sexta-feira, 13 de julho de 2018

Tecnologia Assistiva: a vez e a voz dos alunos com deficiência física

Durante muito tempo as adaptações de materiais pedagógicos realizados através da TA eram feitas apenas por um setor da Educação Especial, denominado Oficina de TA. Lá eram criadas as condições de acessibilidade dos alunos ao conhecimento sem a participação da escola. Os artefatos produzidos já chegavam prontos. Considerando que as barreiras impedem o acesso a aprendizagem e não somente a deficiência, observou-se que para a remoção dessas barreiras era necessário conhecer o assunto e interagir nesse processo. Atualmente a promoção da formação continuada em serviço vem facilitando às escolas nessa competência de produzir os materiais necessários aos seus alunos com deficiência, atribuindo maior autonomia e conhecimento tecnológico aos educadores. Diante da demanda cada vez maior de alunos com deficiência que chegam às escolas, a formação dos profissionais da educação torna-se cada vez mais relevante. Através do diálogo reflexivo com os profissionais podemos ampliar nossa visão de como atuar com a diversidade de alunos e atendê-los em suas individualidades, observando e conhecendo o aluno em suas especificidades.
Nesse sentido, Libâneo afirma que:
A formação profissional do professor implica, pois, uma contínua interpenetração entre teoria e prática, a teoria vinculada aos problemas reais postos pela experiência prática e a ação prática orientada teoricamente (Libâneo, 1994, p.27).
Para que a aplicação e funcionalidade da Tecnologia Assistiva se concretize no contexto escolar, torna-se necessária a formação em serviço dos profissionais da educação, capacitando-os para o conhecimento adequado que os façam desenvolver sua prática docente de forma a promover significativamente o aprendizado coletivo. Unir a tecnologia à educação é primordial, pois essa conexão consente um ensino de qualidade e igualitário, respeitando a diversidade e trabalhando na inclusão de todos. Durante as Formações Continuadas, dialogamos sobre os conhecimentos de vários aspectos ligados às dificuldades motoras e de fala dos alunos com deficiência física e como podemos contribuir para minimizar essas limitações que lhes impedem de realizar as atividades com autonomia. Para tanto, confeccionamos os recursos didáticos acessíveis que permitiram os alunos desempenhar de forma autônoma as propostas pedagógicas no cotidiano escolar.
 A formação dos profissionais, através desses diálogos e trocas de experiências, nos levou a refletir sobre uma prática docente comprometida com a inclusão escolar. Assim, construímos coletivamente conhecimentos relevantes aplicados a uma prática educacional inclusiva. As reflexões e vivências sobre as deficiências dos alunos permitem que os professores se coloquem no lugar do outro, com sensibilidade, percebendo como o deficiente físico que não fala pode se comunicar numa linguagem não verbal, aprender e interagir pedagogicamente como sujeito, ampliando essa construção dialógica. Compreender que a aprendizagem pelo viés sócio histórico transpõe o indivíduo e passa a ser construída através das relações que este faz com o meio, como afirma Vygotsky (2002, p.235) que “na ausência do outro, o homem não se constrói”
Algumas adaptações de acesso a materiais didáticos:
  • Prendedor de folhas: confeccionado para o aluno com coordenação motora em apenas um dos lados. Possibilitou-lhe registrar sua escrita e desenho com autonomia.
  • Plano inclinado magnético: é uma área de trabalho que permitiu ao aluno com dificuldade motora escrever de forma alternativa com o uso de letras móveis imantadas, associadas às imagens, o que facilitou sua ação e visualização para que a alfabetização dos mesmos se concretizasse.
  • Plano reto magnético: área de trabalho colocada sobre a mesa, que proporcionou ao aluno com dificuldade motora construir suas escritas alternativas, através de letras e numerais móveis imantados.
  • Lápis engrossado com alça e pulseira: para aluno com dificuldade de preensão, o que lhe possibilitou realizar a escrita, de forma independente, sem que o objeto caísse ao chão, pois ficou seguro pela pulseira e alça.
  • Lápis e pincel engrossados: fizeram com que os alunos segurassem melhor pelo ponto do engrossador e desenvolvessem seus grafismos com independência.
  • Lápis e pincel engrossados e com alça: permitiram ao aluno com dificuldade de preensão manter o lápis ou o pincel preso à mão pela alça e, desta forma, realizar suas tarefas de escrita e pintura com autonomia.
  • Apontador adaptado: possibilitou ao aluno desenvolver a tarefa de apontar seu lápis sozinho.
  • Tesoura adaptada: ofereceu independência na ação de recortar para o aluno com dificuldade motora.
  • Avental de feltro: O professor vestiu o avental, colocando-se em frente ao aluno, e o utilizou como área de trabalho onde puderam ser aderidos objetos com velcro, letras e palavras móveis, numerais móveis e imagens, que permitiram desenvolver o processo de leitura e escrita do aluno com dificuldade motora e campo visual restrito.
  • Plano de feltro: serviu como área de trabalho para propostas pedagógicas que envolveram leitura e escrita, pois puderam ser aderidos com velcro os objetos, imagens, letras e palavras móveis e numerais móveis, possibilitando ao aluno com dificuldade motora, a construção do seu conhecimento com autonomia.
  • Livro com separador de páginas em velcro e virador de página em luva de feltro: o aluno com dificuldade motora pôde realizar a leitura e virar as páginas com autonomia.
  • Carrinho de brinquedo adaptado com acionador artesanal: propiciou ao aluno com deficiência física participar da rotina da brincadeira com autonomia
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 Referências:
  • LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez. 1994
  • VYGOTSKY, L. S. Formação social da mente. Trad.: J. C. Neto, L. S. M. Barreto, S. C. Afeche. 6° ed. São Paulo: Martins Fontes. 2002.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A inclusão da criança com deficiência visual

A questão da inclusão de crianças com deficiências visuais na rede regular de ensino insere-se no contexto das discussões, cada vez mais em evidência, relativas à integração de pessoas portadoras de deficiências visuais enquanto cidadãos, com seus respectivos direitos e deveres de participação e contribuição social.
Conceito de deficiência visual: é um impedimento total ou a diminuição da capacidade visual decorrente de imperfeição no órgão ou no sistema visual.
As causas de deficiências visual podem ser congênitas ou adquiridas:
Atrofia óptica – perda total ou parcial da visão;
Catarata congênita – embaçamento do cristalino;
Glaucoma congênito – aumento da pressão interna do olho
Doenças hereditárias: abinismo, daltonismo (não consegue distinguir as cores), hemophilia (hemorragia), anomalias na retina ou na córnea ou na íris, altas miopias;
Conjuntivite gonocócica – quando a mãe apresenta uma doença venérea e esta é transmitida durante o parto;
Toxoplasmose – infecção do feto durante a gravidez através de agentes transmissores;
Retinopatia do recém-nascido – bebês prematuros expostos à aplicação de oxigênio;
Retinose pigmentar – é uma doença hereditária, se manifesta no jovem. Não existe cura e leva à cegueira;
Coreorretinite macular – processo inflamatório que atinge a coróide e retina (perda das cores e imagens distorcidas);
Miopia – dificuldade de ver nitidamente à distância;
Hipermetropia – dificuldade de ver nitidamente de perto;
Astigmatismo – esforços visuais para perto e longe;
Ambliopia ou estrabismo – conhecido como olho preguiçoso;
É fundamental a prevenção – diversos exames ajudam a prevenir grande parte desses riscos.
Identificação: identificar uma criança cega é mais fácil do que significar uma criança portadora de baixa visão. A criança pode permanecer durante muito tempo em casa e na escola sem que sua deficiência seja detectada. Há de se atentar para: atraso de desenvolvimento, desvio de um dos olhos, não seguimento visual de objetos, borramento súbito ou paulatino na visão (vermelhidão, mancha branca nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão) – esta última é mais comum em adultos.
Após diagnosticada a deficiência pode oftamologista especializado em baixa visão este fará a indicação a auxílios ópticos especiais e orientará sua adaptação.
O professor após o diagnóstico levantará suas necessidades de adaptações e uso de recursos, lembrando que:
  • As necessidades são individuais;
  • Deve-se fazer uma relatório diário de como a aluno vem se apropriando das imagens;
  • As adaptações são sujeitas a mudanças;
  • Deve haver um trabalho contínuo com o aluno deficiente de auto confiança e valorização das próprias capacidades, eficiência, desenvoltura…
  • Deve-se engajar a família no processo de apoio
  • O aluno deve continuar na escola com o apoio dos profissionais de educação;
  • Deve haver espaço adequado e com segurança;
  • Deve-se criar independências e autonomias adequadas dependendo da faixa etária do aluno;
  • Deve-se explorar bastante os sons, o vento e a luminosidade
  • A orientação e a mobilidade sempre farão parte da aprendizagem para a criança com deficiência visual;
  • As crianças com DV devem Ter os mesmo direitos das outras crianças;
  • As crianças com DV devem freqüentar a escola para desenvolver plenamente suas pontencialidades;
  • Cada criança tem seu tempo e sua capacidade de entender e de se portar diante aos fatos;
  • A criança com DV não deverá jamais ser relegada. Esta apresenta condições de aprender e se desenvolver.
  • Devem haver materiais variados, para uso comum como para uso individual, não deverá haver mudanças no mobiliário e nem nos objetos em classe com alunos portadores de DV;
  • Deve ser usado um mural para que o aluno uso tatilmente;
  • Devem haver materiais com texturas diversas;
  • Devem haver cantinhos de livros adaptados e textos em braile;
  • O ambiente deve ser propício à alfabetização tanto para crianças normais como para portadoras de deficiências visuais, caso haja alguma na turma;
  • Registrar os textos oralmente à tinta e em braile, sempre que possível, havendo caso de DV em sua turma.
  • É importante integrar o aluno à turma regular. Transcrição de livros e provas em braile e em tipos ampliados;
  • Recursos tecnológicos como gravador, CDs, cassete, computadores e máquina de datilografia são importantes em sala de aula que contém algum aluno com DV.

Presente a uma criança cega

Ofereça-me liberdade para que eu possa usar minhas mãos, meus pés e todos os meus sentidos com plenitude.
Ofereça-me desafios para que os enfrente, desfrute e aprenda com eles, podendo crescer em experiência e segurança.
Ofereça-me independência ajudando-me naquilo que não posso, e estímulo em fazer aquilo que posso.
Ofereça-me limites como a todas as crianças para que eu possa crescer como pessoa.
Ofereça-me exigências para que eu possa mostrar toda a minha capacidade.
Ofereça-me igualdade de oportunidades para que eu triunfe na vida de acordo com meus esforços e perseverança.
Ofereça-me uma bengala e incentiva-me a usá-la, para não depender de bengalas humanas.
Ofereça-me apoio, e não ocupar-se por mim.
Ofereça-me amor apesar de minha diferença.
Mas não me ofereça superproteção, indiferença nem compaixão, porque são esforços inúteis.
Se me oferece tudo isso serei completamente feliz e poderei fazer felizes todos ao meu redor.
Dicas de leitura sobre o tema: http://www.fundacaodorina.org.br/

Traduzido por Marco Antonio de Queiroz do site argentino: Taller de Teatro para Actores Ciegos , infelizmente hoje já inexistente.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A Escola Inclusiva e seus benefícios

Adaptação Escolar – Fazendo da escola um novo mundo para a criança

ficar bem, que ele gosta de fato da sua escola.
Porém, cada caso é um caso, cada criança é única e vive essa fase de forma diferente.
Diante deste fato, é preciso ter paciência. Paciência para esperar que a criança viva, no seu ritmo, esta tão grande mudança em sua vida. É que na vida das pessoas nem sempre é fácil essa história de adaptar-se. Quando perguntam sobre o tempo que uma criança leva para acostumar-se à escola, nós, pedagogos, não podemos inventar dados. Acontece de tudo; as respostas são múltiplas: um dia, uma semana, algumas semanas, meses. O ambiente escolar é um mundo novo que se abre na vida de uma criança. Nele, o pequeno de dois anos não é mais o único a reinar. Encontrará outras crianças, de mesma idade, que disputarão os mesmos brinquedos, os mesmos adultos, os mesmos colos, as mesmas atenções, concorrendo com os mesmos gostos e caprichos e necessidades… O é meu, agora, não funciona mais como no ambiente familiar. É preciso aprender a dividir, a emprestar, a pedir emprestado, a respeitar o outro…
E ela chora, toma, bate, chama pela mamãe, porque não entende ainda as regras desse novo mundo.
Serão as primeiras lutas da vida social extrafamiliar que se inicia. Então, no processo de adaptação, podemos dizer que saber esperar e saber confiar são expressões verbais que trazem sucesso.
Saber esperar
Quando estamos diante de um problema, é sempre natural que a vida nos convide a fazer escolhas.
Ao longo de alguns anos favorecendo a adaptação de menininhos e menininhas na escola, vimos repetindo a comprovação de que saber esperar é uma virtude e tanto para qualquer educador. Da pedagogia logosófica colhemos, a esse respeito, a seguinte orientação muito explícita: Ao dizer paciência inteligente, referimo-nos à paciência ativa. Não a que induz a esperar passivamente, mas a que, além de infundir serenidade,torna o homem compreensivo,permitindo-lhe pensar com utilidade e proveito,como também estar atento a suas necessidades e deveres durante todo o tempo, curto ou longo, que compreende a espera.
Viver isso com olhos abertos permite ver bem, uma vez que, se o filho está recebendo carinho, se está tendo atividades corretamente planejadas, atendimento às necessidades básicas de sua faixa etária, tudo num ambiente muito adequado, o adaptar-se é só uma questão de tempo. Assim, saber esperar é saber colher os resultados na hora certa, preservando-se, por outro lado, de muitas aflições perfeitamente evitáveis.
Saber confiar
O papel dos docentes envolvidos é fundamental para que, aos poucos, com a ajuda que receba, com a observação que faça e com a experiência que viva no dia-a-dia da escola, a criança compreenda que naquele lugar há adultos confiáveis, que suas professoras  estão ali para ajudá-la a ser feliz no novo mundo. Mas uma confiança ainda maior, a que mais influencia em tudo, é a que a escola precisa receber dos pais. Professoras com experiência e paciência, atuando de acordo com a lei da repetição, haverão de explicar aos pais, uma e mil vezes, das mais variadas formas, tudo o que corresponde ao novo cenário, às novas circunstâncias. Pai que confia, e que confia porque constatou que pode confiar, sofre bem menos. É a confiança que surge do conhecimento.
Na medida em que os pais vão conhecendo a rotina que a criança tem na escola, as atividades que desenvolve e os profissionais que lidam com ela, essa confiança tende a se instalar. Mesmo quando o filho ou a filha esboçam alguma birrinha, externam uma reação negativa ou dizem que não gostam de ir à escola, pais que confiam sabem que, no fundo, tudo vai bem, que daqui a pouco eles já aprenderam, já se adaptaram, já estão gostando demais…
Dicas práticas para os pais
  • Explicar à criança que há um lugar chamado escola. A esse lugar vamos para aprender, brincar e encontrar outras crianças e adultos.
  • Dizer-lhe que à escola vamos com uma roupa diferente daquela que usamos no dia-a-dia ou para passear. Esta informação deixa claro que o uniforme é a roupa adequada para se ir àquele local de aprender e brincar.
  • Falar sobre a escola com os outros adultos, na frente da criança, apenas quando se tratar de aspectos positivos. Em caso de críticas, mesmo que formuladas com muita razão, é bom reservá-las para outro momento, longe da criança.
  • Nunca mentir para a criança, dizendo-lhe que não a levará para a escola quando a estiver levando. Mesmo diante de seu choro, mais benéfico para ela será saber que os pais lhe disseram a verdade.
  • Não se atrasar para buscá-la, após as aulas. Quando os pequenos percebem que os pais dos colegas estão chegando, a ansiedade costuma aumentar. Minutos significam horas para uma criança.
  • Lembrar sempre que o choro faz parte desse processo. Se os pais cedem, a adaptação pode ficar mais difícil, estendendo-se por um tempo mais longo.
  • Perguntar tudo o que quiser para a professora ou a coordenadora para que ela possa tirar todas as suas dúvidas. Se preciso for, agendar uma conversa mais demorada. Levar os pontos por escrito, não se esquecer de nada que queira ou precise saber.
  • Entregar a criança ao responsável por ela na escola e sair confiante de que ela ficará bem.
  • Perguntar à professora se poderá telefonar no meio do turno para saber notícias.
  • Enviar o bico, o bichinho de pelúcia, o paninho ou qualquer objeto de casa do qual a criança goste. Isso a reconforta.
  • Se a criança usar fralda, certificar-se de que será trocada.
  • Não introduzir mais novidades na vida da criança nesse período. Nada de mudar de mamadeira, tirar a fralda, trocar de babá. Já basta a escola. Daqui a pouco, já adaptada, ela suportará outras mudanças.
  • Observar a fisionomia da criança quando ela chegar perto dos coleguinhas, das professoras, do ambiente escolar. Ela pode ficar emburradinha com a professora, mas se desmanchar quando vir um colega. O importante é perceber onde estão os sinais de prazer, mesmo que pareçam camuflados.
  • É importante também entregar a criança à professora. Não esperar que ela retire seu filho dos seus braços. Pode até parecer a mesma coisa, mas não é. O filho confia nos atos dos pais. Quando percebe que eles o entregaram a alguém de forma tranquila, alguém que depois lhes devolverá o tesouro, a tendência é também ficar tranquilo.
Dicas para os docentes
  • Mais do que um técnico, seja um artista da informação. E um artista de cara sempre boa. Você acha que os pais já sabem tudo? Pois tenha esta certeza: eles não sabem. Explique, volte a explicar, faça-o de novo – e coloque-se sempre no lugar deles.
  • Combine com os pais horários especiais nesse período: a metade da turma vai nas primeiras horas e a outra metade nas horas finais. Isso garante atenção da professora a todos e não cansa as crianças num tempo grande demais.
  • Enfeite a sala, coloque iscas para as crianças. Caixas com brinquedinhos para serem descobertos, bacias com água para dar banho nas bonecas (água sempre acalma!), livrinhos espalhados, gravuras grandes e plastificadas num canto, bolas coloridas e de variados tamanhos, música suave, historinhas e… (não podia faltar!) um colinho sempre disponível.
  • Peça ajuda aos coordenadores. Aquela criança que está mais chorosa precisa de mais atenção. Muitas vezes, um passeiozinho pela escola pode tranquilizá-la. E é estratégico afastá-la nesse momento do conjunto, no esforço de manter a estabilidade do ambiente para os outros que já estão calmos.
  • E, por falar em ambiente, eis aqui seus secretos ingredientes: serenidade, suavidade, felicidade. Tudo o que combina com a delicada natureza infantil deve ser providenciado.
  • A criança nessa faixa etária brinca sozinha e quer tudo só para si. Redobre a atenção quando um se aproximar do outro. Brigas, tapas e mordidas são o meio de expressar que sua vontade é que deve prevalecer. Como sua linguagem ainda é insuficiente, ações corporais serão as mais usadas.
  • Prepare sempre uma novidade para o horário da chegada da criança. Vale um peixinho no aquário, um brinquedo colorido e diferente, uma cesta de frutas, telefones, óculos escuros, lenços, chapéus, etc.
  • Lembre-se de uma regra de ouro da Pedagogia Logosófica e, também nesse momento, ensine à criança com o seu exemplo: no tom de voz, na suavidade dos gestos, na alegria que alinhava todos os tempos e espaços… e, também, no planejamento impecável. Planeje muitas atividades, mais do que as necessárias para um dia, para que você jamais se veja apertada. E sucesso!
Fonte: PDD Pela paixão de educar e o desafio de inovar.