terça-feira, 5 de setembro de 2017

Matemática Montessori - Tábua de Pitágoras

O QUE É A TÁBUA DE PITÁGORAS?


É este conjunto de números aí em cima dispostos exatamente nesse padrão (gostou da minha definição matemática?? X-)  
Ela é mais conhecida no meio escolar como uma forma de apresentar a tabuada às crianças, pois nela estão contidos todos os fatos multiplicativos, em bom português, tá a tabuada todinha escrita nela, basta seguir o seguinte padrão:



Dada uma multiplicação qualquer com números inteiros entre 1 e 10, procure o primeiro fator na vertical e o segundo fator na horizontal: o ponto de encontro das linhas será o produto dessa multiplicação, no caso acima temos que 8 x 7 = 56. A criança faz isso passando os dedos por cima da tábua de Pitágoras. 



Nas escolas Montessorianas esse material é apresentado de diversas maneiras: em forma de tabela, como na foto acima, quando ganha o nome de TABELA III (que como você pode perceber, não é a única tabela de multiplicação, e num post oportuno mostraremos as outras), ou em forma de uma placa de madeira natural envernizada com 100 furos que recebem pequeninas esferas de madeira verdes ou vermelhas, as quais  encaixam nos furinhos 2/3 de sua esfera. Por isso ela também recebe o nome de tábua ou placa de furinhos.




 

CORES

No método Montessori, o primeiro trabalho com a criança é sensorial, logo, as cores costumam ser utilizadas como forma de comunicar os aprendizados já adquiridos com os que ainda não foram. Elas formam códigos que facilitam a compreensão do conteúdo a partir de um critério que já foi amplamente trabalhado, por isso elas dominam bem. Isso inspira segurança para a criança explorar o novo material.

Em matemática há um código de cores para cada operação matemática e há também um código de cores para representar os numerais de 1 a 10. No primeiro caso, das operações matemáticas, não há ainda uma uniformidade: as cores podem variar dependendo do país (por exemplo, para a multiplicação, o Brasil adotou a cor verde como representativa do material, enquanto nos EUA o verde é a cor representativa da divisão). Isso não importa muito desde que em todo o material que a criança tenha acesso haja um único padrão bem definido. Mas no segundo caso, há um consenso para as cores representativas de cada numeral/quantidade, sendo elas:

1 - vermelho
2 - verde
3 - rosa
4 - amarelo
5 - azul turquesa
6 - lilás
7 - branco
8 - marrom
9 - azul escuro
10 - dourado ou verniz

Segundo Talita de Almeida: "A cor ajuda a reconhecer as quantidades, evitando a necessidade de contar uma conta depois da outra. Assim, cada barrinha indica à primeira vista - exatamente pela cor que a caracteriza - a sua cardinalidade." (Desenvolvimento da Mente Matemática 2 - página 95)

Como eu já disse antes, todo o material Montessori é extremamente integrado, tudo foi pensado para combinar-se perfeitamente. Então é possível encontrar esse código de cores em vários materiais. Um dos mais conhecidos talvez sejam essas continhas em forma de pequenos bastoes com um pequeno aro (oportunidamente falaremos sobre elas também):



  Vamos encontrar o mesmo código de cores NESTA OUTRA MANEIRA de apresentar a tábua de Pitágoras, a forma sensorial, agora chamada de QUADRADO DE PITÁGORAS. Um material lindo de viver.


 
Nas fotos acima você pode ver a caixa onde o material original é guardado, e como ele fica quando montado e pareado com as contas que mostramos lá em cima. Perceba que, dado o plano a seguir, o quadradinho vermelho, que representa o 1, vai ser a menor unidade do quadrado maior. E os outros quadrados e retângulos vão seguir exatamente as mesmas quantidades de unidades dadas pela tábua de Pitágoras numérica.


Essa é uma versão feita em casa, com EVA. Cabe à criatividade da criança integrar os materiais ou criar padrões de simetria ou raciocínio lógico conforme sua vontade e sob o olhar do adulto.



 MINHA VERSÃO DA TÁBUA DE PITÁGORAS


 A figura acima eu encontrei NESTE SITE francês, e seu padrão colorido me inspirou a fazer a minha tábua de Pitágoras. Como meu filho ainda tem cinco anos, achei que as cores seriam mais um apoio para se familiarizar com a multiplicação, e de fato eu recomendaria esta versão às crianças que já entenderam como a multiplicação funciona (por agrupamento), mas que ainda não decoraram a tabuada. Eu tenho sérios problemas com matemática paraq decorar, então não estou tendo nenhuma pressa em que ele o faça. Achei essa tábua uma forma perfeita para facilitar a memorização dos produtos de uma forma mais natural e lógica.

Repassando o material que usei:

- 4 jogos do Alfabeto imagens IOB como o da foto ao lado, cada um vem com 27 quadradinhos de madeira e adesivos para colar neles. Você guarda os adesivos para usar de outra maneira e aproveita os quadradinhos.
- 1 quadro verde de 40cm x 30 cm, cujo espaço interno (dentro da moldura) é de 36cm x 25,5cm
- 1 pedaço de EVA mais grossinho.
- 1 caneta marcador
- 1 estilete, 1 régua, cola de contato
E no caso do modelo desta tábua de Pitágoras, vamos precisar também de tinta guache. Podem ser aquelas que vendem de caixinha, com seis cores apenas, que você pode misturar até encontrar a tonalidade certa, mas recomendo fortemente que comprem o azul escuro por fora, que é a cor mais difícil de se obter misturando as outras.

Para fazer essa tabela, eu usei as mesmas peças do crivo, só que o outro lado. Isso não seria uma atitude muito recomendável numa escola, uma vez que virar as peças para anular números (em sequências de dois em dois, quatro em quatro, por exemplo) pode ser uma das opções da criança ao manipular o material. Mas por motivo de economia doméstica, eu fugi da regra (para anular os números, a criança teria então que retirar as peças da tábua), cada mãe que ler esse post fica livre para escolher a forma que mais lhe agradar.



Para pintar as peças, primeiro misturei as tintas guache e testei num papel em branco para checar a cor antes de colocá-la na madeira. Se vc tiver um papel perto do tom da madeira, melhor ainda. Fui retirando as peças conforme o padrão da tabelinha francesa e pintando, para ficar tudo organizado. Depois de secas, numerei com canetinha marcador, cuidando para que o verso coincidisse com a posição certa no crivo também.





ENCONTRANDO PADRÕES

Agora vem a diversão. Além da forma clássica de usar a tábua, como alternativa à tabuada clássica, você pode encontrar formas muito criativas e instigantes de explorá-la.

A primeira coisa a lembrar é que todo material Montessori possui controle de erro para que a criança tenha autonomia ao usá-lo. Sendo assim, imprima um modelo completo da tabela, passe contact ou plastifique, e deixe a disposição.

1 - O exercício mais simples é o de completar a tabela, em partes ou inteiramente. O vídeo abaixo é uma boa demonstração da tábua na prática da sala de aula montessoriana:





2 - Traçando uma linha diagonal na tabela você tem os quadrados dos números. Se observar bem, vai ver que o movimento dos dedos realmente forma um quadrado para cada um desses produtos! Faça a criança observar também o efeito "espelho" (simetria) entre os dois lados da linha diagonal: os produtos de um lado são o reflexo dos produtos do outro lado, mas são os mesmos!



3 - Propriedade comutativa: pedir para a criança colorir os produtos iguais com a mesma cor. Abaixo coloquei um vídeo bem explicativo sobre essa propriedade, que basicamente é 3 x 4 = 4 x 3 



4 - Quantos números diferentes há na tábua? Risque (ou retire as peças) aqueles que se repetem e descubra quantos há de verdade.



5 -Em algumas linhas e colunas de um fator, o produto é o dobro das linhas ou colunas de outro fator. Questione com a criança como a relação entre os fatores afeta a relação entre seus produtos. Por exemplo, o dobro de 4 é 8, os produtos na linha do fator 8 são o dobro dos produtos na linha do fator 4?

 6 - Os produtos nas linhas e colunas 1, 3, 5 e 7 alternam-se entre números pares e ímpares:

 7 - A soma dos dígitos de cada produto dos múltiplos de 9, é 9!


8 - Observar os padrões geométricos que os múltiplos dos números fazem para se familiarizar com eles.
  Múltiplos de 3 - a beleza do gráfico se explica assim: um produto a x b é divisível por 3 quando pelo menos a ou b é divisível por 3.
 Múltiplos de 4 - a explicação desse é bem mais complicada e você vai ter que procurar :-P

9 - Com o conceito de múltiplos você já pode usá-la para ensinar divisão, números primos, fatoração, princípios de matriz (composição tabular), e como tenho que ir dormir vou parando por aqui. 

 Clique na figura abaixo para baixar um arquivo PDF com os dois módulos da tabela pitagórica (Tabelas III e V), uma em branco e outra preenchida, conforme os padrões de cor adotados oficialmente, só que com opções fofinhas também. Para os mais tradicionais há uma versão sem desenhos. 





Veja NESTE SITE uma curiosa versão da tábua feita com diagramas.


Dê sua opinião: Preço de automóveis deve ter desconto de 30% para professores?

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) vai analisar a Sugestão legislativa 40/2017, que pede a criação de lei que estabeleça desconto de 30% no preço de automóveis adquiridos por professores.
A sugestão foi apresentada por meio do portal e-Cidadania e tem como relator o senador Cidinho Santos (PR-MT). A autora da sugestão, a cidadã Valdira Vieira, de Sergipe, afirma que a medida favorecerá os professores, que, em geral, têm baixos salários e costumam residir longe do local de trabalho. Ela ainda argumenta que o desconto pode ajudar a aquecer a economia.
Atualmente, a Lei 8.989/1995 isenta da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) algumas categorias de automóveis quando adquiridos por pessoas com deficiência e por taxistas. Montadoras também têm suas próprias políticas de concessão de descontos.
Qualquer cidadão pode apresentar ideias legislativas no portal e-Cidadania. Aquelas que alcançarem, em até 120 dias, o apoio de mais 20 mil pessoas são transformadas em sugestões legislativas e enviadas para a análise dos senadores integrantes da CDH. Depois da análise dessa comissão, a sugestão pode ser transformada em projeto de lei ou ser arquivada. Não são aceitas as ideias flagrantemente inconstitucionais ou que tratem de questões não relacionadas àquilo que o Senado pode votar.
Qual a sua opinião sobre a SUG 40/2017? Vote: http://bit.ly/SUG40-2017
Todas as propostas que tramitam no Senado estão abertas a consulta pública por meio do portal e-Cidadania. Confira: http://www12.senado.leg.br/ecidadania.
Comente na página do Senado no Facebook.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

A Tabela Montessori: tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

Nesta postagem trago para vocês a Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade.
Como sempre acontece na educação, existem partidários fiéis e detratores da pedagogia de Maria Montessori. Muitos afirmam que a educação, como está estruturada hoje, não vê como viável a metodologia da famosa educadora italiana do século XIX e início do século XX. Para ela, a escola não é apenas um espaço para um professor transmitir conhecimentos de forma direta. Maria Montessori argumentou que a criança irá desenvolver suas próprias habilidades, de uma forma mais livre, a partir de materiais de ensino especializados.
As salas de aula teriam alunos de diferentes idades, onde as próprias crianças seriam livres para escolher o material com o qual querem trabalhar e expandir suas habilidades de forma mais independente. Eles próprios definiriam seus ritmos de aprendizagem de acordo com suas particularidades, envolvidos sempre em um contexto menos rígido, onde as lousas não seriam tão importantes e as crianças teriam a liberdade de movimento na sala de aula.
A perspectiva pedagógica de Maria Montessori teve um impacto global e renovou muitos métodos educativos realizados até então, a ponto de “chocar” os setores do ensino clássicos e mais conservadores.
Hoje, este método que enfatiza, acima de tudo, a liberdade de aprendizagem e a responsabilidade do próprio aluno no processo de aquisição de novos conteúdos, não é apreciado na maioria das instituições. Podemos encontrar este método em algumas escolas particulares onde são trabalhadas muitas dessas estratégias interessantes, mas a pedagogia de Montessori não é o pilar da nossa educação atual (pelo menos não no Brasil).
Agora, neste ponto, você pode se perguntar: Onde foi parar o papel das mães e dos pais na educação dos filhos? Era importante? Era e continua sendo vital. O apoio, a orientação e o cuidado dos pais são fundamentais para educar crianças felizes, adultos independentes e boas pessoas no futuro.

A seguir, deixamos 15 dos princípios enunciados por Maria Montessori.

  1. Lembre-se sempre de que a criança aprende com o que está ao seu redor. Seja seu melhor modelo.
  1. Se você critica muito o seu filho, a primeira coisa que ele aprende é julgar.
  1. Por outro lado, se você o elogia regularmente, ele vai aprender a valorizar.
  1. O que acontece se você mostrar a sua hostilidade à uma criança? Ela vai aprender a brigar.
  1. Se for ridicularizada com frequência, a criança se tornará uma pessoa tímida.
  1. Ajude seu filho a crescer se sentindo seguro em todos os momentos, e ele aprenderá a confiar.
  1. Se você menospreza o seu filho frequentemente, um sentimento muito negativo de culpa irá se desenvolver nele.
  1. Faça seu filho ver que as ideias e opiniões dele são sempre aceitas, assim, ele se sentirá bem consigo mesmo.
  1. Se a criança vive em uma atmosfera onde se sente cuidada, integrada, amada e necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.
  1. Não fale mal de seu filho nem quando ele está perto e nem quando está longe.
  1. Concentre-se no fato de que seu filho está crescendo e se desenvolvendo da melhor forma possível. Valorize sempre o lado bom da criança, para que nunca haja espaço para o mal.
  1. Sempre ouça ao seu filho e responda quando ele se aproximar de você com uma pergunta ou um comentário.
  1. Respeite seu filho, mesmo que ele tenha cometido um erro. Apoie-o e corrija-o, agora ou talvez um pouco mais tarde.
  1. Você deve estar disposto a ajudar seu filho se ele estiver a procura de algo, mas também deve estar disposto a deixá-lo encontrar as coisas sozinho.
  1. Quando falar com o seu filho, faça-o sempre da melhor maneira. Ofereça a ele o melhor que há em você.

A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade

Todos nós queremos que os nossos filhos se tornem adultos responsáveis e educados. No entanto, a maioria dos pais passa o dia a limpar a bagunça de suas crianças. Se elas não forem ensinadas desde muito cedo a ajudar nas tarefas, dificilmente o farão quando crescerem.
Ainda hoje muitos pais seguem as ideias de Maria Montessori  para educar com sucesso as crianças usando a lógica, o bom senso e a calma. Assim, os filhos conseguem desenvolver uma personalidade harmoniosa e equilibrada.
Para conseguir isso, a escola Montessori criou uma tabela de tarefas de acordo com a idade de cada criança.
A maioria são afazeres domésticos. O cumprimento destas tarefas irá ajudar os mais pequenos a desenvolver o seu pragmatismo, habilidades motoras e experiência sensorial, fazendo-os sentir úteis e importantes:
(ATUALIZAÇÃO: TABELA CRIADA POR BLOG DA DIIIRCE) 
A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade
A Tabela Montessori: descubra quais as tarefas que seu filho pode fazer sozinho e em que idade (Está tabela foi criada pela BLOG DA DIIIRCE)

“QUANDO UMA CRIANÇA SE SENTE CONFIANTE, ELA DEIXA DE BUSCAR A APROVAÇÃO DOS ADULTOS A CADA PASSO”. MARIA MONTESSORI

A importância do lúdico na educação infantil

A importância do lúdico na educação infantil: Vamos falar um pouco sobre a importância de aprender de forma lúdica para a criança na educação infantil, enfocando o brincar durante o processo de desenvolvimento enquanto ser humano, e a sua contribuição para o desenvolvimento no ensino e a aprendizagem na educação infantil, enfatizando, o prazer de descobrir o mundo em que está inserida, através da brincadeira, na construção do seu caráter, sua formação moral e social, de acordo com o ambiente no qual se encontra. As brincadeiras são importantíssimos instrumentos pedagógicos no desenvolvimento e na aprendizagem da criança, ajudam a construir conhecimento e ainda proporcionam momentos prazerosos para o desenvolvimento da criança.
A importância do lúdico na educação infantil

É essencial que a criança tenha espaço para se descobrir, em contato consigo e explorando o entorno. Neste contexto escolar, nosso desafio como educadores, é mediar criando situações (Atividades e propostas) para que a criança se sinta à vontade em desenvolver sou lado criativo e explorar seu próprio mundo.
Com oficinas temáticas e lúdicas, piqueniques coletivos, brincadeiras com as crianças, mediando às atividades lúdicas. As interações lúdicas entre as crianças ou delas com os adultos “promovem o vínculo de gerações através da transmissão de valores e cultura, proporcionando alegria e prazer”.
O brinquedo, visto como objeto, como suporte da brincadeira, permite à criança criar, imaginar e representar a realidade e as experiências por ela adquiridas. Proporciona a criação, por parte da criança, criação esta que é fruto da sua imaginação.
O educador é aquele que cria as oportunidades, oferece materiais e participa das brincadeiras, mediando à construção do conhecimento. O uso de materiais lúdicos em sala de aula pode contribuir para desenvolver a aprendizagem de maneira mais criativa, prazerosa e sociável.
O brincar é um importante processo psicológico, fonte de desenvolvimento e aprendizagem. Ele envolve complexos processos de articulação entre o já dado e o novo, entre a experiência, a memória e a imaginação, entre a realidade e a fantasia, sendo marcado como uma forma particular de relação com o mundo, distanciando-se da realidade da vida comum, ainda que nela referenciada. A brincadeira é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil, na medida em que a criança pode transformar e produzir novos significados. O brincar não só requer muitas aprendizagens como também constitui um espaço de aprendizagem. Como ressalta Machado (2003, p.37).

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dicas de Atividades Didáticas sem Custos

Autor: Alberto Silva Filho  

Texto Revisado: Abril de 2017

Ideias para Criação de Atividades Didáticas de grande valor educativo sem uso de materiais, ou quase...
"De que serve um excelente técnico na mecânica dos materiais, se das engrenagens da vida ele conhece tão pouco?"
 
Dicas de Atividades Didáticas sem Custos
Uma Atividade Didática só tem valor se for capaz de ensinar alguma coisa comprovadamente útil...
Examinando o perfil da nossa atual engenharia Educacional...
Dentro de uma realidade escolar, onde aluno e professor na maioria das vezes estão em dicotomia e desfocados do processo cognitivo, fato que deveria ser o principal motivo da presença de ambos naquela sala de aula, pautar uma educação de qualidade pode até parecer um sonho ou delírio.
Há ainda o fato de não falarem uma mesma linguagem, uma vez que o educador não consegue cativar a turma com aquele conteúdo didático tão fora do tempo; um repertório arcaico e com poucos atrativos, que, entretanto, as autoridades educacionais teimam em deliberar como quesitos obrigatórios e necessários para a formação dos educandos.
E embora aquele ambiente seja o mais adequado ao aprendizado voluntário, não existe uma ressonância capaz de colocar aluno e professor diante de uma mesma causa, o que proporcionaria motivação ao grupo durante a prática didática. Diante desse fato, descobrir um meio de restaurar essa ordem deveria ser um dos itens mais importantes dentro das carências pedagógicas.
Sem essa conciliação, uma boa educação jamais será possível. E o docente frequenta a sala de aula apenas para seguir protocolos sem valor cognitivo, e com apenas uma intenção: cumprir sua carga horária. Aos alunos resta consumar aquele ritual diário que consideram como uma penitência, uma espécie de castigo sem causa aparente. Mas é o que determina a tradição social, com a promessa de um futuro promissor, caso frequentem a instituição sem contestação, mesmo sem um comprometimento pessoal.
E dentro desse cenário há o educador que deseja transformar essa realidade em um ambiente lúdico capaz de cativar os alunos e ao mesmo tempo fazê-los aprender alguma de valor. Mas ainda faltam os recursos materiais adequados para que essa tarefa alcance o Êxito pretendido.
E há a temível e repetitiva rotina escolar, o maior motivo da evasão escolar. São os incipientes tratados e disciplinas seculares que, na maioria das vezes, nada de prático e útil acrescenta à qualificação do discente. Por isso torna-se um verdadeiro martírio a frequência diária. Um autêntico castigo, quando deveria ser uma pauta de prazer na descoberta daquilo que é útil e uma oportunidade ímpar de convívio em um meio amigável, onde os alunos poderiam espontaneamente interagir e potencializar suas habilidades e vocações.
Entretanto, o educador pode mudar essa escrita com alguma criatividade. E a carência logística da instituição poderá ser compensada com alguma improvisação. Trata-se de uma ação capaz até de transformar a falta de interesse da turma. Assim, algumas práticas lúdicas de valor cognitivo comprovado, se bem aplicadas, poderão por um fim a essa rotina mecanicista e estressante.
Se for inteligente, o docente poderá criar brincadeiras didáticas sem nenhum custo, e ainda inserir nesse processo técnicas capazes de trabalhar qualidades cognitivas que não poderiam ser desenvolvidas ou potencializadas de outra forma, especialmente quando se considera os recursos envolvidos e a simplicidade da abordagem.
Eis então algumas dicas de Atividades Recreativas com alto valor educativo, que poderão ser realizadas quase sem despesas. Vamos à prática...
1 - Descubra o Objeto
Trata-se de um jogo de adivinhação que pode ser realizado individualmente ou em grupos. O aluno aprenderá brincando sobre Organização, Lógica, Disciplina, Atenção, Concatenação de ideias, Formas de autoexpressão, Socialização, etc.
Regras e Desenvolvimento:
O educador irá escolher um objeto que, através de pistas, os alunos tentarão descobrir qual é. As pistas poderão ser enriquecidas com pequenos contos, onde o objeto em questão seja um protagonista. Pela quantidade de pistas necessárias ao acerto, ou pelo grau de dificuldade do objeto, o educador será capaz de traçar um bom perfil cognitivo de sua turma.
Variação:
Para turmas menores, o educador poderá colocar vários objetos organizados em uma mesa e informar que um deles é o item secreto.
2 - Jogo da Memória Enigmático
Nesse jogo o objetivo ainda é a formação dos tradicionais pares. Mas não serão de duas ilustrações de aparência igual. Os pares serão formados por uma ilustração e um enigma textual que a descreva. O aluno aprenderá brincando sobre Organização, Lógica, Memória visual, Atenção, Concatenação de ideias, Resolução de problemas, Conhecimentos gerais, Socialização, etc.
Regras e Desenvolvimento:
Poderá ser realizado individualmente ou em grupos. Sobre uma superfície plana o docente irá distribuir vários cartões, cujo verso tenha uma mesma aparência. A parte ilustrada ficará oculta aos participantes. E cada jogador ou representante do grupo, de modo intercalado, irá descobrindo dois cartões por vez. Caso consiga formar um par com a ilustração e sua respectiva descrição codificada, terá a chance de fazer uma nova tentativa. Ganha quem conseguir associar um maior número de ilustrações aos respectivos textos enigmáticos que as identificam.
Variação:
Ao invés de uma ilustração associada a um texto enigmático, desejando o professor exigir um pouco mais dos seus alunos, poderá criar cartões com dois textos enigmáticos que se complementam.
3 - Jogo de Damas Alternativo ou Viagem através do Conhecimento
Jogado com um tabuleiro semelhante ao do Jogo de Damas tradicional. O objetivo do jogo é, partindo de um ponto inicial, a primeira casa do canto superior esquerdo, o jogador deverá alcançar a casa localizada no canto inferior direito, conforme mostra a ilustração. O aluno aprenderá brincando sobre Organização, Conhecimentos gerais, Estratégia, Atenção, Concatenação de ideias, Socialização, etc.
Regras e Desenvolvimento: O educador irá criar pequenos cartões em cujo verso escreverá uma pergunta de conhecimentos gerais. As perguntas poderão ser organizadas por temas, tais como: objetos da casa, regras de gramática, vocabulário, eventos históricos, operações matemáticas, enigmas lógicos, etc. Poderá ser jogado individualmente ou em grupos de três ou mais alunos. Cada jogador terá uma ficha com uma cor que o identifica.
Dicas de Atividades sem Custos
Figura 1
Em seguida, ao jogador, identificado pela Ficha Vermelha colocada inicialmente na primeira casa do canto superior esquerdo do tabuleiro (vide figura), será feita uma pergunta, retirada de modo aleatório de uma caixa ou saco onde estão os cartões. Para facilitar a resposta entre as classes de menor faixa etária, o professor pode dar pistas de acordo com sua própria avaliação. Caso o jogador acerte a questão poderá pular para a casa seguinte, mas tomando sempre a direção do objetivo localizado no lado oposto. Se errar permanece na casa onde está posicionado, cede sua vez a outro e a questão poderá ser repetida. será considerado vencedor o jogador ou grupo que alcançar primeiro o ponto indicado por um “X” no canto inferior direito.
Variação 1: Pode-se incrementar uma pequena roleta numerada, cujos números estejam associados a cartões também numerados com as respectivas questões.
Variação 2: O educador pode instituir níveis de dificuldade, tomando como base a quantidade ou ausência de pistas; ou ainda pelo grau de complexidade da questão.
Conclusão...
Atividades tradicionais, mesmo que inicialmente não tenham uma proposta cognitiva de valor, com um pouco de adaptação, será possível transformá-las em verdadeiros compêndios didáticos. As variações são ilimitadas, desde que o educador tenha a devida coragem para explorar novos métodos e caminhos.
Com um pouco de criatividade o educador poderá transformar sua prática docente diária em um verdadeiro encontro de amigos, um ponto de confraternização que os alunos irão frequentar com prazer. Isso poderá tornar seu magistério diário mais agradável de ser conduzido e mais proveitoso para todos.

domingo, 3 de setembro de 2017

Como ensinar uma criança a ler através de atividades

Ensinar uma criança a ler é uma experiência muito gratificante, para adultos isto também poderá ser aproveitado. Mesmo que você ensine o seu filho a ler o primeiro livro dele, ou ainda ajudando um amigo ou uma criança a melhorar suas habilidades de alfabetização, um passo a passo simples pode ser seguido.

 Atividade-Para-Saber-Escrever
 

Comece ensinando o alfabeto para as crianças.
Aprender a reconhecer as letras do alfabeto é o primeiro passo para se aprender a ler. Utilize um cartaz ou um caderno para escrever o alfabeto ou o mostrar. Apresente cada uma das letras para os alunos, até que ele possa aprender todas as letras. Utilize a música do alfabeto para que o aluno tenha a ajuda e não esqueça de suas letras.Atividade-Para-Ler-o-Texto 
Assim que o aluno souber o alfabeto em ordem, procure o desafiar escrevendo várias letras fora da ordem, e pedindo para ele organizar as suas letras.
Atividade-Para-Ler-e-Pintar

É possível citar uma letra e pedir aos alunos para a indicar. A criança em casa mesmo vai aprendendo este tipo de coisas.
Atividade-Para-Identificar-Palavras-e-Letras
Ao ensinar uma criança, vale a pena ensinar as letras de seu nome, isto fará com que o aprendizado se torne aos poucos algo muito pessoal e muito importante. E como isto se torna algo importante para a criança, ao aprender seu próprio nome, ela assume o seu aprendizado, e irá ficar muito feliz com tudo isso.
Agora é a hora de ensinar os sons.

Atividade-Para-Ler-e-EscreverAssim que o aluno estiver familiarizado com o alfabeto, você precisa ensinar a ele os sons de cada uma das letras. Aprender o nome das letras não é o suficiente, já que elas poderão ser pronunciadas de forma diferente, dependendo da palavra.
O som do C da palavra cachorro por exemplo, é bem diferente do som da letra c da palavra comida. Assim que o aluno dominar os sons das letras individuais, eles poderão praticar a mistura de sons, das letras para formar palavras, entre outras situações.Atividade-Para-Escrever-na-Sala-de-Aula
Um conhecimento dos sons básicos de linguagem falada, e a capacidade de manipular os sons para formar frases diferentes, é conhecido como a consciência fonológica.Atividade-Para-Ensinar-a-Ler