Objetivos: Apresentar-se para os alunos e conhece-los também, levando-os a interagir com o grupo.
Material: Papel e caneta
Procedimento:
Organize uma entrevista para que os alunos conheçam você melhor.
Divida-os em grupos e solicite que elaborem questões como se fossem repórteres.
Diga que as perguntas podem ser sobre sua idade, se tem filhos, quanto tempo tem de profissão ou onde mora, por exemplo.
Prontas as questões, sente-se num local da sala onde todos possam vê-lo bem.
Cada grupo fará suas perguntas e você deverá respondê-las.
Avise que todos deverão trazer, no dia seguinte, um breve texto sobre tudo o que lembrarem. Assim, eles prestam atenção.
Na próxima aula, sorteie algumas crianças para ler a produção escrita e peça que as demais avaliem e complementem se necessário.
Obs: Essa dinâmica é para quando os alunos se conhece e somente o professor é novato.
Como o professor não conhece os alunos ele pode entrevistá-los também.
Tempo de duração: 20 a 30 minutos
Faixa etária: a partir de 8 anos
2. EU SOU… E VOCÊ, QUEM É?
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Objetivos: Conhecer o grupo e promover a interação e a socialização de todos.
Material: nenhum
Procedimento:
Formar uma roda, tomando o cuidado de verificar se todas as pessoas estão sendo vistas pelos demais colegas.
Combinar com o grupo para que lado a roda irá girar.
O educador inicia a atividade se apresentando e passa para outro. Por exemplo: “Eu sou Luis, e você, quem é?” “Eu sou Aline, e você, quem é?” “Eu sou Luana, e você quem é?”
A dinâmica de integração pode ser feita com o grupo de alunos ou estudantes sentados sem a roda girar.
Tempo de duração: 10 a 15 minutos
Faixa etária: todas as idades
3. CONHECENDO E APRENDENDO
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Objetivo: promover a integração entre os alunos e professor, fortalece a comunicação e o relacionamento interpessoal dos estudantes.
Materiais: Um objeto pequeno, podendo ser uma bola por exemplo.
Procedimento: Formar um círculo.
Explicar aos alunos que será dada uma oportunidade para que aprendam mais uns dos outros.
Quem estiver com a bola deve passá-la a outra pessoa que deverá dizer seu nome e revelar algo diferente sobre si, ou um defeito, ou qualidade (sou preguiçoso, sou organizada, ou tenho um cachorro, uso lente de contato, etc.).
Quando todos tiverem falado, explicar que na segunda rodada eles terão que passar a bola a alguém e dizer o nome da pessoa e o que ela disse na rodada anterior.
Dicas: Observar quais alunos estão prestando atenção e conseguem lembrar das informações que seu colega falou. Caso algum tenha dificuldade, pedir que os outros alunos o ajude.
Reflexão:
Apontar a importância de saber ouvir, que muitas vezes estamos muito preocupados com o que vamos dizer, que esquecemos de prestar atenção no que nos é dito.
Tempo de duração: 15 a 20 minutos
Faixa etária: todas as idades
4. TUDO SOBRE MIM
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Objetivo: levar os alunos a se conhecerem melhor.
Materiais: Uma folha contendo o formulário abaixo:
Meu nome é:
O que eu mais gosto de fazer?
O que menos gosto de fazer?
Uma qualidade minha é:
Um defeito meu é:
Qual profissão desejo exercer:
Procedimento:
Para realizar essa dinâmica de apresentação para o primeiro dia de aula o professor deve reunir todos os alunos ou participantes num círculo, o movimento de cadeiras e ajuste do círculo iniciará o entrosamento dos participantes.
Cada aluno ou participante receberá uma folha contendo o formulário.
Os alunos e participantes terão 10 minutos para responder.
Depois dos 10 minutos cada um se apresentará ao grupo, lendo o que escreveu.
Dicas
Promover um ambiente agradável e descontraído para que todos possam se apresentar.
Observar se o participante tem um bom autoconhecimento, como reage as respostas de seus colegas.
Tempo de duração: 20 a 30 minutos
Faixa etária: A partir de 10 anos
5. PROCURANDO UM CORAÇÃO
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Objetivo: levar os alunos a se conhecerem melhor. Desenvolver o relacionamento interpessoal e a comunicação.
Material Necessário:
Corações de cartolina cortados em duas partes de forma que uma delas se encaixe na outra. Cada coração só poderá encaixar em uma única metade (não pode ter partes iguais).
Procedimento:
Distribuir os corações já divididos de forma aleatória.
Informar que ao ouvirem uma música (pode substituir por estipular o tempo) caminharão pela sala em busca de seu par.
Quando todos encontrarem seus pares, o educador irá parar a música e orientar para que os participantes conversem (caso não se conheçam perguntar o nome, idade, etc.), caso não se conheçam deverão apresentar o seu par para turma.
Reflexão:
Perguntar aos alunos:
Como se sentiram durante a atividade?
Foi possível conhecer um pouco mais os colegas?
Tiveram dificuldades de encontrar o seu par?
Explicar aos alunos que sozinhos somos incompletos, precisamos ter colegas, amigos, pessoas ao nosso lado. Para isso é importante respeitarmos os colegas, sermos companheiros e colaborarmos uns com os outros.
Sempre soube que teria de lutar mais que os outros para conquistar meus objetivos', diz Enã Rezende
No salão de eventos de um prédio de Cuiabá (MT), os balões dourados formam o primeiro nome de Enã Rezende, de 26 anos. No lugar, há itens como chinelos e camisas em homenagem ao rapaz, que colou grau na terça-feira (15). A família não poupou esforços para comemorar a formatura do jovem no curso de medicina.
É um dos períodos mais felizes para a mãe dele, a psicóloga Érica Rezende, 46.
"Tem passado um filme diante de mim sobre tudo o que vivemos", conta à BBC News Brasil.
Para ela, que há quase 20 anos ouviu de uma professora de Enã que o garoto não conseguiria ser alfabetizado, ver o filho concluir o ensino superior é uma emoção que não consegue descrever.
Na manhã de quinta (17), quando visitamos Enã e os familiares, eles se preparavam para um jantar que aconteceria no período da noite, em homenagem aos formandos em medicina. Foi o terceiro evento em comemoração à conclusão de curso da turma. Na noite anterior, houve uma cerimônia religiosa.
"Na colação de grau dele, fiquei em choque, sem expressar muita emoção, porque estava me lembrando de tudo o que vivemos desde que ele era pequeno. Mas ontem, no culto ecumênico, não aguentei e chorei bastante", revela Érica.
Enã é autista. Desde a mais tenra idade, enfrentou preconceito e sofreu bullying por conta de suas características. Em razão das ofensas que ouvia de colegas, ele afirma que costumava se sentir inferior. O jovem conta que a conclusão do curso de medicina é também uma forma de provar para si que é capaz.
"Eu dizia para mim: tenho que vencer na vida e mostrar que está todo mundo errado. Sempre soube que teria de lutar mais que os outros para conquistar meus objetivos", diz o rapaz, de fala mansa e poucos gestos.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo, é uma desordem complexa do desenvolvimento cerebral. Ele se caracteriza por dificuldades na socialização e comunicação, além de padrões de comportamentos considerados repetitivos, como ações semelhantes em curto espaço de tempo.
Segundo estudo feito por cientistas americanos, a estimativa é de que, aproximadamente, uma a cada 59 crianças têm alguma característica do TEA.
A infância
Quando Enã tinha pouco mais de um ano de vida, os pais começaram a perceber que o garoto possuía características diferentes das demais crianças de sua idade.
Quando entrou para a escola, Enã enfrentou preconceito e bullying por causa de sua condição
"Uma das primeiras coisas que percebemos foi a dificuldade na fala. Ele não articulava bem as palavras. Além disso, ele também tinha dificuldades de compreensão e não conseguia olhar nos olhos. Em contrapartida, tudo o que eu ensinava, ele aprendia na primeira vez", relembra Érica.
Aos dois anos, Enã foi diagnosticado com psicose infantil, relacionada a dificuldades no desenvolvimento da criança e hoje mais associada à esquizofrenia. Érica cursava psicologia e considerava que o diagnóstico não se enquadrava no caso do filho.
"Desde o início, sempre soube que era uma informação errônea. A psicose poderia ser muito próxima do autismo, mas não era o caso do meu filho. Sempre imaginei que ele tivesse autismo. O diagnóstico é difícil até hoje. Duas décadas atrás era mais complicado ainda", diz.
O garoto passou a receber acompanhamento psicológico e fonoaudiológico para ter melhor desenvolvimento.
Anos mais tarde, no início da vida escolar, Enã passou a sofrer bullying em razão de suas características.
"Mesmo com acompanhamento fonoaudiológico, eu tinha muita dificuldade de fala. As pessoas não me entendiam direito. Além disso, eu também era desengonçado", diz o jovem.
"As pessoas riam dele. Mas acho que ele não notava isso", completa Érica.
"Eu notava, sim, mas não comentava", diz o médico, em seguida.
Érica relata que as pessoas costumavam perguntar sobre o motivo das dificuldades de fala e de interação do filho.
"Eu achava psicose infantil um diagnóstico muito confuso. Então falava apenas que ele era um pouco diferente", conta a psicóloga.
Na época, Enã se questionava sobre o fato de as pessoas o acharem diferente.
"Eu explicava a situação para ele, de uma maneira mais simples e leve, para que ele pudesse entender", conta a mãe.
Aos sete anos, enquanto estava na fase de alfabetização, uma professora de Enã chamou a mãe dele para conversar. A mulher informou que o garoto tinha dificuldades extremas e não conseguiria ser alfabetizado.
"Então, eu mudei ele de escola. Além disso, uma tia dele, que é uma exímia educadora, passou a ensiná-lo e logo o meu filho foi alfabetizado", conta Érica.
O sonho de cursar medicina
Ainda na infância, Enã sofreu uma grande perda. Ele tinha sete anos quando o pai morreu em um acidente de carro.
A morte do pai em acidente do carro, quando Enã tinha sete anos, despertou interesse pela medicina
"Eu ficava me perguntando sobre o motivo de isso ter acontecido com ele. Foi muito triste", relembra.
Com a perda do marido, Érica e os dois filhos, o mais novo tinha seis meses, se mudaram de Jales (SP), onde viviam, para Rondonópolis (MT), cidade natal dela.
Desde a morte do pai, Enã costumava perguntar com frequência sobre o acidente do pai, que, durante a colisão, teve traumatismo cranioencefálico e não resistiu.
"Eu ficava questionando minha mãe sobre como tinha ficado a cabeça dele. Ela até comprou um esqueleto para me explicar. Não era uma curiosidade normal para uma criança, mas isso me interessava", comenta.
Foi justamente o interesse em saber como o pai havia ficado após o acidente que fez com que Enã se encantasse pela medicina.
"Costumo dizer que isso foi o embrião para que eu decidisse seguir na área da saúde", frisa.
A influência do acidente do pai foi tamanha que ele planeja se especializar em neurocirurgia.
"Espero que eu possa salvar as vidas de outros pais. A do meu pai não pôde ser salva, mas quero impedir que outras crianças fiquem sem pai", relata.
A ausência paterna, ele revela, foi uma das coisas que mais o marcaram ao longo da vida.
"Na adolescência, sempre perguntava aos meus amigos como era a experiência de ter um pai acompanhando o seu crescimento."
"Alguns médicos me disseram que não revelam que são autistas por medo do preconceito'
Com o objetivo de cursar medicina, Enã se mudou de Rondonópolis para a capital mato-grossense, quando estava no terceiro ano do ensino médio. Em Cuiabá, morou na casa de uma tia, depois foi morar sozinho e passou a ser mais independente. Ele aprendeu a dirigir e trafegava com frequência pelas rodovias de Mato Grosso para visitar a família no interior do Estado.
Sobre o autismo
Só quando estava com 19 anos é que Enã foi diagnosticado com autismo. Anos antes, a irmã caçula dele, filha do segundo casamento de Érica, havia sido diagnosticada com o transtorno em nível severo. A psicóloga levou o filho para uma consulta com a psiquiatra que havia atendido a caçula. A médica fez exames no jovem, que também foi diagnosticado com TEA.
Érica explica que somente o filho do meio, de 20 anos, não é autista.
"Não sei explicar o motivo de dois dos meus filhos serem assim. Já gastei muito com exames, para tentar descobrir, mas desisti, porque não há nada conclusivo para justificar isso", comenta.
Os estudos feitos sobre autismo apontam que a genética é um importante fator para o transtorno, mas o ambiente - como alterações na gestação ou no parto - também pode influenciar. As investigações sobre o tema ainda não são conclusivas.
O autismo é dividido em três níveis: leve (exige apoio), moderado (precisa de apoio substancial) e grave (exige apoio muito substancial). A classificação acontece conforme a gravidade dos sintomas em relação à comunicação e aos comportamentos.
O psiquiatra Caio Borba Casella explica que a diferença de grau do autismo é que vai definir o modo como será conduzida a vida do indivíduo.
A irmã caçula de Enã, filha do segundo casamento da mãe, também foi diagnosticada com autismo
"Os quadros mais graves costumam vir junto com deficiência intelectual, então essas pessoas vão precisar de muito apoio ao longo da vida e não vão ser totalmente independentes. Pessoas com quadros mais leves podem ter uma vida normal. Talvez precisem de ajuda ao longo do desenvolvimento, como a ajuda de um psicólogo no aprendizado ou na socialização, mas poderão viver de modo independente", diz.
Enã foi diagnosticado com Síndrome de Asperger, hoje considerada autismo em grau leve. Ele conta que ficou "feliz e triste" ao receber o diagnóstico.
"Fiquei feliz porque fui ler a respeito e realmente senti que me encaixava naquelas características. Isso me deixou aliviado, porque vi que o fato de eu ser assim tem um nome. Mas fiquei triste porque vi que é uma condição neurológica irreversível. Por algum tempo, tive preconceito contra mim mesmo. Mas essa fase já passou, hoje lido muito bem com isso", declara.
A irmã dele, com 12 anos, tem o transtorno no nível mais grave.
"Ela sempre precisa de ajuda. É um desafio grande pra gente, mas é maravilhoso. Minha irmã é muito querida e amorosa. O fato de ela ser autista não muda nada."
Ao comentar sobre a irmã, Enã enfatiza que o maior problema enfrentado por autistas é o preconceito. O jovem conta que, assim como ele, a caçula também sofre com a situação.
'O preconceito contra ela é ainda mais forte', diz Enã sobre a irmã de 12 anos, que sofre de autismo severo
"O preconceito contra ela é ainda mais forte. O que mexe comigo é quando as pessoas olham feio quando ela faz algum gesto ou dá um grito. Eu queria que parassem de olhar assim para ela. Fico muito chateado com essa situação."
Em razão do preconceito que viu os dois filhos sofrerem ao longo da vida, Érica criou, no fim de 2016, um projeto social no qual vai a escolas para dar palestras de conscientização sobre o autismo.
"Passei a perceber que talvez nem tudo fosse preconceito. Poderia ser apenas falta de informação", diz.
Todas as sextas-feiras, a psicóloga passa o dia indo a unidades de ensino e outros lugares, como hospitais, para falar sobre o tema.
"Acredito que mais de 15 mil pessoas já assistiram às minhas apresentações e passaram a entender melhor o assunto", afirma.
A universidade
No fim de 2012, Enã foi aprovado para medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). Ele começou o curso no início do ano seguinte. O rapaz revela que ficou feliz com o começo do curso, porém temia que fosse encontrar grandes empecilhos.
"Uma das dificuldades do autista é na comunicação. O meu maior medo era lidar com os pacientes, porque tenho dificuldade de olhar nos olhos das pessoas, por conta do autismo. Eu venci esse temor quando comecei a fazer atendimentos", ressalta.
Coordenadora do curso de medicina da Unic, a endocrinologista Denise Dotta conta que somente ficou sabendo do transtorno de Enã no segundo ano em que o jovem estava na universidade.
"Quando a mãe dele nos apresentou os exames e conversou com a gente, passamos a dar uma atenção especial. Ele nunca teve problema de aprendizagem. A dificuldade dele era nos relacionamentos, na integração com as outras pessoas da turma."
Na universidade, Enã era tido como aluno exemplar - não reprovou em nenhuma disciplina
"O Enã é uma pessoa extremamente inteligente, mas por conta dessa dificuldade de interação, acabava ficando mais isolado. Então, passamos a tomar iniciativas, junto com professores e os próprios colegas, para que ele fosse colocado em grupos e tudo isso o ajudou na inserção social", conta à BBC News Brasil.
Na universidade, Enã era tido como aluno exemplar. O rapaz não reprovou em nenhuma disciplina. Ele costumava ajudar os colegas da sala em que estudava e chegou a ser monitor no curso, para auxiliar alunos de outras turmas.
O curso superior foi financiado por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O jovem deverá começar a pagar a partir do próximo ano.
Em meados de 2017, Enã fez uma publicação nas redes sociais na qual, pela primeira vez, falou abertamente sobre o fato de ser autista. Ele recebeu apoio de colegas e conhecidos. O caso repercutiu e ele foi chamado para participar de programas de televisão. Depois de relatar sua história, conta que leu comentários ofensivos na internet.
"Algumas pessoas me disseram que nunca se consultariam com um médico autista. Isso é puro preconceito", lamenta.
Ele ressalta que tais críticas demonstram desconhecimento sobre o tema.
"Se uma pessoa não quiser ser ajudada por um médico somente por ele ser autista, ela que sairá perdendo. O autista é uma pessoa extremamente focada, que vai lutar com unhas e dentes para ajudar. Eu tenho a mesma capacidade que qualquer médico", assevera.
O futuro
Um dos momentos mais aguardados por Enã era a colação de grau. Para ele, a cerimônia de finalização de curso parecia um sonho "maluco e maravilhoso".
A família de Enã customizou itens, como chinelos, para homenagear o jovem nos eventos de formatura
"Fiquei um pouco nervoso na hora, mas depois foi um alívio. É importante lembrar que tenho uma grande responsabilidade pela frente por ser médico, sendo autista ou não."
Ele ressalta que não é o primeiro autista a se formar no Brasil. Segundo o jovem, outros profissionais que possuem o mesmo transtorno entraram em contato com ele após descobrir a história de Enã nas redes sociais.
"Alguns médicos me disseram que não revelam que são autistas por medo do preconceito", diz.
No início de fevereiro, ele vai começar a trabalhar em uma unidade do Exército, em Rondonópolis.
A família não poupou esforços para comemorar a formatura do jovem no curso de medicina
"Todo médico recém-formado precisa se apresentar para o Exército. Quando foi a minha vez, disse que tinha interesse em prestar serviços como médico e eles me aceitaram", comenta.
Enã passará um ano trabalhando no local. Em 2020, ele planeja iniciar a especialização em neurologia.
Ao fim da entrevista, o médico diz que tem algo importante a dizer e pede para mandar um recado para outros autistas.
"Eu sei que para alguns, as percepções podem ser difíceis. Vocês vão ter dificuldades, mas nunca incapacidades. Se vocês têm um sonho, corram atrás dele. Não desistam", diz.
O autismo, cientificamente conhecido como Transtorno do Espectro
Autista, é uma síndrome caracterizada por problemas na comunicação, na
socialização e no comportamento, geralmente, diagnosticada entre os 2 e 3
anos de idade.
Esta síndrome faz com a criança apresente algumas
características específicas, como dificuldade na fala e em expressar
ideias e sentimentos, mal-estar em meio aos outros e pouco contato
visual, além de padrões repetitivos e movimentos estereotipados, como
ficar muito tempo sentado balançando o corpo para frente e para trás.
Assim, são sintomas e características do autismo:
Dificuldade na interação social, como contato visual, expressão facial, gestos, dificuldade em fazer amigos, dificuldade em expressar emoções;
Prejuízo na comunicação, como dificuldade em iniciar ou manter uma conversa, uso repetitivo da linguagem;
Alterações comportamentais,
como não saber brincar de faz de conta, padrões repetitivos de
comportamentos, ter muitas "manias" e apresentar intenso interesse por
algo específico, como a asa de um avião, por exemplo.
Estes
sinais e sintomas variam de leves, que podem até passar despercebidos,
mas também podem ser moderados a graves, que interferem muito no
comportamento e na comunicação da criança. Para saber identificar os
principais sintomas de um autista, confira sintomas do autismo.
Qual a causa do autismo
Qualquer
criança pode desenvolver o autismo, e suas causas ainda são
desconhecidas, apesar de cada vez mais pesquisas estarem sendo
desenvolvidas para se descobrir.
Alguns estudos já conseguem
apontar para prováveis fatores genéticos, que podem ser hereditários,
mas também é possível que fatores do ambiente, como a infecção por
certos vírus, consumo de tipos de alimentos ou contato com substâncias
intoxicantes, como o chumbo e mercúrio, por exemplo, possam ter grande
efeito no desenvolvimento da doença. Algumas das principais possíveis
causas incluem:
Deficiência e anormalidade cognitiva de causa genética e hereditária,
pois observou-se que alguns autistas apresentam cérebros maiores e mais
pesados e que a conexão nervosa entre suas células era deficiente;
Fatores ambientais, como o ambiente familiar, complicações durante a gravidez ou parto;
Alterações bioquímicas do organismo caracterizadas pelo excesso de serotonina no sangue;
Anormalidade cromossômica evidenciada pelo desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16.
Além
disso, existem estudos que apontam para algumas vacinas ou para a
reposição em excesso de ácido fólico durante a gravidez, entretanto
ainda não há conclusões definitivas sobre estas possibilidades, e mais
pesquisas ainda precisam ser feitas para esclarecer esta questão.
Como confirmar
O
diagnóstico de autismo é feito pelo pediatra ou psiquiatra, através da
observação da criança e da realização de alguns testes de diagnóstico,
entre os 2 e 3 anos de idade.
Pode-se confirmar do autismo, quando
a criança apresenta características das 3 áreas que são afetadas nesta
síndrome: interação social, alteração comportamental e falhas na
comunicação. Não é necessário apresentar uma extensa lista de sintomas
para que o médico chegue ao diagnóstico, porque esta síndrome
manifesta-se em diferentes graus e, por isso, a criança pode
ser diagnosticada com autismo leve, por exemplo. Confira os sinais de autismo leve.
Assim,
o autismo pode ser, por vezes, quase que imperceptível e pode
confundir-se com timidez, falta de atenção ou excentricidade, como
ocorre no caso da síndrome de Asperger e no autismo de alto
funcionamento, por exemplo. Por isso, o diagnóstico de autismo não é
simples, e em caso de suspeita é importante ir ao médico para que seja
ele a avaliar o desenvolvimento e o comportamento da criança,
podendo indicar o que ela tem e como tratar.
Existem diferentes tipos de autistas?
Existem
diferentes tipos de autistas, sendo que a forma de apresentação ou
o "espectro autista" é variável. Alguns pacientes apresentam
comprometimento grave e outros leve, como é o caso do autismo de alto
funcionamento. Neste último caso o indivíduo pode ser muito inteligente e
desenvolver sofisticados softwares ou ter uma facilidade extrema para
alguma atividade específica, como a matemática como o americano que
inspirou o filme “Rain Man”, por exemplo.
Alguns livros que falam
sobre esta síndrome são: “O estranho caso do cachorro morto”, da Ed.
Record, e “Um Antropólogo em marte”, da Companhia das Letras. Estas
costumam ser boas leituras para pais de crianças diagnosticadas com
autismo porque ajudam a entender a síndrome e como pode ajudar o seu
filho.
Como tratar
O tratamento vai depender do tipo de autismo que a criança possui e do seu grau de comprometimento, mas pode ser feito com:
Uso de medicamentos prescritos pelo médico;
Sessões de fonoaudiologia para melhorar a fala e a comunicação;
Terapia comportamental para facilitar as atividades diárias;
Terapia de grupo para melhorar a socialização da criança.
Apesar
do autismo não ter cura, o tratamento, quando é realizado corretamente,
pode facilitar o cuidado com a criança, tornando a vida dos pais um
pouco mais facilitada. Nos casos mais leves, a ingestão de medicamentos
nem sempre é necessária e a criança pode levar uma vida bem próxima do
normal, podendo estudar e trabalhar sem restrições. Confira mais
detalhes e opções para o tratamento do autismo.
Objetivos: · Estimular o prazer, o interesse e a satisfação do aluno pelo hábito de leitura; · Introduzir termos novos, ampliando o vocabulário em português; · Favorecer o entendimento das características textuais das histórias infantis; · Compreender a organização temporal da narrativa; · Reconhecer os tipos de moradia; · Ler o texto em Libras; · Apresentar diversos estilos de narrativa em português. Habilidades: · Lê histórias infantis com entusiasmo; · Reconta a história seguindo a seqüência lógica; · Reconhece as características textuais dos contos; · Usa novas palavras dentro de um novo contexto; · Reconhece o tipo de narrador na história; · Caracteriza os personagens do texto; Conteúdo · Leitura · Identificação dos personagens e elementos do conto; · Seqüência do texto; · Reconto; · Tipos de casas. Série: Sala de aula Tempo estimado: 15 dias Material necessário: · Livros: Libras e português; · Cartazes; · Casa da história; · Dedoches; · Fichas com desenhos; · Xerox; · Video. Situação Didática 1ª Etapa Roda da conversa · Perguntar aos alunos se eles conhecem os contos de fadas, usando como apoio os livros dos Contos de Fada para que o aluno surdo saiba do que se fala, ele mostra qual das histórias ele conhece. · Perguntar como começa um conto de fada e como termina; · Quais as figuras que são indicativas ao conto de fada; · Listar os contos de fada conhecido. 2ª Etapa · Apresentar aos alunos a história da mala, perguntar qual a história que poderia ter na mala; · Tirar da Mala o livro dos Três porquinhos; · Perguntar se eles conhecem essa história; · Pedir que cada aluno conte a versão que conhece; · Em seguida, começar a contar a história usando apenas o livro, no decorrer da história a Profª, vai tirando os personagens da mala, dando vida e movimento ao conto; · Apresentar através de fichas com desenhos os personagens e elementos da história, e sua representação escrita em português. 3ª Etapa · Assistir a história em vídeo; Podendo ser em LIBRAS ou Português · Organizar a história em seqüência temporal usando cartaz com as cenas; · O aluno surdo reconta a história em Libras; · Dramatizações para fazer as marcas do narrador; 4ª Etapa · Preguicinha; · Cruzadinha; · Passa tempo; · Formação de palavras; · Texto lacunado; · História fatiada; · Ordenação das letras; · Relação figura/nome; · Produção de texto; · Organização da história com gravuras; 5ª Etapa Fazer questionamentos para introduzir os conteúdos dos tipos de casa. · Se você fosse um dos porquinhos, que material usaria para construir a sua casa? Por quê? · Você preferia acabar rápido e fazer uma casa fraca ou demorar mais para fazer uma casa forte? Por quê? · Se você fosse o porquinho mais velho, acolheria seus irmãos em sua casa? Por quê? · Só existem três tipos de casa? · Qual seu tipo de moradia? 6ª Etapa · Listar os diferentes tipos de casa e os materiais para a construção de cada uma; · Usar cartaz com figuras dos tipos de casa e materiais; · Utilizando materiais concretos, para ensinar o sinal de cada um; · Pedir para um aluno identificar quais dos materiais utilizados para construção de casas de madeira e/ ou alvenaria. 7ª Etapa · Caixa de leitura com várias versões do conto; · Trabalhar a leitura das diferentes versões para que o aluno possa criar a sua versão na construção do seu livro. Fonte:Blog trabalhando com surdos.