domingo, 19 de outubro de 2014

Brincadeiras para ajudar a processar os sentidos e a coordenação motora com imaginação: caminhos sensoriais

Aproveitamento de materiais que podem ser reutilizados em atividades para criançada.

Vai por onde?
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Desta vez, trago a dica para a construção dos caminhos sensoriais como parte de brincadeiras infantis que beneficiam especialmente algumas crianças com dificuldades no processamento dos sentidos, mas de uma forma lúdica e rica na complexidade que pode ir acontecendo.
Utilizar materiais diferentes em textura, solidez, formato, visual e de sons que possam se transformar também em matéria de imaginação de um conto de fadas ou simplesmente experimentar as sensações do próprio corpo. O som do estourar das bolhas do plástico pode ser convidativo para pisar com maior precisão e fornecer alimento sensorial tátil e proprioceptivo para os pés. Vale a pena investigar como cada criança recebe o estímulo, pois para algumas pode até ser aversivo .
Mas…quem sabe esse som não pode se transformar em barulho de chuva ou um pó-de-pirlimpimpim?
Vai da possibilidade da criança e criatividade do adulto.
Vai como?
Investigando territórios…

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Sempre deixe a criança experimentar do jeito dela, e incentive variações!
Enquanto para umas o desafio seja trilhar um limite para outras pode ser desafiar a gravidade e o equilíbrio.
São formas diferentes para se conhecer e se integrar aos ambientes.
Investigando possibilidades…

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Estas brincadeiras contribuem para o domínio do corpo  no espaço e no tempo que vão sendo interiorizados em ritmos próprios.
Vai com quem?

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Outra dica de brincadeira é andando no caminho sensorial com o outro podendo brincar de trem, minhoca ou fazendo de conta de estar passeando na rua, no parque ou shopping.

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Inverter os lugares e papéis.
Quem conduz e quem é conduzido, ajustando os ritmos.

Para algumas crianças essa brincadeira pode ser uma ótima oportunidade para incentivar o controle do ritmo no andar, aprender a parar o corpo quando necessário, ter uma frequência regular no caminhar.Tudo na base da brincadeira. Com músicas, fazendo “espetáculos interessantes”.
Para crianças maiores podemos simular o andar na rua com obstáculos e as reações esperadas para própria segurança. São noções para o desenvolvimento da autonomia.

Fonte: Blog Reab.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Professor Mestre


Ele divide o seu tempo,

Caminha, despertando sabedoria,
é parceiro da alegria de tantos.
Abre portas de um novo amanhã,
Questiona a vida e desperta uma realidade.
Nas fórmulas, de raciocínios e regras.

Mestre!
Que estende a mão,
tem o diálogo da nova caminhada
para a aventura da vida.
Faz germinar a missão de ensinar não só letras,
Mas, paz, esperança, solidariedade e coragem,
Para um novo amanhã que virá.
Um exemplo para vencer na vida.
As lições permaneceram: alguém que superou a dor,
que foi lembrança, razão e o progresso,
superando o cansaço a preocupação.
Apenas uma luz, em suas mãos, um livro, uma pintura.
Em seu olhar, a alegria de uma poesia.

Feliz dia 15 de outubro, Dia do Professor!

domingo, 5 de outubro de 2014

Filhos brilhantes, alunos fascinantes

Bons filhos conhecem o prefácio da história dos seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio..

A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência que não sabe. O destino não é freqüentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações.

Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática, você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

Augusto Cury

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Brincadeiras de crianças: aprendendo as formas geométricas criando e se divertindo com palitinhos de picolé e canudos


As imagens mostram animais, caixinhas, porta-retratos, cavaletes para obras de arte produzidas pelos alunos ou para servir de tags com os nomes das guloseimas e pratos em festinhas etc. Tudo para ajudar seus alunos a aprenderem de forma lúdica, criativa e divertida as formas geométricas. Siga as instruções de como fazer lendo-as e acessando os links indicados. Espero que goste.  

Cavalete de palito de picolé com nome de guloseima na mesa de festa de  aniversário
Vamos Praticar ? 
1. Com qual letra do alfabeto se parecem os cavaletes?
2. Qual a figura  geométrica que se parece com esses cavaletes?
3. Que  outras figuras geométricas você identificou nas imagens aqui apresentadas ?

Cavaletes de Canudos ou de Palitos de Picolé ou de Churrasco

Para usar e recriar na escola. Pode servir  para marcar  lugares na mesa ou para identificar  pratos e doces na  festinha. Siga as instruções.
Materiais:  a) Cola- quente;  b)  canudos  ou palitos de sorvete;  c) tesoura;   d) régua;   e) papel celofane colorido;  f) tinta para pintar os palitos (opcional).
Como fazer:
Separe 3 canudos ou palitos. Cole a ponta dos dois primeiros deixando uma abertura de 7cm. Depois cole a ponta do outro no centro dos dois primeiros formando uma pirâmide. Depois corte um canudo  ou um palito no meio e cole-o na horizontal entre os 2 primeiros. Está pronto!

Cavaletes para obras de arte feitas pelos alunos


Cavalete de palito de picolé
1) Você vai precisar de 8 palitos de sorvete, um lápis/lapiseira, uma tesoura e cola quente.
2) Posicione 3 palitos no ângulo que deseja ter para o cavalete. Essa será a base.
3) Coloque 2 palitos na transversal. O mais superior será o apoio da parte de trás e o mais inferior será o suporte para a telinha.
4) Marque o encontro dos palitos. A marcação deve seguir a inclinação,
5) Recorte ou serre com uma faquinha os palitos em todas as marcações, exceto a apontada com a seta vermelha na foto do passo 4. Quando você recortar já vai ver o cavalete tomando forma.
6) Antes de começar a colar, marque a posição do palito nos 3 palitos da base para servirem de guia.
7) Passe cola quente abaixo do risco de guia
8) Coloque o palito cortado sobre a cola e segure por alguns instantes até ficar firme. Repita o processo para os outros 2 palitos da base.
9) No lado oposto dos 3 palitos da base, faça a marcação para colar o palito superior.
10) Passe a cola nos 3 palitos de acordo com a marcação e cole o palito superior.
11) Posicione um palito abaixo do palito colado na parte da frente e marque uma diagonal oposta, conforme  a imagem.
12) Recorte, passe cola quente na base e cole num ângulo de 90º graus. Esse será o palito que vai segurar a telinha.
13) Posicione um palito na parte de trás e veja qual a inclinação que você quer. Você terá que recortar um pedaço do palito depois de medir a inclinação. Em seguida cole o palito conforme a imagem.
14) Pegue o último palito e meça a distância como mostra a foto para fazer o suporte de apoio.
15) Cole no sentido contrário que você mediu, para a parte arredondada ficar para fora. Está pronto!



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

CARACTERÍSTICA DA ESCRITA E DA LEITURA - ALFABÉTICO

NÍVEL ALFABÉTICO
A hipótese silábico-alfabética também não satisfaz completamente a criança, e ela prossegue sua pesquisa em busca de uma solução mais completa que só será alcançada, através da constituição alfabética de sílabas.
O aluno começa a escrever alfabeticamente algumas sílabas e, outras permanecem escrevendo na hipótese silábica. São escritas silábico-alfabéticas, mas já fazem parte do nível alfabético, mesmo se tratando do uso de dois tipos de concepção.
O nível alfabético se caracteriza pelo reconhecimento do som da letra.
Entretanto, a criança ainda não consegue, nesse nível, a solução de todos os problemas no que se refere à leitura e escrita, entre eles:

 Primeiro problema que a criança enfrenta se refere aos tipos de sílabas. As crianças, de modo geral, generalizam que todas as sílabas têm sempre duas letras (isso se dá pela freqüência de sílaba com duas letras na nossa escrita) e dificilmente concluem, automaticamente, que existem silabas de uma, duas, três, quatro ou cinco letras. Devido à freqüência de sílabas constituídas de consoante e vogal, os alunos acreditam que todas as sílabas são assim. Quando deparam com palavras ou sílabas iniciadas por vogais, fazem a inversão na escrita e também na leitura. Exemplo:

ARVORE = RAVORE.
 Segundo problema que as crianças vivenciam é a separação das palavras na produção de textos. Durante a escrita de textos espontâneos, as crianças ora emendam palavras, ora dividem palavras em duas ou três partes. Isso acontece porque, quando a criança escreve, concentra-se na sílaba; assim, as palavras tendem a desaparecer como um todo. Aparecem as primeiras junturas (quando escreve a criança várias palavras emendadas) e segmentações (quando escreve separando, indevidamente, as palavras), muito comuns nas escritas dos alunos ao ingressarem no nível alfabético, e que, nesse nível, serão trabalhadas visando, desde já, a construção da base ortográfica.
 Terceiro problema refere-se à ênfase sobre a escrita fonética. A criança, ao dar ênfase à escrita fonética, ou seja, a adequação fonética do escrito ao sonoro enfrenta as questões ortográficas. Descobre que uma mesma letra pode ter som de outras letras, como, por exemplo, X com som de CH, S com som de z etc., chegando a constatar que isso acontece em muitas palavras. Exemplo: chave, chaveiro, chácara, xícara, xale, Elisabete, roseira etc.
 Por último, a criança enfrenta dificuldades na escrita e na leitura de sílabas complexas. A compreensão de grupos consonantais é fruto de muito esforço lógico de raciocínio e não de memorização ou fixação mecânica.
A aquisição da base ortográfica envolve a inter-relação de componentes lógicos, perceptivos, motores, afetivos, sociais e culturais na aprendizagem.
O nível alfabético constitui o final da evolução construtiva do aprendizado da leitura e da escrita. Uma aprendizagem marcada pela reelaboração pessoal do aluno e da reflexão lógica.
CARACTERÍSTICAS DA ESCRITA E DA LEITURA
  •  Reconhecimento pela criança dos sons das letras.
  •  A criança consegue estabelecer uma vinculação mais coerente entre leitura e escrita.
  •  A criança concentra-se na sílaba para escrever.
  •  Surge a adequação do escrito ao sonoro.
  •  A criança escreve do jeito que fala (presença da oralidade na escrita).
  •  A criança compreende que cada um dos caracteres da escrita (letras) corresponde a valores sonoros menores que a silaba.
  •  Leitura sem imagem e com imagem.
  •  Surgem os problemas relativos à ortografia.
TRABALHANDO COM LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS
Algumas crianças chegam ao nível alfabético apresentando dificuldades, tais como:
  1.  alunos que lêem alfabeticamente e ainda produzem escritas silábicas;
  2.  alunos que já escrevem quase alfabeticamente e não decodificam um texto convencional.
Isso acontece porque a leitura e a escrita não foram desenvolvidas, até então, de forma correlacionada durante o processo de aprendizagem.
O professor atento a essas dificuldades, que são normais no nível alfabético, propiciará aos alunos oportunidades para vincular as ações de ler e de escrever. A possibilidade de exercê-las num mesmo contexto auxilia o domínio de ambas.
A prática de produção de textos é uma atividade essencial ao longo de todo o processo de alfabetização. No nível alfabético, a criança já é capaz de escrever sozinho o seu próprio texto.
A produção de textos é uma atividade expressiva e criativa que envolve reflexão constante, uma reflexão lógica.
Essa reflexão é de suma importância em todas as ações inteligentes para decidir como se escrevem palavras cuja escrita não está memorizada.
A leitura de textos, por sua vez, envolve a seleção pelo professor dos tipos de textos que serão oferecidos aos alunos de primeira série ou pré-escolar, já alfabéticos, tendo em vista oferecer experiências múltiplas, concretas e reais com o verdadeiro uso da coisa escrita na vida de alguém.
A produção de textos pode ser individual ou coletiva. O importante é que a criança de primeiro ano do primeiro ciclo do Ensino Fundamental ou pré-escolar leia e escreva muito, e que todas as suas produções sejam muito valorizadas pelo professor e outros.
Cada criança escreve do seu jeito e não há "certo" ou "errado" neste momento. O texto produzido pelo aluno é como um desenho ou qualquer outra forma de manifestação expressiva. Não cabe, absolutamente, qualquer forma de correção ou de modificação.
Esses textos são um indicador valioso sobre o andamento do processo de aprendizagem dos alunos. Eles fornecem dados que poderão ser utilizados em outras atividades de escrita.
É preciso que, em alguns momentos, o professor se torne o escriba da turma, porque é indispensável para o aluno poder perceber atos de escrita de pessoas alfabetizadas, sejam na escrita de textos, palavras ou letras. Isso possibilita ao aluno a análise de aspectos espaciais e motores envolvidos, bem como a direção que se segue ao escrever (da esquerda para a direita), os tipos de sinais gráficos utilizados (letras, sinais de pontuação), tipos de letras e suas modalidades, a ortografia das palavras, como também observar que se escrevem tudo (e não só os substantivos). É importante que o professor leia o texto escrito para as crianças, apontando, com uma régua, o que está lendo.
Os textos são trabalhados em sala de aula para serem analisados nos dias subseqüentes à sua produção. Nesse sentido, devem ser expostos na parede, para visualização dos alunos. Poderão ser transcritos para os alunos, que os utilizarão em inúmeras atividades e explorações didáticas.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA O TRABALHO COM TEXTOS

Uma mesma atividade pode ser trabalhada com crianças em vários níveis no processo de aquisição da escrita e da leitura, contanto que ela englobe um espaço amplo de problemas e que o professor provoque, diferentemente, com questões e desafios adaptados aos alunos em situações desiguais, reconhecendo e valorizando as suas respostas e comportamentos frente ao que foi proposto.
Assim, as atividades aqui sugeridas podem atender também a outros níveis, que não apenas ao alfabético; o que muda é o foco de interesse didático.
  •  Produção de texto a partir do desenho do aluno.
  •  Exploração dos textos individuais com toda a classe.
  •  Sugerir a escrita de textos a partir de outros textos já conhecidos pelos alunos: letras de música, poesias, histórias memorizadas, descrição de brincadeiras, regras de jogos etc. (também podem ser utilizados para leitura e análise).
  •  Produção de textos coletivos sobre acontecimentos ou interesses dos alunos naquele momento.
  •  Atividades a partir de um texto:
  1.  leituras globais ou parciais;
  2.  reconhecimento de palavras, frases ou letras no texto;
  3.  análise de palavras do texto quanto ao número de sílabas e de letras, quanto à letra inicial ou final etc.;
  4.  ditado de palavras e frases relativas ao texto trabalhado;
  5.  copiar palavras do texto com uma, duas, três sílabas etc.;
  6.  remontagem do texto com fichas de frases ou palavras;
  7. produção de um desenho para ilustrar o texto;
  8.  separar frases em palavras;
  9.  completar com palavras
  10.  escolher palavras do texto e elaborar pequenas frases;
  11.  ditar palavras do texto para um colega e vice-versa;
  12.  registrar, à frente das frases, o número de palavras que a compõem;
  13.  montar frases com fichas das palavras do texto;
  14.  produções de histórias em quadrinhos.
  •  leitura e narração de histórias pelo professor
O TRABALHO COM SÍLABAS
A criança começa a construção da sílaba desde o nível silábico, quando percebe que não pode ler o que foi escrito por ela. Prossegue no nível silábico-alfabético quando acrescenta letras nos seus escritos sem resolver o problema, que só vai ser superado com a escrita alfabética no nível alfabético.
A introdução sistemática das famílias silábicas não é o modo mais indicado para ajudar alunos alfabéticos a evoluir em suas concepções sobre a escrita. E muito mais indicado encorajá-los a refletir sobre a pronúncia para pensar a escrita. A percepção auditiva entra como matéria-prima em todo o trabalho de inteligência, e o fato de nossa língua não ser inteiramente fonética implica, subsidiariamente, uma elaboração mental dos elementos ouvidos para chegar à escrita.
Nesta proposta didática, sugere-se desenvolver um trabalho com sílabas começando pela sua identificação parcial, pelo desmembramento das palavras em todas as suas sílabas e pela montagem de palavras por meio de sílabas, só chegando às famílias silábicas através das descobertas dos próprios alunos.
O professor deve permitir ao aluno explorar ao máximo o mundo das palavras, das frases, dos textos e das letras, incentivando-o a extrair o máximo de conhecimentos por conta própria, e só entrar com a sistematização clássica se for necessário, e da forma mais construtiva possível, sem nenhuma ordenação de dificuldades.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA O TRABALHO COM SÍLABAS
No trabalho com sílabas é preciso levar em conta as condições cognitivas das crianças, que concernem a:
  •  distinção de uma só sílaba na palavra escrita;
  •  distinção estável de todas as sílabas das palavras (classificar palavras de acordo com o número de sílabas);
  •  possibilidade de considerar sílabas independentemente da sua inserção em palavras concretas;
  •  condições para classificar sílabas de acordo com o número de letras que a constituem, letra inicial ou final da sílaba etc.
As atividades propostas devem envolver palavras de um universo semântico vinculado ao interesse dos alunos: nomes de animais, partes do corpo, personagens de histórias, novelas e outros, ou de palavras que surgem na sala de aula.
  •  Atividades para completar a primeira ou a última sílaba dos nomes ou palavras com material concreto (fichas, jogos).
  •  Ligar nomes às sílabas iniciais.
  •  Jogos: mico preto, bingo, memória, dominó (com palavras ou nomes e silabas iniciais ou finais).
  •  Fazer correspondências de todas as silabas de uma palavra com a palavra correspondente.
  •  Completar fichas de palavras com as letras que faltam (usando o alfabeto móvel).
  •  Classificação de palavras com o mesmo número de sílabas.
  •  Constituição de palavras com sílabas e alfabetos móveis.
  •  Separação de palavras em sílabas (com fichas para recortar e colar ou por escrito).
  •  Separação e registro do número de silabas das palavras da frase.
Exemplo:
PEDRO ESTÁ DOENTE
    (   )       (   )        (   )
  •  Escrita de palavras e nomes que iniciam ou terminam com uma determinada sílaba.
  •  Adivinhações de palavras através de pistas do professor.
O TRABALHO COM LETRAS
Desde o início da psicogênese, as crianças têm contato com letras, palavras, frases e textos e também de alguma forma com as sílabas (ao menos oralmente).
É de muita importância trabalhar simultaneamente as letras, sílabas, palavras e textos em todos os níveis. Apenas para fins didáticos, separamos as sugestões de atividades por unidades lingüísticas.
O trabalho com letras é feito desde o início da escolarização através dos níveis pelos quais a criança passa. Esse trabalho é também indispensável no nível alfabético (mesmo com crianças já alfabéticas, isto é, que lêem e escrevem alfabeticamente).
SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA O TRABALHO COM LETRAS
  •  Alfabetos variados (tamanho, forma de letra, material) para montagem de palavras ou frases mediante desafios interessantes do professor.
  •  Num monte de letras, solicitar à criança que encontre todas as letras de seu nome. Separar as letras dos nomes dos colegas do grupo.
  •  Reescrever as palavras do álbum ou dicionário já montados nos níveis anteriores.
  •  Construir dados de letras (4 dados com as 26 letras do nosso alfabeto).
  •  Jogos industrializados ou criados pelos alunos e professor (inclusive de ordem ortográfica).
Extraído: Fonte escola ativa, Fundescola

sábado, 27 de setembro de 2014

Motivação na Aprendizagem

O professor deve lançar mão de recursos que levem o aluno à motivação para que a aprendizagem ocorra, realmente, de maneira eficaz. Será possível ainda formar cidadãos éticos e interessados no saber? 

Os professores estão sempre se perguntando sobre o que devem fazer para que os alunos realmente aprendam. 
Segundo o dicionário Silveira Bueno, motivação quer dizer exposição de motivos ou causas; animação; entusiasmo. Através dessas definições, pode-se constatar que estar motivado é estar animado, entusiasmado. Para isso, é necessário ter motivos para se chegar a esse estado. 

Qualquer coisa que se faça na vida, é necessário primeiro a vontade de realizá-la, senão nada acontece. Isso também ocorre na educação. Educação requer Ação e como resultado dessa ação, há o APRENDIZADO. Mas para que se realize a ação e esta resulte no aprendizado é necessário, inicialmente, que haja a VONTADE, nesse caso, a vontade de aprender. O professor deve descobrir estratégias, recursos para fazer com que o aluno queira aprender, em outras palavras, deve fornecer estímulos para que o aluno se sinta motivado a aprender. Como por exemplo: 

• Dar tratamento igual a todos os alunos; 
• Aproveitar as vivências que o aluno já tem e traz para a escola no momento de montar o currículo, incluir temas que tenham relação, isto é, estejam ligados à realidade do aluno, a sua história de vida, respeitando a sua vida social, familiar; 
• Mostrar-se disponível para o aluno, ou seja, mostrar que ele pode contar sempre com o professor; 
• Ser paciente e compreensivo com o aluno; 
• Procurar elevar a auto-estima do aluno, respeitando-o e valorizando-o; 
• Utilizar métodos e estratégias variadas e propostas de atividades desafiadoras; 
• Mostrar-se aberto e afetivo para e com o aluno; 
• “Acolher” realmente o aluno; 
• Dar carinho e limites na medida certa e no momento adequado; 
• Manter sempre um bom relacionamento com o aluno, e consequentemente, um clima de harmonia; 
• Fazer de cada aula um momento de real reflexão; 
• Ter expectativas positivas acerca do aluno; 
• Saber ouvir o aluno; 
• Não ridicularizá-lo jamais; 
• Amar muito o que faz, a sua profissão de professor; 
• Mostrar para o aluno que ele pode fazer a DIFERENÇA, isto é, que ele tem o seu lugar e o seu valor no mundo; 
• Perceber que ele, o professor, pode fazer a DIFERENÇA, para o aluno; 

O professor deve ensinar o aluno a ser ético e crítico, mostrando a ele que a crítica é boa , desde que feita de maneira adequada e que a ética é fundamental em qualquer relacionamento humano, em qualquer ambiente: Familiar, Social, Escolar, entre outros. 

Cássia R. M. de Assis Medel 

Como saber se seu aluno entendeu o que leu?

Ao fazer a avaliação da leitura no dia-a-dia, você consegue ensinar a turma a compreender realmente o texto, e não apenas a reproduzir o que está escrito
Na alfabetização, a avaliação é constante: os alunos da professora Ângela, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, comentam em classe o que leram em casa
Você sabe o quanto ler bem pode facilitar o desempenho escolar e a vida dos estudantes. Mas já se perguntou se cada uma das crianças e adolescentes de sua turma está realmente desenvolvendo a capacidade de ler, compreender e interpretar os textos? Há meios eficientes de verificar se as metodologias de ensino adotadas em sala de aula estão dando certo. "Meus alunos de alfabetização aprenderam a ler, conseguem selecionar textos e, com base neles, produzir seus próprios escritos", afirma a professora Ângela Vidal Gonçalves, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Os progressos alcançados pela turma dela durante este ano letivo são efeito de um trabalho criterioso e de avaliação constante.
Em qualquer série do Ensino Fundamental, a busca de resultados concretos pode levar à tentação de treinar com os estudantes, separadamente, habilidades como reproduzir informações ou estabelecer relações de causa e conseqüência entre as partes de um texto. Essa não é a estratégia mais adequada para a consultora em Língua Portuguesa Maria José Nóbrega, de São Paulo. "Não há por que treinar uma a uma as habilidades se a leitura é, por natureza, uma prática articulada", afirma. Existem outros caminhos para capacitar e avaliar a turma.

Leitura em três níveis

Antes de ler o texto, diz a consultora, um primeiro passo é verificar o que os estudantes sabem ou têm curiosidade de conhecer sobre o assunto. Depois, examinar com eles o texto no conjunto e dar informações adicionais.

A leitura é mais do que "ler nas linhas" — identificar as informações apresentadas e reproduzi-las. Isso a maioria dos estudantes faz. Para que dêem um passo à frente, as novas informações precisam ser integradas ao que já sabem.

Convém sempre ir chamando a atenção para a idéia principal do texto e seus desdobramentos. Isso encoraja todos a "ler nas entrelinhas", ou seja, deduzir o sentido de expressões desconhecidas e ligar as várias partes do texto.
A compreensão deve ser o foco principal do professor. Se o texto for informativo, você pode levar os alunos a relacionar o novo assunto com os conhecimentos que já têm ou perguntar como a nova informação pode ser aplicada em outros contextos. A elaboração de esquemas e o fichamento ajudam a visualizar as relações entre as informações. No caso de um texto literário, é importante mostrar aos alunos os recursos expressivos empregados pelo autor.
Leitores críticos precisam também ler "por trás das linhas" — avaliar o que foi lido por meio de comentários orais ou escritos. Você deve incentivar o grupo a verificar se as informações são confiáveis, consultar outras fontes, identificar a posição do autor e dar sua opinião sobre as idéias que ele transmite.

Formas de avaliação

Ao longo de todo esse processo, você consegue detectar os sinais dados pela classe e avaliar os resultados da leitura. Maria José recomenda escapar da armadilha das avaliações com questionários que pedem para o leitor "devolver" o que foi lido. "Isso leva a garotada a fazer a cópia do texto", afirma. Melhor é solicitar ao aluno que exponha o tema por escrito com suas próprias palavras.
Você também pode verificar se houve desvio na compreensão do sentido original ao pedir para a criança expor oralmente o que leu. Se a tarefa solicitada turma for a produção do esquema de um texto informativo, é possível verificar, com base na hierarquização das informações, se o leitor compreendeu a estrutura da obra e se empregou corretamente os conceitos. Uma terceira opção é, com base em um esquema montado pelos alunos, pedir que eles desenvolvam um texto e assim verificar se a interpretação está correta.

Ler bem para escrever bem

No Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, a professora Ângela foi construindo meios de avaliar seus pequenos leitores da classe de alfabetização. Na sala de aula, há um acervo de livros que a turma leva para casa nos fins de semana. Na volta, em uma roda de leitura, todos compartilham as histórias, comentam sobre as ilustrações e avaliam o que cada colega contou. "Assim, verifico se eles compreenderam o que foi lido", diz.
Outra rotina de Ângela é ler histórias de gêneros variados para as crianças e pedir que leiam para os colegas. Antes da apresentação, o aluno leva o livro para casa para treinar a leitura. Em sistema de rodízio, todos também lêem em classe os enunciados de exercícios das diversas disciplinas. Durante as leituras, qualquer dificuldade com o texto pode ser detectada de imediato.
As atividades de redação também são constantes. Foi a turma, por exemplo, que produziu os convites para a inauguração do clube de leitura. Para dar conta da tarefa, todos analisaram convites que trouxeram de casa e discutiram a linguagem e o objetivo de cada um até conseguir redigir o próprio convite. Durante o trabalho, Ângela observava e questionava as crianças para se certificar de que estavam compreendendo o que liam e depois redigiam.
Antes de a turma realizar uma pesquisa, Ângela faz um levantamento sobre o que todos querem saber e onde as informações devem ser procuradas. A garotada assinala as respostas no material pesquisado e depois faz uma síntese escrita do tema. Seja qual for o objetivo da leitura, no final há sempre uma conversa em grupo. "Assim, os resultados das estratégias de ensino podem ser testados na hora." Quando detecta dificuldades nos alunos, Ângela tenta verificar se sua proposta foi adequada ou se é o caso de repensá-la.


Fonte: revistaescola.abril.com.br