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quarta-feira, 23 de julho de 2014

O que fazer com um menino de 3 anos que grita, bate nos colegas e chora muito?

Quando estão bravos ou frustrados, os pequenos não conseguem controlar os impulsos e perceber o efeito de suas ações no outro. Alguns apresentam maior dificuldade. Por isso batem nos colegas, choram e gritam com mais frequência. Geralmente, a criança que age dessa maneira tem problemas de relacionamento e é incapaz de permanecer por um período maior em grupo. Dessa forma, ela acaba tendo interações deficitárias com os pares, o que prejudica o desenvolvimento da autorregulação dela. E esse desenvolvimento é necessário para manter a relação com o outro. Para ajudá-la, organize grupos de brincadeira e procure inseri-la. No início, faça a mediação das relações para que ela não saia. Afaste-se à medida que as amizades forem se fortalecendo. É importante manter a calma diante de situações de irritabilidade do pequeno e construir um vínculo afetivo com ele para que leve em conta o que você diz. Analise no que vale a pena intervir, para que ele não seja o foco constante do seu olhar, e valorize os avanços alcançados, descrevendo-os: "Eu vi que você ficou bravo, mas conversou em vez de bater. Que bom!". Se puder contar com a família, compartilhe o que está sendo feito e sugira que os colegas do menino sejam convidados para brincar em casa. Ao acompanhar a evolução dele, você vai perceber se é necessária a intervenção de um psicólogo.

Fonte: Revista Nova Escola.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Meninas e meninos estou postando agora um plano de aula para ser trabalhado na páscoa, com muitas sugestões e dicas bem criativas... O Planejamento vai envolver os seguintes assuntos: linguagem oral, matemática, artes e movimento e também natureza e sociedade.

Objetivos
Desenvolver a linguagem oral, compartilhar informações, proporcionar o desenvolvimento do raciocínio, permitir a criança a descoberta de hipóteses e fazer muita arte!

Desenvolvimento
Ler e trabalhar o livro 'O Coelhinho que não era de Páscoa', de Ruth Rocha. . Ler o livro explorando as imagens (expressões faciais/susto/surpresa, paisagens).
Após a história estimular a conversa: Como era Vivinho? Com quem vivinho ia para a escola? O que ele aprendia na escola? Qual a profissão dos irmãos de Vivinho? Qual a profissão de Vivinho?

Dramatização/fantoches
Fazer o Vivinho com molde das mãozinhas sobre o papel, depois de recortar você pode colar algodão sobre o coelho e trabalhar texturas. O coelhinho também pode ser usado como fantoche para dramatizar a história. Cada criança faz um coelho que serão os membros da família de Vivinho. Aprenda a fazer o coelhinho com moldes das mãozinhas aqui.

Leitura de imagens
Montar e explorar um mural da páscoa feito na sala, com árvores, borboletas, casinhas.... coelhinhos feitos em dobraduras e colagens em algodão. Você também pode usar os coelhinhos feitos com moldes das mãozinhas ou carimbados com os dedinhos... Depois de pronto, estimular a leitura: O que tem no cenário? (árvores, coelhos, etc.) Tem quantos coelhinhos? Passar a mãozinha para sentir a textura (algodão).

Cartaz com foto
Montar um painel de páscoa com coelhinho para tirar foto dos alunos. O cartaz pode ser feito de papelão, eva ou cartolina, com orifício para encaixar o rostinho. As crianças adoram!
Painel de coelhinho da professora Ivani.
Atividade concreta - A visita do coelhinho
Levar um coelhinho para a sala de aula. Na rodinha, perguntar:
- Que animalzinho é esse?
- Alguém quer  passar a mãozinha? É macio?  É áspero?
- Falar sobre o animalzinho: cor do pelo, cor dos olhos, é grande ou pequeno, leve ou pesado.
- É maior ou menor que um boi? É  maior ou menor que uma formiga?
- O que ele come?

Música 1 - Coelhinho (Eliana)
Gravar e levar as músicas para a sala de aula e ouvir com as crianças. Ensaiar, cantar e dançar ao som da música, encenando.

♫ De olhos vermelhos,
De pelo branquinho,
De orelhas bem grandes
Eu sou coelhinho.
Sou muito assustado,
Porém sou guloso.
Por uma cenoura
Já fico manhoso.
Eu pulo pra frente;
Eu pulo pra trás;
Dou mil cambalhotas,
Sou forte demais!
Comi uma cenoura
Com casca e tudo,
Tão grande ela era!
Fiquei barrigudo... ♪

Música 2 - Coelhinho
Com esta música, além de cantar e dramatizar, você pode trabalhar conceitos de matemática, cores e respeito e afeto aos coleguinhas. 
Coelhinho da páscoa
♫ Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!
Um ovo, dois ovos, três ovos assim!

Coelhinho da Páscoa, que cor eles têm?
Azul, amarelo e vermelho também!
Azul, amarelo e vermelho também!

Coelhinho da Páscoa, com quem vais dançar?
Com esta menina que sabe cantar!
Com esta menina que sabe cantar!

Coelhinho maroto, porque vais fugir?
Em todas as casas eu tenho que ir!
Em todas as casas eu tenho que ir! ♪

Reciclagem
Uma dica muito legal para trabalhar esta música é levar ovinhos coloridos (feitos com bolinhas de isopor e pintados com tintas ou feitos com jornal amassados e pintados...) e distribuir para as crianças para trabalhar os números. Você pode colocar uma cesta na sala com os ovinhos, de acordo com a quantidade na música.

Cores - ovinhos com giz de cera
Aqui sugerimos a seguinte atividade: fazer ovinhos com reaproveitamento de giz de cera. Aprenda a fazer AQUI. Faça-os nas cores azul, amarelo e vermelho e coloque-os numa cesta. Os alunos, a pedido do professor, terão que buscar os coelhos na cor citada. Use-os para colorir desenhos de coelhinhos. Os ovinhos também podem ser usados como lembrancinhas.

Artes - Carimbo com dedinhos
Realizar a atividade de carimbo com os dedinhos ou mãos para fazer atividades ou montar um painel. Explore as cores trabalhadas e as variedades de coelhinhos que podemos fazer com os dedinhos. Trabalhe os nomes dos alunos, dando a cada coelhinho os nomes dos pimpolhos. Veja vários modelos de coelhinhos feitos com carimbo dos dedinhos aqui.

Máscaras e pintura facial
Fazer pintura facial de coelhinho e máscaras para brincar. Veja máscaras de coelhinhos aqui.

Cineminha com brigadeiro
Locar um filme sobre páscoa e levar para a turminha assistir. Todos devem estar caracterizados com máscaras e pintura facial. Sugerimos aqui o filme do Ursinhos Pooh “A Páscoa do Guru”, ou outro de sua preferência.
Conversar sobre o conteúdo do filme.
Para acompanhar o filme, sugerimos uma guloseima diferente: cenourinhas de brigadeiro, veja receita aqui, muito fácil! As crianças vão adorar!

Culinária
Ovos de chocolate sem levar ao fogo
Ingredientes
01 Pacote de leite em pó, 01 pacotinho de Nescau, 01 lata de leite condensado e balas macias para rechear.

Como que faz?
Misturar tudo e ir amassando, colocando o leite condensado aos poucos até a massa ficar consistente. Enrolar os ovinhos para os alunos menores e distribuir a mesma quantidade para cada aluno maior  que deverá enrolar, com a mão, a massa, em forma de ovo ou bombom, colocando a bala como recheio. Caso a massa esteja muito seca amolecer com um pouco de leite de vaca.

DICAAo fazer as receitas falar os nomes dos ingredientes e deixar que os alunos ajudem  a enrolar os ovinhos que eles vão comer. Cada  aluno irá saborear os ovinhos  de chocolate na escola , junto com os coleguinhas e levará um ovinho enrolado no papel celofane para comer em casa com a família (partilha).

Brincadeiras
Coelhinho sai da toca - Em trios, duas crianças formam a toca e uma será o coelho. Para fazer a toca, a dupla junta as mãos no ar, formando uma casinha. Quem interpreta o coelho fica agachado entre elas, embaixo dos braços. Essa estrutura se repete com os demais participantes da brincadeira. Uma das crianças fica em pé entre as tocas e deve gritar: "Coelho sai da toca!". Ao fazer isso, os coelhos entocados precisam trocar de casinha. Já a criança que estava no meio deve tentar roubar a toca de alguém. Se conseguir, aquela que ficou sem toca é a que passa a gritar no centro do espaço. Ela também pode falar "Toca troca de lugar!". Nesse caso, são as tocas que devem trocar de coelho. 

Lembrancinha
Que tal inovar e em vez das tradicionais lembrancinhas com ovinhos de páscoa fazer coelhinhos com pirulitos? Esta dica é fácil de fazer e também bastante econômica!!!

Fonte: Blog Gente Miuda.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Turma do Sítio feita em origami

Vamos fazer a turma do Sítio do pica pau amarelo em origami?

Tenho certeza que todo mundo vai querer pra facilitar estou postando o passo a passo do corpo, é usado o mesmo para todos os personagens. Depois de pronto o corpo, faça os detalhes da roupa e rosto de cada um...

Dona Benta.
Emília.
Narizinho.
Pedrinho.
Tia Anastácia.
Visconde de Sabugosa.



Gentemiuda.com

quarta-feira, 5 de março de 2014

A CONTRIBUIÇÃO DA MÚSICA PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

A música é um meio de expressão de ideias e sentimentos, mas também uma forma de linguagem muito apreciada pelas pessoas. Desde muito cedo, a música adquire grande importância na vida de uma criança. Você com certeza deve lembrar de alguma música que tenha marcado sua infância e, junto com essa lembrança, deve recordar as sensações que acompanharam tal execução. Além de sensações, através da experiência musical são desenvolvidas capacidades que serão importantes durante o crescimento infantil.

Em condições normais, os órgãos responsáveis pela audição começam a se desenvolver no período de gestação e somente por volta dos onze anos de idade é que o sistema funcional auditivo fica completamente maduro, por isso a estimulação auditiva na infância tem papel fundamental. Sabe-se que os bebês reagem a sons dentro do útero materno e que a música, desde que apropriadamente escolhida, pode acalmar os recém-nascidos.


Vale ressaltar a importância não apenas da música tocada através de um aparelho, mas também o contato estabelecido entre a mãe e o bebê. Assim, cantar, murmurar ou assobiar fornecem elementos sonoros e também afetivos, através da intensidade do som, inflexão da voz, entonação, contato de olho e contato corporal, que serão importantes para a evolução do bebê no sentido auditivo, linguístico, emocional e cognitivo.
Isso ocorre também durante todo o desenvolvimento infantil, pois através da música e de suas características peculiares, tais como ritmos variados e estrutura de texto diferenciada, muitas vezes com utilização de rimas, a criança vai desenvolvendo aspectos de sua percepção auditiva, que serão importantes para a evolução geral de sua comunicação, favorecendo também a sua integração social.
Quando estão cantando, as crianças trabalham sua concentração, memorização, consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque, juntamente com o cantar, ocorre com frequência o desejo ou a sugestão para mexer o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e expressão corporal.
Contudo, não se deve esperar que apenas a escola estimule a criança. Deve-se, ao contrário, oferecer a ela um leque variado de experiências musicais para que perceba diferenças entre estilos, letras, velocidades e ritmos (trabalhando assim a atenção e a discriminação auditiva) e permitir que faça escolhas e sugira repetições, o que geralmente a criança pequena faz com frequência, como forma de aprendizagem e recurso de memorização (desta forma ela estará trabalhando a memória auditiva).
No setor linguístico percebemos a possibilidade de estimular a criança a ampliar seu vocabulário, uma vez que, através da música, ela se sente motivada a descobrir o significado de novas palavras que depois incorpora a seu repertório.
Todos esses benefícios são estendidos não só à linguagem falada, mas também à escrita, na medida em que boa percepção, bom vocabulário e conhecimento de estruturas de texto são elementos importantes para ser bom leitor e bom escritor.
E então, você já está pensando em alguma música para cantar junto com seu filho? O importante é respeitar interesses individuais e também específicos de cada fase do desenvolvimento; assim, crianças pequenas podem mostrar maior interesse por temas relacionados a super-heróis, seres mágicos, animais, ou assuntos como amizade, medo etc.
Finalmente, quero lembrar que ouvir música não deve ser uma atividade imposta e sim realizada com prazer, pois somente assim os benefícios serão obtidos de forma natural, como sempre deve ocorrer na relação entre pais e filhos.
Dica: CD´s infantis Palavra Cantada
O selo Palavra Cantada traz a dupla musical formada pelos instrumentistas, cantores, compositores e produtores Paulo Tatit e Sandra Peres, especializados em música infantil. Quatro dos oito trabalhos já lançados pela dupla, ganhou o prêmio Sharp de melhor álbum infantil.
Discografia
  • "Canções de Ninar" (1994) - que revolucionou o gênero com canções inéditas.
  • "Canções de Brincar" (1996) - com composições da dupla em parceria com Arnaldo Antunes, Luiz Tatit e Edith Derdyk. Entre elas, os sucessos Sopa e Ora Bolas, ouvidas em pré-escolas de todo o país.
  • "Cantigas de Roda" (1996) - deu uma roupagem atual às cantigas tradicionais da música brasileira.
  • "Canções Curiosas" (1998) - um trabalho requintado de música, poesia e humor.
  • Em 1999 foram produzidos dois álbuns de música com narração de histórias: "Mil Pássaros" em parceria com a escritora Ruth Rocha e "Noite Feliz", com histórias de Cândido de Alencar.
  • (2001) CD-Livro - "Canções do Brasil - o Brasil cantado por suas crianças" - projeto que envolveu pesquisa e gravação de músicas infantis pelos 26 estados do país. Interpretadas por crianças locais, essas músicas ressaltaram as peculiaridades culturais de cada região.
  • "Meu Neném" (2003) - álbum com composições próprias e do músico kalimbista Décio Gioielli, para crianças na faixa de 0 a 3 anos.
     
*Dra. Tânia Regina Bello
Psicopedagoga e Fonoaudióloga

terça-feira, 4 de março de 2014

PAIS SUPERPROTETORES

Eles insistem em criar os filhos sem limites ou frustrações, tudo permeado pelo prazer absoluto. O problema é que a vida não é assim...

João, de 6 anos, está caminhando de mãos dadas com seu pai. Acabou de ter uma violenta briga com seu amigo do coração, por motivos banais de desentendimentos em uma brincadeira. Pai e filho vão calados, resmungando. De pronto o menino pergunta ao pai: ‘O que é a liberdade?’ Ele queria compreender o que tinha acontecido. O pai, preocupado e distraído, contesta rápido e impensadamente: ‘É fazer o que a gente quer’. João escuta pensativo e olhando nos olhos do pai interpela: ‘Ah! Mas não com os outros, né?’”
Pequena e profunda, essa história levanta várias articulações: entre o sujeito e o outro, entre a pulsão e a ética, entre o desejo e o limite, entre a liberdade e o direito. Nos faz pensar que tão importante quanto educar é não deseducar. O exemplo é o âmago do texto que segue a continuação.
É lícito que cada família eduque seus filhos embasada em sua história, seus modelos, sua cultura, sua experiência e suas possibilidades. Talvez seja por isso que a educação das crianças se torne um fator instigante para a reflexão interdisciplinar e demande uma relação estreita entre a família, a escola e a pediatria. Mas existe um aspecto universal da educação que podemos sintetizá-lo em duas perguntas: o que esperar da educação que damos aos nossos filhos? E o que podemos lhes transmitir?
A resposta teórica deve ser quase unânime: basicamente, devemos lhe oferecer ferramentas para sua socialização. Transmitir-lhes uma cidadania possível. A resposta, na prática cotidiana, perde a unanimidade, e as certezas viram dúvidas ou impasses. Justamente por não ser o resultado mágico de um ritual – na nossa cultura não existe um ato simbólico que introduza a criança no estatuto do adulto. Ou o aprendizado através de um manual. Do tipo: “Como educar seu filho em dez capítulos”. A educação para cidadania se dá por caminhos longos, incertos dentro de um equilíbrio instável entre a esperança (promessas) e frustrações (deveres).
Quando se trata de educar, de maneira imediata e estereotipada, se faz presente uma contradição entre o excesso e a falta de algo que não sabemos bem o que é. E assim coloca os pais e educadores em dúvida em respeito à medida “desse algo” desconhecido. Podemos exemplificar esse conceito: crianças bem educadas/crianças mal-educadas, crianças abandonadas/superprotegidas, repressão demais/ repressão de menos, crianças que têm tudo/crianças que não têm nada. Bater, acariciar, castigar, prometer. Prevalecer sem humilhar, manter a autoridade sem autoritarismo. Permitir o prazer sem perder a disciplina, manter a disciplina sem perder prazer. O que fica de tudo: lógica demais, informação de menos ou demasiada informação sem lógica.
O ponto de partida dessa contradição é o fato de os pais terem que transmitir a demanda social, além de seu desejo. Ao mesmo tempo, a sociedade e a cultura exigem que os pais encaminhem seus filhos pelos caminhos limitados, pelas normas, convenções sociais e leis de sua conveniência. A isso se chama educar. Sigmund Freud há mais ou menos cem anos escreveu sobre o assunto ao falar do narcisismo em um trabalho intitulado Sua Majestade, o Bebê. Nela, Freud afirma que os pais almejam para seus filhos o prazer, a realização e a felicidade que muitas vezes eles mesmos não conseguiram para si próprios.
Os pais insistem em criar os filhos sem limites, sem frustrações, tudo permeado permanentemente pelo prazer absoluto e com imensa proteção, como se pudessem criar uma exceção para seu “reizinho”. O problema é que ficam reféns da demanda social.
O paradoxo fica ainda mais terrível e perigoso se os pais não conseguirem entender que os indivíduos e as famílias estão imersos em comunidades. Não são ilhas isoladas e paradisíacas, com leis próprias. Podemos reconhecer outro paradoxo antipedagógico nas famílias modernas: sem questionamento, se apropriam dos princípios da revolução francesa para seu funcionamento: “Igualdade, fraternidade e liberdade”.
O justo clamor popular, ante a um reinado autoritário e injusto, se torna algo devastador ao se tratar da educação dos filhos. A família deve ser hierárquica, não um sistema igualitário, e deve funcionar com a necessária autoridade dos pais. A família não é composta só de irmãos: os elementos são diferentes e os pais são guardiães das normas de funcionamento. Por último, a liberdade não é libertinagem. Qual a medida da liberdade? Deve-se permitir que a criança faça tudo o que quiser? Não, jamais. Os pais têm de optar em ser adultos – alguém tem de fazer isso. Para uma criança querer crescer, tem de existir o desejo, e o desejo só surge quando existe uma falta. As crianças que conseguem tudo não têm motivo para crescer porque não têm nada a desejar.
Nós, humanos, ao nascer estamos influenciados pelo princípio do prazer, somos hedonistas. No começo da vida assim deve ser: receber cuidados, comida, amor para poder ficar seguros no Éden. Logo a seguir, a educação e o relacionamento com os adultos amados nos introduzem no princípio de realidade e assim perdemos o paraíso, porque alguém impõe limites, provoca algum grau de frustração e corta os excessos. A educação se faz apesar do desejo. Para a mãe, o desejo é de ser tudo para o filho e que o filho seja tudo para ela. Nessa hora, deve aparecer a função paterna, que é de corte entre a mãe e o filho. Na nossa cultura, para as crianças, a bandeira da autoridade está na mão do pai. Se ele consegue que a mãe não seja tudo para o filho e que ele não seja tudo para ela, os dois vão precisar de outra coisa. Ou seja: a ação do pai os leva a desejar. A educação então se faz não através do desejo, mas apesar dele.
Dá para imaginar os problemas que surgem quando o pai não tem condições de assumir sua função e simplesmente se demite ou fica eclipsado. A tarefa educativa não aceita a renúncia: sem o exercício de um dever, não existe a promessa do gozo. O desejo humano só existe na medida em que os limites impostos nos constituem em sujeitos culturais. Não sendo assim, teríamos uma vida intuitiva movida pelos impulsos.
Como regra geral, os pais devem ter cuidado para não usar uma dupla mensagem: não estimular a difundida lei macunaímica de ser espertos e levar vantagem em tudo. Devem também falar sempre a verdade – é um direito dos filhos –, ensinar a respeitar as diferenças etc. Este tema é uma das últimas utopias que, pela sua nobreza, vale a pena lutar. Mudar a criança na família, mudar a família na sociedade, é permitir então que essas crianças mudem o mundo.

 por Leonardo Posternak

TRABALHANDO COM O NOME ATRAVÉS DA CANTIGA "A CANOA VIROU" E CRACHÁS

1. Apresentar a música em forma de cartaz (seria legal ornamentar o cartaz com a ilustração de uma canoa de virada ou a música escrita dentro da canoa).



2. Formar uma roda e cantar a música com as crianças.

3. Espalhar no centro da roda os crachás com os nomes das crianças e cantar novamente a música, sendo que quando o nome da criança for mencionado ela deve procurar seu crachá  e colocá-lo em seu lugar (mesa, classe, carteira...).

4. Enfeitar o cartaz com peixinhos confeccionados pelas crianças, poderá ser acrescentado dentro de cada peixe uma fichinha com o nome de cada criança escrito por elas mesmas. Colar os peixes no cartaz.
Fonte: Alfabetização Divertida.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Chamadinha da Branca de Neve

São maçãs em forma de janelinhas com as fotos e os nomes dos alunos.
Eles gostaram bastante, eles amam fechar a janelinha quando falta algum coleguinha.




 São duas maçãs, uma para o fundo em e.v.a e outra em cartolinha dividida ao meio para parte que forma a janelinha.


Molde para a maçã
Fonte: A Arte de ensinar e aprender.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Como fazer um túnel de TNT e plástico

As crianças a-do-ram engatinhar pela salinha, entrar e sair, brincar de esconde-esconde... E uma ideia que não pode faltar na sua salinha é... um túnel! Se você ou sua escola não tem recursos para comprar um túnel 'de verdade', que tal fazermos um? Vamos fazer arte!

Como que faz?
Vamos fazer um túnel que imite bem este da foto, usando TNT e... um galão de mil litros! Sabe aqueles galões azuis de mil litros? Consiga um e corte-o fazendo círculos largos na vertical, de mais ou menos  15 centímetros (para não cair). Depois disto é só colar TNT nas 'argolas' dos galões, intercalando (um metro de TNT, uma argola do galão e assim por diante). Você pode usar cola quente ou costurar. Pode também usar cores variadas de TNT, cada anel com uma cor, para ficar bem mais bonito!

Na hora de guardar é só juntar as argolas do galão para ocupar menos espaço...

DICA: Se você tiver como amarrar o túnel na frente e no fim para não cair, você pode usar bambolês feitos com mangueiras em vez do galão. Invente!

Outras DICAS para túneis: papelões grandes, cartolinas, diferentes tipos de tapetes, diferentes tipos de travesseiros e bolas, bóias de soprar ou animaizinhos, balões, colchas e almofadados e até as cadeirinhas viram túneis... Experimente você primeiro mostrar para elas como devem agir para brincarem e elas aprenderão rápido. Engatinhar embaixo do túnel, brincar com balões, construir torres com travesseiros, etc.

Fonte: Gentemiuda

03 dicas para adaptação no Maternal, creche e berçário

A decisão de matricular o filho na Educação Infantil pode ser a mais variada possível. Alguns pais precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Em resumo, os primeiros dias na creche costumam não ser fáceis. As mães ficam com o coração na mão e choram discretamente. A criançada abre o maior berreiro ao ver os adultos saírem pela porta. Postamos aqui 03 dicas INDISPENSÁVEIS  para te ajudar a resolver este problema, confira!

03 dicas para adaptação no Maternal, creche e berçário
  1. Peça fotos das crianças com os parentes, os animais de estimação e os brinquedos preferidos. É importante que elas encontrem objetos pessoais na escola. Isso dá a sensação de extensão de casa na instituição. Escolha um canto, coloque um tapete colorido de EVA no chão e espalhe almofadas e brinquedos devidamente identificados. Em paralelo, confeccione um painel com as fotos. Tire cópias coloridas e as fixe em cartolina. Por fim, coloque o mural na parede numa altura acessível ao grupo.
  2. Depois, corte ao meio folhas coloridas de tamanho A4 e cole as fotos em cada pedaço. Digite as legendas no computador e imprima em papel branco. Nelas, o nome das pessoas e a situação: 'Pedro com seus avós no parque'. Para garantir mais durabilidade, envolveu as folhas com plástico adesivo transparente. Com o furador, faça dois orifícios em todas as páginas e as una com barbante. Na capa, escreva "Eu e minha família". Como a intenção é deixar ao alcance da criançada, tome o cuidado de não usar grampeador nem fio de náilon para não causar machucados.
  3. Todos os dias, alguém chega com um brinquedo para juntar ao canto. Reúna a turma numa roda, faça a chamada e mostre o novo objeto. Conte quem trouxe e estimule o empréstimo, mas nem sempre você será atendida. Quem não quer compartilhar deve ser respeitado. Dessa maneira, fica entendido o que pertencia a quem. O mesmo acontece com a inserção de fotos inéditas, com destaque para o nome e as peculiaridades de cada família.
Não se esqueça: Para amenizar o sofrimento das famílias, é preciso mostrar que as crianças ficam bem na creche.

Fonte: Gentemiuda.

03 dicas para trabalhar o alfabeto em sala de aula

Trabalhar o alfabeto nunca foi tão divertido, pode apostar... As três dicas são criativas, muito divertidas e ainda serve para decorar a sala de aula... o legal é fazer as letras em tamanho grande para jogar, deitar em cima, abraçar...

A primeira foi feita com uma letra em cada almofada. Você pode fazer em tecido, feltro ou eva. Caso seus recursos sejam poucos, pode apostar no tnt, que também dará um ótimo resultado. Costure ou cole com cola quente e não se esqueça de usas cores contrastantes para chamar ainda mais a atenção das crianças.


Aqui, o alfabeto móvel foi feito em tamanho grande, com rostinho divertido, braços e pernas de fitas e enchimento de fibra. Veja que os rostinhos, mãos e pés, são bem simples de fazer, quase todos bem parecidos... DICA para o enchimento:  pra quem quer economizar dinheiro e ainda reciclar, faça o enchimento com sacolinhas plásticas amassadas. 




Feita com feltro, a almofada contém o alfabeto completo. Os botões servem para prender as letras e também decorar. Esta ideia também pode ser executada em EVA ou TNT. 


Fonte: gentemiuda

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Bolha de sabão com reciclagem de garrafa pet

Sugestão de brinquedos reciclados para o dia das crianças. Aprenda a fazer 'bolhas de sabão' com reciclagem de garrafa pet. Pensa em algo que a criançada a-do-ra: bolhas de sabão! 
Confiram passo a passo:
 
 
 
brinquedos reciclado para dia das crianças

De que você vai precisar:  - Uma garrafa pet de 600 ml - Uma toalhinha ou pedaço de pano - E.V.A. nas cores laranja, verde e preto (ou que você preferir) - Elástico - Detergente de louças - Uma vasilha com água - Cola de E.V.A. - Tesoura sem ponta. Agora é só prestar atenção no passo a passo e fazer o seu!
brinquedos reciclado para dia das crianças

brinquedos reciclado para dia das crianças

brinquedos reciclado para dia das crianças

brinquedos reciclado para dia das crianças

Prontinho... vamos brincar?
brinquedos reciclado para dia das crianças

brinquedos reciclado para dia das crianças
Tem moldes, clique para ampliar.

Outras dicas: Bolhas de Sabão personalizadas são ótimos presentinhos para incluir no pacote de guloseimas e presentes para o Dia das Crianças. Simples detalhes como aplicações em EVA, botões e florzinhas fazem a diferença. Veja só estas idéias:

Do Ateliê Mania Artesanato.

lembrancinhas para dia das criançasDo Ateliê Mauri. lembrancinhas para dia das crianças
Mas... o melhor ainda está por vir... Vejam só que história ma-ra-vi-lho-sa encontrei pra compartilhar com vocês: A Bolha de Sabão Mágica. Vai ser demais trabalhar esta história cheia de aventura e depois ainda brincar de bolhas de sabão com a turma!

Fonte:  Sala de Literatura.