bullying: Identificando Possíveis Vítimas e Agressores
Os comportamentos indicadores para identificação do agressor são:
- Comportamentos de agressão física: apresenta comportamentos agressivos com membros da família, agride fisicamente seus colegas, perturba e persegue colegas, atua no grupo bloqueando ou encurralando o caminho dos outros, irrita-se com facilidade e com frequência provoca brigas em jogos;
- Comportamentos de agressão psicológica: destaca constantemente defeitos físicos de seus colegas, humilha e ridiculariza seus colegas para minar a autoestima dos outros, mostra-se irrito e impaciente, emprega tons depreciativos em suas classificações a respeito dos demais com frequência, é intolerante com os colegas, faz chantagens e ameaças;
- Comportamentos de agressão verbal: insulta, zomba, coloca apelidos nos demais, fala mal dos outros e mente, faz piadas desagradáveis com os demais;
- Comportamentos de exclusão social: rejeita alguns colegas e não permite que participem de algumas atividades em grupo, influencia colegas para excluírem os outros, ignora os direitos dos demais;
- Baixo rendimento escolar: sente-se insatisfeito, não possui motivação para estudar, tem baixo rendimento acadêmico em geral;
- Outros indicadores: pode frequentemente se envolver em conflitos, impõe suas regras usando de agressividade (física, verbal ou psicológica), é impulsivo, não controla suas reações, tem baixa tolerância à frustração.
Os comportamentos indicadores para identificação da vítima são:
- Comportamentos de medo, fuga e evitação: evasão, medo e ansiedade impedem que frequente as aulas de forma regular, espera até que não tenha ninguém para chegar ou sair da escola, escolhe caminhos ilógicos para ir e para voltar da escola, evita falar de temas relacionados à escola, esconde o problema, na maioria das vezes não comunica aos adultos o que está acontecendo;
- Comportamentos depressivos: chora e relata dores físicas ou psicológicas em certos momentos, mostra-se irritável, expressa ira ou raiva, possui humor instável, apresenta tristeza, se comunica pouco, comportamentos infantis e dependentes, ideação ou tentativa de suicídio, finge estar doente para evitar determinadas situações e determinados ambientes;
- Comportamentos ansiosos e que expressam insegurança: apresenta nervosismo e estresse, parece ansioso e angustiado, tem pesadelos, pode apresentar ataques de pânico, procura ficar perto de adultos na hora do recreio e em lugares comuns na escola, fica em lugares distantes dos outros colegas, demonstra dificuldades para falar em sala de aula, passa a impressão de insegurança, tem baixa autoestima;
- Dificuldades nas relações sociais: apresenta isolamento social, passa mais tempo em casa do que anteriormente, não tem nenhum amigo, não é convidado para festas de outros colegas e não organiza nenhuma festa porque acredita que não irá ninguém, busca amigos e colegas mais novos, é o último a ser escolhido em situações de jogo, se envolve frequentemente em discussões e brigas em que se encontra indefeso, pode começar a ameaçar ou agredir colegas;
- Declínio do rendimento acadêmico: apresenta declínio gradual no rendimento acadêmico, apresenta dificuldades de atenção e concentração, parece distraído, possui perda de interesse por atividades escolares.
- Outros indicadores de bullying: pede dinheiro sem dizer o motivo, pega dinheiro ou objetos para pagar “dívidas” que não existem, fica sem o lanche, faz as tarefas de outros colegas, apresenta sinais de agressão física, frequentemente desaparecem objetos pessoais, materiais sujos ou danificados, seu nome aparece em pichações ou pinturas de portas de banheiro ou paredes, recusa em dizer por que se sente mal, pode insistir que não está acontecendo nada ou usar pretextos para justificar seu estado;
- Outros indicadores de cyberbullying: recebe chamadas telefônicas estranhas que lhe deixam nervoso e cuja origem é oculta, parece alterado após acessar a internet, mostra-se alterado depois de ler uma mensagem.
Cabe aqui esclarecer que, tanto no processo psicoterapêutico quanto no contexto escolar, quando um ou mais comportamentos listados forem observados é necessário uma investigação mais profunda. Isso porque, apenas apresentar um destes comportamentos não é suficiente para constatar o bullying. É preciso verificar a frequência de sua ocorrência, se ocorre desigualdade de poder na relação e se há prejuízo para, pelo menos, um dos envolvidos.
Outro esclarecimento válido é o de realizar orientação com os pais. Muitas vezes os pais não sabem que seu filho é vítima de bullying, apesar de perceberem mudanças de comportamento. Na maioria dos casos, as crianças evitam falar sobre isso com seus pais por acreditar que não adiantará nada ou por temer que a situação se agrave.
Dentro do contexto psicoterápico é importante a realização da psicoeducação com os pais e com a criança/adolescente sobre questões pertinentes ao bullying, mostrando sua complexidade, esclarecendo mitos e auxiliando na busca de maneiras efetivas de se lidar com o problema.
Torna-se importante também dentro do processo psicoterápico buscar formas de desenvolver a autoestima da criança, seja através de atividades artísticas, esportivas ou de lazer que promovam bem-estar. O treino de habilidades sociais é indicado para que a criança aprenda respostas enfrentativas adaptativas às diversas situações sociais e fortaleça a emissão de comportamentos assertivos para lidar com a violência e a exclusão social.
O bullying não é apenas uma brincadeira entre jovens. Ele implica em sério sofrimento para a vítima, para o agressor e até mesmo para quem testemunha esse tipo de violência. O papel do psicólogo não é apenas tratar psicopatologias, mas também promover ações que visem o bem-estar individual e social. O desconhecimento dos profissionais da educação e da saúde a respeito do bullying pode contribuir ainda mais para a perpetuação desse fenômeno e muitas vezes subestimar suas consequências. Sendo assim, é fundamental que o papel do psicólogo ao intervir e prevenir o bullying seja o de desmitificar preconceitos e não reforçar a lógica da exclusão social.
Referências
ANTUNES, Deborah Christina; ZUIN, Antônio Álvaro Soares. Do bullying ao preconceito: os desafios da barbárie à educação. Psicol. Soc., Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 33-41, Apr. 2008.
BANDEIRA, Cláudia de Moraes; HUTZ, Claudio Simon. Bullying: prevalência, implicações e diferenças entre os gêneros. Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 16, n. 1, p. 35-44, June 2012.
FREIRE, Alane Novais; AIRES, Januária Silva. A contribuição da psicologia escolar na prevenção e no enfrentamento do bullying. Revista Semestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, São Paulo, v. 16, n. 1. 2012.
LINDERN, D.; LISBOA, C. S. M. Bullying e terapia cognitivo-comportamental. In Federação Brasileira de Terapias Cognitivas; NEUFELD, C. B; FALCONE, E. M. O.; RANGÉ, B. (orgs). PROCOGNITIVA Programa de Atualização em Terapia Cognitivo-Comportamental: Ciclo 1. Porto Alegre: Artmed Panamericana. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 4).
MALTA, Deborah Carvalho et al . Bullying in Brazilian schools: results from the National School-based Health Survey (PeNSE), 2009. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, supl. 2, p. 3065-3076, Oct. 2010.
SANTOS, Mariana Michelena; KIENEN, Nádia. Características do bullying na percepção de alunos e professores de uma escola de ensino fundamental. Temas psicol., Ribeirão Preto, v. 22, n. 1, p. 161-178, abr. 2014 .
A Relevância da Equoterapia no Tratamento de Pessoas com Necessidades Especiais
Ao longo do desenvolvimento das ciências, os profissionais da área da saúde buscaram e buscam alternativas para auxiliar no tratamento de diferentes doenças e limitações. Tendo em vista o tratamento de transtornos genéticos ou traumáticos como síndrome de down, paralisia infantil e entre outros. E a fim de auxiliar no tratamento descobriu-se como recurso terapêutico a equoterapia.
O cavalo está presente na vida do homem há milhões de anos, por várias gerações, com diversas finalidades e também para curar algumas enfermidades. Desde 458-370 a.C. já existiam estudos e/ou publicações que traziam a utilização do cavalo como método terapêutico. Assim sendo, também a prática de atividades eqüestres como reeducação psicomotora, não é um assunto recente (JESUS, 2014).
A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de Saúde, Educação e Equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou de necessidades especiais (ANDE, 1999, apud EQUOTERAPIA, 2008).
De acordo com Jesus (2014) a pratica despertou interesses após o episodio de Liz Hartel, que foi a acometida por poliomielite que a impossibilitada de se movimentar. A mesma praticava equitação e mesmo tendo sido desaconselhada pelos médicos deu continuidade a esta prática, e nos Jogos Olímpicos de Helsínque em 1952 representou a Dinamarca recebendo a medalha de prata.
Há mais de quinze anos a prática da Equoterapia foi implantada como estratégia terapêutica obedecendo à legislação brasileira das áreas de Saúde. É um método técnico e científico com excelentes benefícios para a saúde. (ANDE, 1999, apud EQUOTERAPIA, 2008).
Deutsches Kuratorium (1986) foi o primeiro a criar os programas básicos da equoterapia, sendo que a equipe interdisciplinar de equoterapia ao desenvolver o programa apropriado à necessidade do praticante deve trabalhar sempre em conjunto dando ênfase a área profissional que se pretende trabalhar. A equipe interdisciplinar de equoterapia pode ser formada por profissionais das áreas da saúde, educação e da equitação. Existe também a necessidade de se ter um médico responsável dando respaldo à equipe indicando ou contra-indicando o tratamento.
De acordo com Ande (1999) o inicio da equoterapia deu-se em 10 de maio de 1989, que é uma sociedade civil caráter filantrópico, terapêutico, educativo, cultural, desportivo e assistencial sem fins lucrativos, com atuação em todo o território brasileiro, tendo sede em Brasília – Distrito Federal. A instituição apresenta como normas: contribuir para a reabilitação e educação de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais; colocar ou colaborar com entidades e órgãos não governamentais; captar recursos e estimular a implantação da Equoterapia;
Por tanto a técnica que utiliza os cavalos veem sendo utilizada há 15 anos, a fim de auxiliar em diversos aspectos do desenvolvimento de portadores de necessidades especiais. Vale ressaltar que a técnica é utilizada mediante avaliação médica, psicológica e fisioterapêutica e é desenvolvida por equipe multidisciplinar. No decorrer do tratamento o acompanhamento do paciente é individual, devendo ser sempre registrado por cada profissional.
Nessa modalidade de tratamento o cavalo é usado como cinesioterapêutico, pedagógico, promovedor de inserção social, sendo que para essa prática, o ideal é que não haja barulho no local de realização das atividades terapêuticas. O objetivo é ampliar o repertório comportamental do paciente e proporcionar ajustamento emocional, reduzindo assim a ansiedade (SILVA & AGUIAR, 2008).
Logo neste processo o cavalo possui diferentes funções que abrangem áreas diferenciadas de aspectos de melhoria na qualidade de vida dos pacientes que possuem limitações e necessidades especiais, no âmbito fisioterapêutico auxilia em:
Também trabalha lateralidade, percepção, coordenação e orientação espacial e temporal. Ela permite retornar às origens do ser humano com relação às pessoas e ambientes, almejando com isso interferir em varias situações onde seu efeito já foi comprovado (ANDE, 1999 apud EQUOTERAPIA, 2008).
De acordo com Mendes (2008) no âmbito pedagógico os aspectos destacados na técnica é que a mesma requer do paciente a atenção concentrada durante o tempo em que a sessão se desenvolve. Este é um fator bastante importante para o bom desempenho do aluno na escola, pois a atenção, segundo estudiosos, é à base do aprendizado. Atenta, a pessoa seleciona o que quer aprender e guardar em sua memória para utilizar posteriormente, auxiliando então na atenção e memoria seletiva dos praticantes.
Leva-se em consideração que em decorrência das limitações psicológicas que acompanham estes transtornos, faze-se necessário o desenvolvimento destes aspectos nos praticantes de equoterapia, aprimorar aspectos psicológicos como interação social, auto confiança, autonomia e entre outros. E que através do relacionamento monitorado com o animal torna-se propicio a inserção destes aspectos.
Inicialmente, o cavalo representa um problema novo com o qual o praticante terá que lidar, aprendendo a maneira correta de montar ou descobrindo meios para fazer com que o animal aceite seus comandos (como, por exemplo, levá-lo aos lugares em que deseja ir). Essa relação, por si só, já contribui para o desenvolvimento da sua autoconfiança e afetividade, além de trabalhar limites, uma vez que nessa interação existem regras que não poderão ser infringidas (MENDES, 2008).
Uma vez que a técnica é aplicada corretamente e monitorada por uma equipe multiciplicar percebe-se melhorias no desenvolvimento da memória, atenção, análise e síntese, organização do pensamento, orientação e organização espacial e temporal, figura-fundo, percepção visual, relação espacial, coordenação viso-motora e ritmo. Por tanto enfatiza-se a importância desta pratica visando o bem estar e a qualidade de vida de portadores de necessidades especiais. O vinculo que o praticamente cria com o animal é de suma importância e os benefícios desta relação para ambos, são perceptíveis e vitais no decorrer deste processo.
Logo vale aos pais e cuidadores incentivarem a pratica, familiarizarem-se com ela e propor aos médicos que acompanham o paciente esta opção, pois os resultados serão perceptíveis e todos temos por objetivo proporcionar aos portadores uma vida plena dentro de suas possibilidades.
REFERÊNCIAS
EQUOTERAPIA: ANDE (1999) O que é? Disponível em: http://www.equoterapia.com.br/o_que_e-definicao.php>. Acesso em: 26 agosto. 2016.
DEUTSCHES KURATORIUM für Therapeutisches Reiten e. v. Therapeutic riding in Germany. Insued by DK ThR, September, 1998.
JESUS, I.M.S. A EQUOTERAPIA COMO RECURSO NA TERAPIA PSICOMOTORA PARA A AQUISIÇÃO/DESENVOLVIMENTO DO EQUILÍBRIO CORPORAL.2014.
MENDES, Águeda Marques. Os benefícios da Equoterapia para crianças com necessidades educativas especiais. Disponível em: . Acesso em: 26 agosto. 2016.
SILVA, J.P. AGUIAR, O. X. EQUOTERAPIA EM CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS. Ano VI – Número 11 – Novembro de 2008 – Periódicos Semestral. REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PSICOLOGIA – ISSN: 1806-0625.
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Dicas importantes para Escrita
1-Posição sentada
- cadeira e mesa devem ser adequados para o tamanho da criança
- apoio dos pés no chão
- cadeira e mesa devem ser adequados para o tamanho da criança
- apoio dos pés no chão
- cotovelos apoiodos sobre a mesa
- quadril no angulo 90o- e coluna ereta sobre encosto da cadeira
- quadril no angulo 90o- e coluna ereta sobre encosto da cadeira
2- Preensão do lápis (ato pegar ou segurar no lápis) o ideal para crianças acima 6 anos preensão tripude dinâmica (indicador e polegar com apoio no dedo médio)
3-Posição do papel - inclinação para lado como foto acima (destro e canhoto) para melhorar a visualização da escrita.
Em alguns casos, crianças com dificuldade controle postural, lateralidade indefinida, preensão inadequada e dificuldade viso motora devem ser avaliados por um profissional de Terapia Ocupacional para indicações de adaptações e orientações adequadas.
Postado por JOHANNA TERAPEUTA OCUPACIONAL
terça-feira, 23 de maio de 2017
20 dúvidas mais importantes sobre a inclusão.
As soluções para os dilemas que o gestor enfrenta ao receber alunos com deficiência
Foi a favor da diversidade e pensando no direito de todos de aprender que a Lei nº 7.853 (que obriga todas as escolas a aceitar matrículas de alunos com deficiência e transforma em crime a recusa a esse direito) foi aprovada em 1989 e regulamentada em 1999. Graças a isso, o número de crianças e jovens com deficiência nas salas de aula regulares não para de crescer: em 2001, eram 81 mil; em 2002, 110 mil; e 2009, mais de 386 mil – aí incluídas as deficiências, o Transtorno Global do Desenvolvimento e as altas habilidades.
Hoje, boa parte das escolas tem estudantes assim. Mas você tem certeza de que oferece um atendimento adequado e promove o desenvolvimento deles? Muitos gestores ainda não sabem como atender às demandas específicas e, apesar de acolher essas crianças e jovens, ainda têm dúvidas em relação à eficácia da inclusão, ao trabalho de convencimento dos pais (de alunos com e sem deficiência) e da equipe, à adaptação do espaço e dos materiais pedagógicos e aos procedimentos administrativos necessários.
Para quebrar antigos paradigmas e incluir de verdade, todo diretor tem um papel central. Afinal, é da gestão escolar que partem as decisões sobre a formação dos professores, as mudanças estruturais e as relações com os familiares.Você encontra respostas para as 20 dúvidas mais importantes sobre a inclusão.
Foi a favor da diversidade e pensando no direito de todos de aprender que a Lei nº 7.853 (que obriga todas as escolas a aceitar matrículas de alunos com deficiência e transforma em crime a recusa a esse direito) foi aprovada em 1989 e regulamentada em 1999. Graças a isso, o número de crianças e jovens com deficiência nas salas de aula regulares não para de crescer: em 2001, eram 81 mil; em 2002, 110 mil; e 2009, mais de 386 mil – aí incluídas as deficiências, o Transtorno Global do Desenvolvimento e as altas habilidades.
Hoje, boa parte das escolas tem estudantes assim. Mas você tem certeza de que oferece um atendimento adequado e promove o desenvolvimento deles? Muitos gestores ainda não sabem como atender às demandas específicas e, apesar de acolher essas crianças e jovens, ainda têm dúvidas em relação à eficácia da inclusão, ao trabalho de convencimento dos pais (de alunos com e sem deficiência) e da equipe, à adaptação do espaço e dos materiais pedagógicos e aos procedimentos administrativos necessários.
Para quebrar antigos paradigmas e incluir de verdade, todo diretor tem um papel central. Afinal, é da gestão escolar que partem as decisões sobre a formação dos professores, as mudanças estruturais e as relações com os familiares.Você encontra respostas para as 20 dúvidas mais importantes sobre a inclusão.
1. Como ter certeza de que um aluno com deficiência está apto a frequentar a escola?
Aos olhos da lei, essa questão não existe – todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem essa criança. É dever do estado oferecer ainda uma pessoa para ajudar a cuidar desse aluno e todos os equipamentos específicos necessários.Cabe ao gestor oferecer as condições adequadas conforme a realidade de sua escola.
2. As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores?
Sim, pois grupos pequenos (com ou sem alunos de inclusão) favorecem a aprendizagem. Em classes numerosas, os professores encontram mais dificuldade para flexibilizar as atividades e perceber as necessidades e habilidades de cada um.
3. Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala?
Não há uma regra em relação a isso, mas em geral existem dois ou, em alguns casos, três por sala. Vale lembrar que a proporção de pessoas com deficiência é de 8 a 10% do total da população.
4. Para tornar a escola inclusiva, o que compete às diversas esferas de governo?
O governo federal presta assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para o acesso dos alunos e a formação de professores, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). Os gestores estaduais e municipais organizam sistemas de ensino voltados à diversidade, firmam e fiscalizam parcerias com instituições especializadas e administram os recursos que vêm do governo federal.
5. Quem tem deficiência aprende mesmo?
Sem dúvida. Sempre há avanços, seja qual for a deficiência. Surdos e cegos, por exemplo, podem desenvolver a linguagem e o pensamento conceitual. Crianças com deficiência mental podem ter mais dificuldade para se alfabetizar, mas adquirem a postura de estudante, conhecendo e incorporando regras sociais e desenvolvendo habilidades como a oralidade e o reconhecimento de sinais gráficos.É importante entender que a escola não deve, necessariamente, determinar o que e quando esse aluno vai aprender. Nesses casos, o gestor precisa rever a relação entre currículo, tempo e espaço.
Aos olhos da lei, essa questão não existe – todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem essa criança. É dever do estado oferecer ainda uma pessoa para ajudar a cuidar desse aluno e todos os equipamentos específicos necessários.Cabe ao gestor oferecer as condições adequadas conforme a realidade de sua escola.
2. As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores?
Sim, pois grupos pequenos (com ou sem alunos de inclusão) favorecem a aprendizagem. Em classes numerosas, os professores encontram mais dificuldade para flexibilizar as atividades e perceber as necessidades e habilidades de cada um.
3. Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala?
Não há uma regra em relação a isso, mas em geral existem dois ou, em alguns casos, três por sala. Vale lembrar que a proporção de pessoas com deficiência é de 8 a 10% do total da população.
4. Para tornar a escola inclusiva, o que compete às diversas esferas de governo?
O governo federal presta assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para o acesso dos alunos e a formação de professores, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). Os gestores estaduais e municipais organizam sistemas de ensino voltados à diversidade, firmam e fiscalizam parcerias com instituições especializadas e administram os recursos que vêm do governo federal.
5. Quem tem deficiência aprende mesmo?
Sem dúvida. Sempre há avanços, seja qual for a deficiência. Surdos e cegos, por exemplo, podem desenvolver a linguagem e o pensamento conceitual. Crianças com deficiência mental podem ter mais dificuldade para se alfabetizar, mas adquirem a postura de estudante, conhecendo e incorporando regras sociais e desenvolvendo habilidades como a oralidade e o reconhecimento de sinais gráficos.É importante entender que a escola não deve, necessariamente, determinar o que e quando esse aluno vai aprender. Nesses casos, o gestor precisa rever a relação entre currículo, tempo e espaço.
6. Ao promover a inclusão, é preciso rever o projeto político pedagógico (PPP) e o currículo da escola?
Sim. O PPP deve contemplar o atendimento à diversidade e o aparato que a equipe terá para atender e ensinar a todos. Já o currículo deve prever a flexibilização das atividades (com mais recursos visuais, sonoros e táteis) para contemplar as diversas necessidades.
7. Em que turma o aluno com deficiência deve ser matriculado?
Junto com as crianças da mesma idade.As deficiências física, visual e auditiva não costumam representar um problema, pois em geral permitem que o estudante acompanhe o ritmo da turma. Já os que têm deficiência intelectual exigem que o gestor consulte profissionais especializados ao tomar essa decisão. Um aluno com atraso desenvolvimento cognitivo(intelectual), por exemplo, pode se beneficiar ficando com um grupo de idade inferior à dele (no máximo, três anos de diferença). Mas essa decisão tem de ser tomada caso a caso.
8. Alunos com deficiência atrapalham a qualidade de ensino em uma turma?
Não, ao contrário. Hoje, sabe-se que todos aprendem de forma diferente e que uma atenção individual do professor a determinado estudante não prejudica o grupo. Daí a necessidade de atender às necessidades de todos, contemplar as diversas habilidades e não valorizar a homogeneidade e a competição.
9. Como os alunos de inclusão devem ser avaliados?
De acordo com os próprios avanços e nunca mediante critérios comparativos.Os professores devem receber formação para observar e considerar o desenvolvimento individual, mesmo que ele fuja dos critérios previstos para o resto do grupo. Quando o estudante acompanha o ritmo da turma, basta fazer as adaptações, como uma prova em braile para os cegos.
10. A nota da escola nas avaliações externas cai quando ela tem estudantes com deficiência?
Em princípio, não. Porém há certa polêmica em relação aos casos de deficiência intelectual. O MEC afirma que não há impacto significativo na nota. Já os especialistas dizem o contrário.O ideal seria ter provas adaptadas dentro da escola ou, ao menos, uma monitoria para que os alunos pudessem realizá-las. Tudo isso, é claro, com a devida regulamentação governamental. Enquanto isso não acontece, cabe aos gestores debater essas questões com a equipe e levá-las à Secretaria de Educação.
11. É possível solicitar o apoio de pessoal especializado?
Mais do que possível, é necessário. O aluno tem direito à Educação regular em seu turno e ao atendimento especializado, responsabilidade que não compete ao professor de sala. Para tanto, o gestor pode buscar informações na Secretaria de Educação Especial,profissionais especializados e em organizações não governamentais, associações e universidades
12. Como integrar o trabalho do professor ao do especialista?
Disponibilizando tempo e espaço para que eles se encontrem e compartilhem informações. Essa integração é fundamental para o processo de inclusão e cabe ao diretor e ao coordenador pedagógico garantir que ela ocorra nos horários de trabalho pedagógico coletivo.
13. Como lidar com as inseguranças dos professores?
Promovendo encontros de formação e discussões em que sejam apresentadas as novas concepções sobre a inclusão (que falam, sobretudo, das possibilidades de aprendizagem). O contato com teorias e práticas pedagógicas transforma o posicionamento do professor em relação à Educação inclusiva. Nesses encontros, não devem ser discutidas apenas características das deficiências. Apostamos pouco na capacidade desses alunos porque gastamos muito tempo tentando entender o que eles têm, em vez de conhecer as experiências pelas quais já passaram.
14. Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão?
Formação na própria escola é a solução, em encontros que permitam que eles exponham dificuldades e tirem dúvidas. Esse diálogo é uma maneira de mudar a forma de ver a questão: em vez de atender essas crianças por boa vontade, é importante mostrar que essa demanda exige a dedicação de todos os profissionais da escola.É possível também oferecer uma orientação individual e ficar atento às ofertas de formação das Secretarias de Educação.
15. Como trabalhar com os alunos a chegada de colegas de inclusão?
Em casos de deficiências mais complexas, é recomendável orientar professores e funcionários a conversar com as turmas sobre as mudanças que estão por vir, como a colocação de uma carteira adaptada na classe ou a presença de um intérprete durante as aulas. Quando a inclusão está incorporada ao dia a dia da escola, esses procedimentos se tornam menos necessários.
16. O que fazer quando o aluno com deficiência é agressivo?
A equipe gestora deve investigar a origem do problema junto aos professores e aos profissionais que acompanham esse estudante.Pode ser que o planejamento não esteja contemplando a participação dele nas atividades. Nesse caso, cabe ao gestor rever com a equipe a proposta de inclusão. Se a questão envolve reclamações de pais de alunos que tenham sido vítimas de agressão, o ideal é convidar as famílias para uma conversa.
17. O que fazer quando a criança com deficiência é alvo de bullying?
É preciso elaborar um projeto institucional para envolver os alunos e a comunidade e reforçar o trabalho de formação de valores.
18. Os pais precisam ser avisados que há um aluno com deficiência na mesma turma de seu filho?
Não necessariamente. O importante é contar às famílias, no ato da matrícula. A exceção são os alunos com quadro mais severo – nesses casos, a inclusão dá mais resultado se as famílias são informadas em encontros com professores e gestores.Isso porque as crianças passam a levar informações para casa, como a de que o colega usa fralda ou baba. E, em vez de se alarmar, os pais poderão dialogar.
19. Como lidar com a resistência dos pais de alunos sem deficiência?
O argumento mais forte é o da lei, que prevê a matrícula de alunos com deficiência em escolas regulares. Outro caminho é apresentar a nova concepção educacional que fundamenta e explica a inclusão como um processo de mão dupla, em que todos, com deficiência ou não, aprendem pela interação e diversidade.
20. Uma criança com deficiência mora na vizinhança, mas não vai à escola. O que fazer?
Alertar a família de que a matrícula é obrigatória. Ainda há preconceito, vergonha e insegurança por parte dos pais. Quebrar resistências exige mostrar os benefícios que a criança terá e que ela será bem cuidada. Os períodos de adaptação, em que os pais ficam na escola nos primeiros dias, também ajudam. Se houver recusa em fazer a matrícula, é preciso avisar o Conselho Tutelar e, em último caso, o Ministério Público.
Por JOHANNA TERAPEUTA OCUPACIONAL
Sindrome Down e Integração Sensorial
O uso da abordagem de Integração Sensorial pode beneficiar os processos de desenvolvimento de crianças com Down e contribuir de forma positiva com o tratamento médico e multidisciplinar, pois elas enfrentam, em sua maioria, problemas no processamento de estímulos sensoriais: vestibular, proprioceptivo, tátil, visual e auditivo.
A alteração do processamento nestes sistemas pode interferir de forma significativa na atenção, aprendizagem escolar e no desenvolvimento de habilidades motoras. A presença de hipotonia, hipermobilidade articular e comportamentos como a distração excessiva aos estímulos do ambiente e impulsividade são característicos dessas crianças. Indicam dificuldade no registro e modulação sensorial do processamento de informações vestibular, proprioceptiva, tátil e diante disso, justifica a necessidade da intervenção em Integração Sensorial.
Observa-se em crianças com este diagnóstico, comportamentos que assinalam o mau processamento vestibular e proprioceptivo, como por exemplo, hipotonia, dificuldade na extensão do corpo e da cabeça contra a gravidade, controle postural, atrasos nas respostas posturais automáticas, tendência a buscar certos movimentos. Há dificuldade em sentir a posição do corpo no espaço e movimentar-se; atraso no desenvolvimento do feedback proprioceptivo e em geral, estas crianças apresentam movimentos mais bruscos, segmentados e com comportamento desajeitado. Muitas vezes apresentam dificuldade em perceber saciedade ou dor.
Para o sistema tátil, há evidência de problemas como a hiporrensponsividade, alteração na discriminação dos inputs táteis e da integração deles com os demais sistemas sensoriais. Dificuldade no desenvolvimento da percepção tátil o que implica numa baixa exploração dos objetos nos primeiras anos de vida, déficit na estereognosia e reconhecimento de formas. A importante lacuna nas experiências perceptuais contribuem nas dificuldades de aprendizagem e no atraso da aquisição de habilidades motoras, como por exemplo, padrões pobres de preensão e das habilidades funcionais das mãos.
Crianças com Síndrome de Down apresentam evidências no atraso do desenvolvimento da coordenação motora grossa e fina e a teoria da Integração Sensorial pode ajudar a explicar certos comportamentos e atrasos. As dificuldades que estas crianças enfrentam ao mover o corpo no espaço e processar informações sensoriais contribuem de forma negativa no desenvolvimento da ideação, planejamento e execução motora, implicando assim, numa baixa capacidade em organizar respostas motoras eficientes.
A terapia de Integração Sensorial pode beneficiar crianças com Síndrome de Down através de uma abordagem que prioriza o uso dos sistemas sensoriais de forma integrada com experiências vestibulares, proprioceptivas e tátil ao propor atividades funcionais que trabalham registro e discriminação tátil, movimentos que coordenam o corpo contra a gravidade, favorece integração bilateral, movimentos recíprocos, ideação e planejamento motor.
Além de trabalhar com habilidades motoras, as atividades na integração sensorial visam a auto regulação e modulação do nível de alerta ótimo. Esta abordagem utiliza um ambiente desafiador e seguro, com intuito de promover grande variedade de atividades que aumentam o repertório de interação e o processamento das informações sensoriais entre o corpo e o ambiente.
Fonte :http://www.integracaosensorialbrasil.blogspot.com.br/search/label
Fonte:http://topediatrica.blogspot.com.br/
domingo, 21 de maio de 2017
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