sábado, 20 de setembro de 2014

Acerte no Boliche

Objetivo: Perceber a importância do reaproveitamento dos materiais recicláveis para a confecção de brinquedos.

Orientação ao professor
Os benefícios do boliche para a aprendizagem
Além de divertido e interessante, o jogo de boliche é uma atividade que desenvolve várias habilidades, tornando-se um facilitador no processo de ensino/aprendizagem, pois:
  • Melhora o desempenho da estrutura psicomotora de base da criança.
  • Ativa a capacidade cognitiva e o raciocínio para contar e calcular distâncias.
  • Desenvolve a lateralidade da criança, aspecto que é muito bem trabalhado nesse esporte, pois pelas próprias características do jogo a criança tem que ir percebendo a diferença entre direita e esquerda.
  • Amplia a noção espacial, ajudando na sua estruturação, uma vez que requer do jogador noções de posição, direção, distância, tamanho, movimento.
Todos esses benefícios contribuem para que o aluno desenvolva bem a sua concentração e seu equilíbrio físico e emocional, para a tomada de decisão. Fatores esses que podem auxiliar e cooperar, de maneira satisfatória, para o desempenho da criança na escola.
Reaproveitamento do lixo
Reaproveitar os materiais que, normalmente, iriam para o lixo significa muito mais que apenas colaborar com a limpeza do meio ambiente. O reaproveitamento desses materiais, que em sua maioria são plásticos, metais, papel e vidro, faz com que haja economia de matéria-prima, de recursos naturais e de energia, além de tornar-se fonte de renda familiar.
A reutilização do lixo passou a ser uma das alternativas para a diminuição da degradação do meio ambiente. Por exemplo, as garrafas do tipo PET quando são recicladas, dão origem a outros materiais, como: solado de sapato, bolsas e acessórios, roupas e até mesmo bichos de pelúcia.
É possível desenvolver trabalhos de reaproveitamento dos resíduos sólidos, transformando-os com muita criatividade em peças decorativas e brinquedos. As crianças divertem-se, aprendendo a transformar a garrafa, o vidro, o papel e o metal em: vasos, cestas, cadeiras, mesas, móveis, jarras, carrinhos, bonecas, flores e outros objetos.
O reaproveitamento de material reciclável traz inúmeros benefícios para a cidade, desde a preservação do meio ambiente até a geração de renda para aqueles que aprendem a transformar o lixo em arte.  Além da conscientização ambiental, esse trabalho é uma oportunidade para estimular ainda mais a criatividade.
Procedimento
1. Explore, em uma roda de conversa com as crianças, a necessidade da separação do lixo e a importância da reutilização dos materiais.
2. Se sua escola ainda não tem, incentive os alunos a criarem uma campanha de coleta seletiva do lixo. O exercício inclui a criação de lixeiras coloridas, que podem ser confeccionadas em caixas de papelão.
3. Elabore com os alunos um cartaz contendo as seguintes orientações: os papéis na lata azul, os plásticos na lata vermelha, os metais na lata amarela e os vidros na lata verde. Para o lixo orgânico, separe recipientes diferenciados. A turma perceberá que pode ser um pouco difícil mudar os hábitos, mas terá uma oportunidade sem igual de aprender a exercer a cidadania.
4. Questione os alunos:
  • Que tipos de materiais são jogados no lixo da escola diariamente?
  • Que tipos de embalagens são utilizados nos produtos?
  • Quais os materiais que podem ser reaproveitados? Para quê?
  • É possível reduzir o lixo? De que maneira?
 Brincadeira – Acerte no Boliche
  • Acesse a brincadeira no portal.
Auxilie o aluno na confecção dos materiais, incentivando-os a decorarem as garrafas, trabalhando em equipe, sem perder de vista o objetivo principal que é a ideia do reaproveitamento do material utilizado, que até então viraria lixo.
Aproveite para usufruir dos espaços da escola, valorizando a instituição. Depois de terminada a confecção dos objetos, leve-os para brincarem com o brinquedo produzido por eles no pátio da escola ou na quadra, de preferência ao ar livre, para que fujam um pouco do ambiente fechado e usual de sala de aula.

A brincadeira proporcionará à criança maior habilidade motora, que será trabalhada tanto na produção do brinquedo quanto na execução da brincadeira. Além de despertar o instinto crítico e empreendedor, ao passo que estarão  colocando em prática o que aprenderam.

Como brincar de Amarelinha






Como funciona a amarelinha

A amarelinha é uma das brincadeiras de rua mais tradicionais do Brasil. Percorrer uma trajetória de quadrados riscados no chão de pulo em pulo tinha o nome “pular macaca” quando chegou aqui, com os portugueses, há mais de 500 anos. Hoje, em tempos de jogos eletrônicos, internet e televisão, surpreendentemente a brincadeira simples sobrevive firme e forte nos hábitos de milhões de crianças.


Uma pesquisa encomendada pela Unilever em 2006 mostrou que 44% dos nossos pequenos têm o costume de brincar de amarelinha, bambolê e pular corda, enquanto 38% brincam com videogame portátil ou ligado à TV.
Talvez seja pelo fato de a amarelinha ser tão fácil (e divertida) de brincar. Não são precisos aparelhos ou eletricidade, acessórios caros. Dá para pular dentro de casa, no quintal, na rua, na escola... Basta ter um pedaço de chão, algo para desenhar o riscado e um objeto pequeno para marcar as “casas”.
Sua capacidade de atravessar gerações e gerações pode ser creditada também ao fato de a brincadeira ser uma metáfora da vida: “atingir o céu, não cometer erros no percurso e sempre evitar o inferno”, descreve Renata Meirelles, autora do livro Giramundo.
Neste artigo, vamos conhecer alguns dos infinitos nomes da brincadeira e aprender diversas maneiras de se pular.

Espaço e materiais necessários

Onde brincar
Dá para pular amarelinha em qualquer trecho de piso plano (pode ser dentro de casa, na calçada, numa rua sem movimento).

Material necessário
Um giz para marcar asfalto ou gravetos, para chão de terra. Em pisos que não podem ser riscados (como o de casa), fita adesiva resolve o problema. Por fim, a brincadeira pede uma pedrinha, um caco ou outro objeto para ser colocado nas “casas” do desenho e aumentar o grau de dificuldade a cada etapa.

Como se brinca
O padrão é o seguinte: a pedra é lançada na primeira casa e o jogador deve percorrer o trajeto do traçado pulando (ora com um pé, ora com os dois), evitando o quadrado onde a pedra caiu. A sequência se repete enquanto a pedra avança de casa em casa e o grau de dificuldade aumenta.


Formas de brincar
Em cada canto do país, as crianças brincam de um modo diferente e chamam a brincadeira por nomes diferentes também. Veja a seguir algumas das formas de pular divididas pelo tipo de traçado.

• Traçado em linha

©2008 ComoTudoFunciona

Amarelinha (costume em São Paulo e Rio de Janeiro)

Desenhe no chão um diagrama com quadrados, intercalando quadrados solitários com duplas e numerando cada um de 1 a 10. No topo, faça uma meia-lua – este será o "Céu". Antes da casa número 1, outra meia-lua: o "Inferno".

Comece a brincadeira atirando a pedrinha na casa 1. Pule a casa 1 e vá passando todas as outras casas. Seu objetivo será passar por todas as outras casas (pisando com apenas um pé nas únicas e com os dois nas duplas) até chegar no Céu, onde pisará com os dois pés. De lá, retorne do mesmo jeito, só que, dessa vez, pare antes da casa 1 e, com apenas um pé no chão, se abaixe para pegar a pedrinha e pule em direção ao início do jogo. Cuidado para não cair no Inferno!

Recomece jogando a pedra na casa 2 e assim por diante, pulando sempre a casa onde está a pedra. Se você errar a mira e a pedrinha cair fora da casa certa, perde a vez. Isso também acontece com quem pisar no inferno, colocar os dois pés no chão nas casas únicas ou na hora de recolher a pedrinha que estiver em casa dupla.


Macaca (costume no Acre, Pará, Amapá, Ceará, Rio Grande do Sul e Piauí)

O diagrama da macaca é parecido com o da amarelinha. Mudam basicamente duas coisas: o desenho começa com duas casas únicas, o Céu é dividido em "Lua" e "Estrela" e não há Inferno.

A brincadeira é muito popular nos Estados do Norte do Brasil, onde, em vez de usar uma pedra, as crianças usam um saquinho cheio de terra chamado “patáculo”, segundo Renata Meirelles, autora do livro "Giramundo". Cada participante tem seu próprio patáculo, que é guardado em pequenos quadrados desenhados ao lado da primeira casa do diagrama.

© 2008 ComoTudoFunciona

Para começar, o jogador lança o patáculo na primeira casa e segue o percurso pisando com apenas um pé nas casas únicas e com os dois nas duplas (um em cada uma) até chegar ao Céu. Na volta, apanha o saquinho. A seqüência se repete em todas as casas, inclusive na Lua e na Estrela.

Se colocar o pé no chão na hora errada, perde a vez e seu patáculo fica no lugar onde foi deixado. Nenhum dos jogadores poderá pisar naquela casa. Com o passar do tempo, os patáculos vão se acumulando, e o jogo fica mais difícil.

Quem completar todo o ciclo vai para o Céu, vira de costas e joga o saquinho para trás sem olhar. A casa onde ele cair (se conseguir cair dentro de alguma) passa a ser “propriedade” daquele jogador. Isso quer dizer que ninguém mais além dele poderá pisar naquela casa.

Esse jogador recomeça a brincadeira, dessa vez pulando com um pé só em todas as casas e, depois de completar essa etapa, faz o mesmo pulando com os dois pés juntos.


Cademia (costume em Pernambuco)

O desenho do “tabuleiro ” da cademia tem um Céu, uma casa dupla chamada "asa" e algumas casas únicas.

A primeira parte da brincadeira é igual à da amarelinha tradicional com a diferença que, quando terminar a última volta com a pedra na "Goga", a criança deve jogar a pedra no Céu e contorná-lo com um pé só antes de voltar ao início.

© 2008 ComoTudoFunciona

Passada esta fase, chega o momento de repetir a brincadeira, só que levando a pedra (sem deixar cair) em partes do corpo: sobre o peito do pé, as costas da mão e, por último, na testa. Esta é a mais difícil, porque, para não derrubar a pedra, o jogador não pode olhar para baixo – e corre risco maior de pular fora das casas.

Terminadas as etapas, o jogador vai para atrás do Céu e, de costas para o riscado, joga a pedra por cima da cabeça. A casa onde ela cair será sua. Ele a marca escrevendo seu nome, de forma que nenhum outro jogador poderá pisar nela mais. Quanto mais gente chegar a essa etapa, mais difícil fica a brincadeira.


• Traçado de quadrado

Cademia do pão-doce (costume em Pernambuco)

Desenhe um diagrama como o da figura abaixo : um retângulo com seis casas dividas em duas fileiras de três e uma área oval no topo, que será o Céu.

Assim como na amarelinha, a brincadeira começa com o primeiro participante jogando uma pedrinha na primeira casa. Sem pisar na casa com a pedra, ele tem que pular em um pé só de uma casa para outra, seguindo a seqüência de uma fileira e depois voltando na do lado. A seqüência se repete até que a pedrinha tenha passado por todas as casas.

© 2008 ComoTudoFunciona

O próximo passo é jogar a pedra no Céu. O caminho fica mais longo agora: quando chegar na terceira casa, o jogador deve contornar, ainda com um pé só, a área do Céu e depois continuar o percurso comum.

Quando completar essas sete etapas, ele ganha uma casa, onde deixa um objeto e só ele pode pisar nas próximas rodadas.

A brincadeira pode ter alguns “descontos” se os jogadores quiserem. Isso se chama jogar “no mole”. Eles podem desenhar uma “pegada” na primeira casa para encaixar o pé e facilitar o lançamento da pedra nas casas mais afastadas ou no “Céu”. Outra opção é criar uma área lateral que serve como estepe para os jogadores usarem quando tiverem que pular uma casa que já tenha “dono”.


Amarelinha do caco (costume em Pernambuco)

©2008 ComoTudoFunciona

O diagrama é formado por um quadrado, com um “x” no meio (formando quatro casas), uma área em meia-lua no topo (o “Céu”) e um quadrado menor na outra extremidade (a casa 1).

A brincadeira começa com o primeiro jogador lançando uma pedrinha (ou um caco de telha) na primeira casa. Um dos pés servirá para pular. Com o outro, que não deve encostar no chão, o jogador chuta a pedrinha de casa em casa até completar o circuito.

Cuidado: os dois pés não podem tocar o chão ao mesmo tempo (quem precisar de um descanso, pode fazer isso no Céu) e não deve chutar a pedra forte demais, senão ela pode cair fora dos limites da casa ou pular alguma (da 3ª para a 5ª casa sem passar pela 4ª, por exemplo) ou ainda ficar em cima de uma das linhas. Essas situações fazem o jogador perder a vez.

A próxima fase é percorrer todo o trajeto pulando em um pé só e carregando a pedra em diferentes partes do corpo: na cabeça, sobre o joelho, o ombro, no pé etc.


• Círculo


2008 ComoTudoFunciona

Caracol (costume em todo país)

Trace no chão uma grande espiral, começando do meio para fora e divida o interior em “casas”, como na figura abaixo . No centro, fica o Céu.

O número de casas é decidido pelos jogadores no início. Quanto mais longo o caracol, mais difícil fica a brincadeira.

O objetivo é percorrer, pulando num pé só, todas as casas até chegar no Céu, onde se pode colocar os dois no chão. Depois de um breve descanso, o jogador volta do mesmo jeito, pulando a casa onde está a pedra na ida, e pegando a pedra na volta. Se conseguir fazer todo o percurso sem encostar os dois pés no chão (exceto quando está no Céu), ele “ganha” uma casa de sua escolha. Ele fará um desenho nela e, a partir daí, só ele poderá pisar naquela casa. As outras crianças deverão pular essa casa. A brincadeira vai ficando mais e mais difícil à medida que as crianças vão conquistando novas casas.


Curiosidades

Os nomes da brincadeira

Sabe como se chama amarelinha em cada região do país? Academia (RN e PB), avião (AL e RJ), boneca (PI), cademia (PE), cancão (MA), macacão (SE), macaco (BA), pula-pula (PB), amarelinha (SP e RJ), maré (RJ e RS), quadrinhos (PB), queimei (SC), sapata (RS), casco (RJ), amarelas (RJ e MG), casa de boneca (CE), céu e inferno (PB e PR), macaca (AC, PA, AP, CE, RS e PI).


Não é só no Brasil que se brinca de amarelinha. Nos EUA, a brincadeira é chamada de hopscotch; em Portugal, macaca; na França, marelle, que, adaptado ao português, deu origem ao nome “amarelinha”. Nos países da América Latina, os nomes mais comuns são coroza, golosa e rayuela.

Versão moderna

Apesar de a amarelinha ser brincada, geralmente, em ruas e pátios escolares, hoje em dia dá para brincar até dentro de casa e em sala de aula sem ter que riscar o chão. Diversas empresas de brinquedos oferecem tapetes com o riscado da amarelinha.

A amarelinha e as religiões

Enquanto Renata Meirelles aponta elementos cristãos na essência da brincadeira, Rodolfo Domenico Pizzinga, mestre em Educação e doutor em Filosofia, defende que a amarelinha ajuda a transmitir às crianças a mensagem da cabala judaica, já que o riscado se assemelha à Árvore Sefirótica, um diagrama de “emanações” conhecidas como "sefirots" que representam os elementos relacionados à criação do mundo.


Fonte
• MEIRELLES, Renata in Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2007.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Tabuada Concreta


A tabuada é um tipo especial de tabela, que no Ensino Fundamental I, está associada à memorização de fatos aritméticos e, de todas as operações, em especial, dos fatos da multiplicação.
Um dos fatores da criança não gostar da tabuada é que ela sempre foi um aprendizado mecânico. Tinha-se que decorar a tabuada inteira e pronto. Os professores não faziam com que os alunos entendessem o processo, exigiam apenas a memorização.
Todo esse processo de decorar acaba sendo cansativo para o aluno. E é normal que ele acabe ficando com uma birra por causa da tabuada; é um processo de decoração e não de entendimento.
Existem técnicas que ensinam a tabuada sem ser na base da decoração. Se o aluno entender todo o processo, a tabuada deixará de ser a vilã do ensino. A pressão também colabora para que ele não goste naturalmente da tabuada. 
O método mais fácil de fazer com que a criança goste da tabuada é fazer com que ela não decore, e sim aprenda. Ela precisa entender o que isso significa e porque é usado.
Os recursos concretos ilustram a explicação do professor e assim, facilitam a compreensão.
Com a tabuada concreta é possível trabalhar com a multiplicação, utilizando a quantidades de tampinhas vezes a quantidade de potes, vai se obter o resultado da multiplicação. Exemplo: se tenho 5 potes e cada um tem 4 tampinhas no total terei 20 tampinhas. Na divisão é só fazer o inverso da multiplicação, exemplo: se eu tenho 20 tampinhas e as divido em 5 potes terei como resultado 4 tampinhas em cada pote. Na adição é só utilizar o princípio da junção das tampinhas e na subtração retirá-las de uma quantidade.
Na Educação Infantil, esse material pode ser utilizado com outras finalidades como: seleção, ordenação e identificação de cores ou quantidades. É possível também organizar uma sequência numérica, colocando em cada pote uma quantidade de tampinhas de forma crescente de 1 a 10, por exemplo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Lidando com a heterogeneidade no ambiente escolar


Promover a autoconfiança implica na obtenção de excelentes resultados


Dentre os vários obstáculos que permeiam o cotidiano profissional de todo educador, está a incumbência de conviver com a heterogeneidade dentro da sala de aula. 

E para que essa relação torne-se saudável, é necessário estabelecer vínculos afetivos de modo a promover a reciprocidade. Para isto, o educador deve dispor de habilidades que supram os entraves que inegavelmente decorrem da convivência entre seu público-alvo, procurando não fazer desses uma barreira mediante as atitudes manifestadas. 

O fato reside-se na questão de que, como seres humanos, os alunos são singulares não somente no que se refere à personalidade, mas também porque são oriundos de uma convivência extraclasse, proveniente de uma vivência familiar e social.

Esta, por sua vez, exerce um papel de extrema influência diante de sua conduta. Portanto, cabe ao educador saber lidar com a situação. 

A referida heterogeneidade manifesta-se de várias maneiras: existe aquele aluno apático, portador de uma baixa autoestima, como também existe aquele que, por um motivo ou outro, destaca-se de maneira negativa com o objetivo de ser o “alvo” das atenções. 

Tais problemas, sejam de ordem afetiva ou cognitiva, terminam por corromper o ensino-aprendizagem, resultando numa espécie de rotulação por parte dos colegas e muitas vezes do professor. 

Portanto, cabe ao educador investigar as possíveis causas deste comportamento, realizando um trabalho contínuo e sistemático no objetivo de sanar ou amenizar a dificuldade. Entre os desafios, destacam-se: 

# Promover a interação entre os colegas através das dinâmicas em grupo, estimulando a boa convivência, procurando sempre respeitar as diferenças. 

# Proporcionar atividades diversificadas nas quais os alunos terão a oportunidade de demonstrar suas habilidades múltiplas, ou seja, dramatização, concurso de poesias, como também procurando despertar novos talentos, como é o caso da aptidão para a música, manuseio com instrumentos musicais, dança, entre outros. 

# Em relação àquele aluno inquieto, arrogante e indisciplinado, torna-se interessante elevar a autoconfiança despertando o sentimento de capacidade, fazendo com que o mesmo sinta-se útil, apto a tomar decisões perante um determinado problema apresentado na sala de aula ou no próprio colégio. Por mais que pareça complicado, um bom exemplo é elegê-lo como representante de sala. 

Desta maneira, o instinto arrogante transformar-se-á em um sentimento de autonomia, contribuindo, portanto, para o bom relacionamento no ambiente escolar. 

Estas são medidas que poderão contornar uma situação-problema, embora muitas vezes a mesma extrapole o âmbito de atuação por parte do professor, sendo necessária a intervenção da própria família e, se for o caso, de profissionais capacitados em lidar com o tipo de problema em questão.



Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO DA CRIANÇA DENTRO DO CONTEXTO ESCOLAR.

A falta de influência da família na educação da criança é uma das principais causas da dificuldade da maioria delas na aprendizagem. Lembrar a família desta responsabilidade é fazê-la acreditar que sem sua participação a criança não teria uma educação adequada, já que neste papel a família é fator imprescindível.  Nesta responsabilidade que compete à família estão incluídos os mais importantes e principais papeis. Se observarmos bem, são em muitas as áreas em que a criança precisa de orientação familiar para melhor se socializar e se formar; e para que isso aconteça, a família deve estar preparada e não fugir desse papel que lhe compete, transferindo à escola toda a responsabilidade. 
É necessário que a família encontre tempo para momentos de interação com a criança sem fugir de sua responsabilidade maior de educá-los preparando-os como bons cidadãos para atuar na sociedade. Esse trabalho pode ser feito não só em casa, mas também durante os passeios em família, desde que assim lhe convenha. A criança como todo ser humano tem também suas fazes e sempre haverá aquela fase em que, em alguns momentos, elas farão muitas interrogações seguidas de: Como? Por quê? E Pra quê? Por conseguinte se esta família não dispuser de tempo, estrutura familiar, educacional e psicológica para responder de forma adequada e precisa, poderão trazer consequências que comprometem a formação e socialização desta criança, isso porque o mundo globalizado em que ela passará a viver conduzi-la-á a perguntas básicas acima citadas. 
A escola, também trará o seu papel na formação da criança. Ela apresentará informações fundamentais e importantes. E ainda que ela cumpra com a sua responsabilidade no que diz respeito ao seu papel, haverá sempre lacunas, que provavelmente só serão preenchidas com a influência da família. Esta nunca perderá o seu papel principal, ainda que não consiga atingir seu objetivo por não dispor de tempo ou não o deseje fazer por não ter que abrir mão de algumas outras prioridades. 
Portanto é importante salientar que a família e a escola deverão sempre permanecer juntas no processo de educação da criança, mas, que para a família haverá sempre os maiores e mais complexos papeis para desempenhar na vida delas, porem mais significantes. Além do principal papel da família no que diz respeito à educação familiar, está inserido outros grandes papéis que são imprescindíveis na vida da criança como filho, e como  educando. São múltiplos os papéis da família na vida da criança, mas queremos apenas ressaltar dois principais papéis que são os de educador na família e na escola no que compete à formação aos assuntos específicos contidos no programa escolar e o de mediador na formação de caráter moral e civil da criança como cidadão capaz de atuar na sociedade. 

Por Edijane Gomes.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ensinando seu Filho a Lidar com a Frustração

Ensinando seu Filho a Lidar com a Frustração


A frustração está presente nas nossas vidas desde criança e é importante que os pequenos aprendam a lidar com ela desde cedo, para que se tornem adultos mais maduros e capazes de enfrentarem seus medos. Por isso, a Todolivro trouxe algumas dicas para você ajudar o seu filho a lidar com esse sentimento.
- Quando posso ajudar meu filho a evitar as decepções e quando não devo fazer isso?
Em situações que envolvem o estudo você pode ajuda-lo a evitar as decepções. Se o seu filho não estudar e não se empenhar, vai ir mal na escola. Por isso, você pode ajuda-lo incentivando-o e orientando-o para que ele tenha um bom desempenho. Porém, quando vocês jogam algum jogo, evitar a decepção é uma má decisão. Por menor que o seu filho seja, deixa-lo ganhar o jogo não é algo que se deve fazer, pois ele precisa aprender a ganhar e perder.
Você também não deve dar tudo que ele quer, na hora que ele quer. Saber esperar é necessário. Logo cedo as crianças aprendem o que mais incomoda os adultos para manipula-los, como recusar-se a comer, bater a cabeça ou chorar e você precisa se policiar para não ceder as manipulações dos seus filhos.
- Por que não devo deixar meu filho ganhar ou facilitar o jogo para ele?
A criança precisa aprender que perder traz uma sensação ruim e é frustrante, mas que passa e sempre existe a oportunidade de tentar novamente. Se você o deixa ganhar ou facilita o jogo, ele vai acreditar que sempre irá ganhar, independente da situação. Mas é necessário ensiná-lo que ganhar depende de sorte ou estratégias de jogos e que, se ele perder, você estará ali para ajuda-lo a suportar a frustração.
- É importante ensinar a perder. E a ganhar?
Sim! Ganhar gera uma sensação de felicidade e contentamento consigo mesmo e não há problema algum com isso. Mas a criança precisa saber que zombar o adversário e colocar-se acima dele não são comportamentos aceitáveis ao vencer algum jogo e que isso cria uma situação desconfortável para quem perdeu, além de tornar a experiência do adversário muito pior. Comemorar sua vitória pode, mas sem desvalorizar o colega.


Fonte: Educar para Crescer

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Brinquedos, brincadeira e jogo.


Em todos os tempos, para todos os povos, os brinquedos evocam as mais sublimes lembranças. São objetos mágicos, que vão passando de geração a geração, com um incrível poder de encantar crianças e adultos. (VELASCO, 1996)

Diferindo do jogo, o brinquedo supõe uma relação intima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regras que organizam sua utilização. (KISHIMOTO, 1994)

O brinquedo contém sempre uma referência ao tempo de infância do adulto com representações vinculadas pela memória e imaginações. O vocábulo “brinquedo” não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do jogo, pois a criança e tem uma dimensão material, cultural e técnica. Enquanto objeto, é sempre suporte de brincadeira.

O brinquedo é a oportunidade de desenvolvimento. Brincando, a criança experimenta, descobre, inventa, aprende e confere habilidades. Além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporcionam o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da concentração e da atenção.

O brinquedo traduz o real para a realidade infantil. Suaviza o impacto provocado pelo tamanho e pela força dos adultos, diminuindo o sentimento de impotência da criança. Brincando, sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo desenvolvidas. A qualidade de oportunidade que estão sendo oferecidas à criança através de brincadeiras e de brinquedos garante que suas potencialidades e sua afetividade se harmonizem.

Para Vygotsky (OLIVEIRA, DIAS, ROAZZI, 2003), o prazer não pode ser considerado a característica definidora do brinquedo, como muitos pensam. O brinquedo na verdade, preenche necessidades, entendendo-as como motivos que impelem a criança à ação. São elas exatamente que fazem a criança avançar em seu desenvolvimento.

A brincadeira é alguma forma de divertimento típico da infância, isto é, uma atividade natural da criança, que não implica em compromissos, planejamento e seriedade e que envolve comportamentos espontâneos e geradores de prazer. Brincando a criança se diverte, faz exercícios, constrói seu conhecimento e aprende a conviver com seus amiguinhos.

A brincadeira transmitida à criança através de seus próprios familiares, de forma expressiva, de uma geração a outra, ou pode ser aprendida pela criança de forma espontânea (MALUF, 2003).

É a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras de jogo, ao mergulhar na ação lúdica. Pode-se dizer que é o lúdico em ação. Dessa forma brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com a criança e não se confundem com o jogo (KISHMOTO, 1994).

Para a criança, a brincadeira gira em torno da espontaneidade e da imaginação. Não depende de regras, de formas rigidamente estruturadas. Para surgir basta uma bola, um espaço para correr ou um risco no chão (VELASCO, 1996).

Segundo Vygotsky, a brincadeira possui três características: a imaginação, a imitação e a regra. Elas estão presentes em todos os tipos de brincadeiras infantis, tanto nas tradicionais, naquelas de faz-de-conta, como ainda nas que exigem regras (BERTOLDO, RUSCHEL, 1991, p. 99).

A brincadeira não é um mero passatempo, ela ajuda no desenvolvimento das crianças, promovendo processos de socialização e descoberta do mundo (MALUF, 2003).

O jogo pode ser visto como: resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social; um sistema de regras e um objeto.

No primeiro caso, o sentido do jogo depende da linguagem de cada contexto social. Enquanto fato social, o jogo assume a imagem, o sentido que cada sociedade lhe atribui. É este aspecto que nos mostra porque, dependendo do lugar e da época, os jogos assumem significações distintas.

No segundo caso, um sistema de regras permite identificar, em qualquer jogo, uma estrutura sequencial que especifica sua modalidade. Tais estruturas sequenciais de regras permitem diferenciar cada jogo, ou seja, quando alguém joga, esta executando as regras do jogo e, ao mesmo tempo, desenvolvendo uma atividade lúdica. O terceiro sentido refere-se ao jogo enquanto objeto.

Os três aspectos citados permitem uma primeira compreensão do jogo, diferenciando significados atribuídos por culturas diferentes, pelas regras e objetos que o caracterizam.

Através do jogo a criança: libera e canaliza suas energias; tem o poder de transformar uma realidade difícil; propicia condições de liberação da fantasia; é uma grande fonte de prazer. O jogo é, por excelência, integrador há sempre um caráter de novidade, o que é fundamental para despertar o interesse da criança. À medida que joga ela vai conhecendo melhor, construindo interiormente o seu mundo. Esta atividade é um dos meios propícios à construção do conhecimento.