segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O jogo no processo de aprendizagem


O brincar e o jogar são atos indispensáveis à saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer povo desde o mais remoto tempo. Através deles, as crianças desenvolvem a linguagem, o pensamento, a socialização, a iniciativa e a autoestima, preparando-se para ser um cidadão capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor. O jogo, nas suas diversas formas, auxilia no processo ensino-aprendizagem, tanto no desenvolvimento psicomotor, isto é, no desenvolvimento da motricidade fina e ampla, bem como no desenvolvimento de habilidades do pensamento, como a imaginação, a interpretação, a tomada de decisão, a criatividade, o levantamento de hipóteses, a obtenção e organização de dados e a aplicação dos fatos e dos princípios a novas situações que, por sua vez, acontecem quando jogamos, quando obedecemos a regras, quando vivenciamos conflitos numa competição, etc. (CAMPOS, 1985, p125)

Segundo PIAGET (1967) citado por, “o jogo não pode ser visto apenas como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral”. Através dele se processa a construção de conhecimento, principalmente nos períodos sensório-motor e pré-operatório. Agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas, estruturam seu espaço e seu tempo, desenvolvendo a noção de casualidade, chegando à representação e, finalmente, à lógica. As crianças ficam mais motivadas para usar a inteligência, pois querem jogar bem, esforçam-se para superar obstáculos tanto cognitivos como emocionais.

O jogo não é simplesmente um “passatempo” para distrair os alunos, ao contrário, corresponde a uma profunda exigência do organismo e ocupa lugar de extraordinária importância na educação escolar. Estimula o crescimento e o desenvolvimento, a coordenação muscular, as faculdades intelectuais, a iniciativa individual, favorecendo o advento e o progresso da palavra. Estimula a observar e conhecer as pessoas e as coisas do ambiente em que se vive. Através do jogo o indivíduo pode brincar naturalmente, testar hipóteses, explorar toda a sua espontaneidade criativa. O jogo é essencial para que a criança manifeste sua criatividade, utilizando suas potencialidades de maneira integral. Somente sendo criativa que a criança descobre seu próprio eu (TEZANI, 2004).

O jogo é mais importante das atividades da infância, pois a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar para manter seu equilíbrio com o mundo. A importância da inserção e utilização dos brinquedos, jogos e brincadeiras na prática pedagógica é uma realidade que se impõe ao professor. Brinquedos não devem ser explorados só para lazer, mas também como elementos bastantes enriquecedores para promover a aprendizagem. Através dos jogos e brincadeiras, o educando encontra apoio para superar suas dificuldades de aprendizagem, melhorando o seu relacionamento com o mundo. Os professores precisam estar cientes de que a brincadeira é necessária e que traz enormes contribuições para o desenvolvimento da habilidade de aprender e pensar. (CAMPOS, 1985, p115)

domingo, 7 de setembro de 2014

Por que jogar em sala de aula?

Há quem pense que os Jogos de Damas (entre outros) são apenas uma distração, mas eles são uma importante atividade intelectual para ativar o raciocínio lógico. De acordo com muitos estudiosos esta atividade favorece o desenvolvimento mental dos estudantes, a concentração, a memória e, além de ser uma atividade prazerosa.

Tive a oportunidade de experimentá-lo em sala de aula durante um dia com baixa frequência. 
Apesar de nossos jovens estarem no fascínio dos jogos virtuais, meio que na contramão, entrei em sala com os tabuleiros em mãos e convidei meus alunos para jogarem. Surpreendi-me quando todos aceitaram a formar duplas e começaram a jogar.






Muitos desses alunos não gostam de matemática e não conseguem se concentrar durante as aulas, entretanto estavam todos quietos, concentrados e motivados a ganhar do adversário. Se minhas aulas de matemática muitas das vezes não os estimulam adequadamente, naquele momento percebi que um jogo tão secular estava colaborando para a atenção e concentração dos alunos e, também para a satisfação pessoal daqueles que em várias partidas foram vitoriosos(inclusive vencer a professora).

Sob um olhar pedagógico é inegável que essa atividade desenvolve muitas das habilidades que são necessárias para um bom aprendizado:
  • tomada de decisões
  • raciocínio na busca de soluções
  •  prever situações futuras
  • criar várias alternativas para uma única finalidade
  • capacidade de concentração
  • rapidez no raciocínio


Para aqueles que ainda não acreditam no potencial pedagógico deste jogo, faça um teste em sala de aula!

Fonte: Matemática Planetária. 

RECONHEÇA OS SINAIS DE DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM DO SEU FILHO

Observar como a criança faz as lições de casa e o que diz sobre a escola ajuda a identificar problemas sérios.


É possível perceber desde cedo se seu filho tem dificuldades escolares ou algum transtorno mais sério. Se a criança está indo mal na escola, o primeiro passo é conversar com os professores, para saber se os problemas de aprendizado são pontuais ou já persistem há algum tempo.
Outra ação, recomenda Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina, é checar se a visão e audição da criança estão bem. “Quem não enxerga o que está na lousa e nos cadernos ou não ouve a professora não aprende.” Eliminando a chance de algum problema sensorial, é hora de buscar indícios de distúrbios de aprendizado.
Confira algumas dicas:
> O primeiro e mais claro sinal de dificuldades escolares ou transtornos é o baixo desempenho na escola. Procure saber se seu filho está sempre atrás em relação aos colegas, tem notas muito baixas ou não consegue aprender conteúdos básicos.
> A criança que tem desempenho médio, mas realiza um esforço extraordinário ou faz tudo com lentidão acentuada também deve ser observada. 
> Fique de olho se há quedas inesperadas no desempenho. Alunos com leves problemas no processamento de informações, por exemplo, podem aprender a ler, mas têm dificuldades quando as exigências em torno da compreensão de leitura aumentam. 
> Seu filho enrola ao máximo para começar a fazer a lição de casa? Pode ser uma forma de se poupar de fazer tarefas que são penosas ou impossíveis. 
> Observe ainda se seu filho faz lições com pressa, deixando-as incompletas. 
> Reclamações de cansaço, dor de estômago e outros incômodos para não ir à escola podem indicar desconfortos relacionados ao estresse. 
> Queixas gerais sobre a escola, como dizer que os colegas são chatos, que a professora é injusta, também devem ser observadas. 
> Se seu filho se queixa de que as lições são muito difíceis ou que as aulas são entediantes, ele pode estar com dificuldades para acompanhar a turma. 
> Dependendo do temperamento da criança, as dificuldades de aprendizagem podem ter reflexos no comportamento e em seu humor. Problemas como medo, raiva ou ansiedade excessivas devem ser investigados, assim como atitudes antissociais e escapistas. 
> Perda de confiança e de autoestima são os “efeitos colaterais” mais comuns de dificuldades de aprendizagem. Estudantes com baixo desempenho a longo prazo tendem a se ver como incapazes de aprender. Fique atento quando ouvir de seu filho frases como: “Sou burro mesmo”, “Não tenho jeito”, “Não consigo fazer nada direito”. 

Fontes: Sandra Torresi, da Universidade de Morón, e o livro “Dificuldades de Aprendizagem de A-Z: Guia Completo para Educadores e Pais”, de Corine Smith e Lisa Strick (Ed. Penso). 

Tangram em sala de aula: modelos para imprimir


O Tangram é uma atividade maravilhosa, que desenvolve o raciocínio e a criatividade.

É um quebra-cabeça composto por 7 peças geométricas. Para jogar, basta formar objetos, animais, etc., com as 7 peças, sem deixar sobrar nenhuma. Quanto mais a pessoa joga, mais habilidosa fica, uma vez que vai desenvolvendo estratégias que vão sendo aproveitadas na composição seguinte.
Há várias formas de trabalhar o tangram, sem restringi-lo ao conteúdo de Figuras Geométricas.
A criança ou o jovem, ao receber o modelo, procura reproduzi-lo, com as peças do tangram.
Sugiro que, após a montagem do desenho, o participante faça uma cópia dele e crie sobre este esboço, complementando com cores, aplicação de tecidos, texturas e formas, de acordo com a necessidade da atividade.
Há vários sites que disponibilizam as peças para impressão. Você pode imprimir e fazer cópias para cada participante. 
Você também pode fazer um tangram gigante com emborrachado para montar no chão, coletivamente. Esta variação, além de integrar a turma, possibilita uma descontração maior e um aprendizado coletivo.
Veja a seguir alguns modelos para imprimir:

Libere a criatividade e se inspire!

Fonte:Educadores de Sucesso

Crises de birra

Crises de birra: o que eu faço agora?
Essa cena, mamãe, você certamente já deve ter presenciado: seu filho esperneia e faz birra em algum lugar público, na maioria das vezes por um motivo aparentemente fútil. Choro, chutes, gritos, xingamentos e atiramento ao chão são as reações mais comuns. Você não sabe onde esconder o rosto.
A grande dúvida dos pais é o que fazer quando a criança começa com uma crise de birra. Só que vamos puxar para uma outra questão: o porquê das crises de birra acontecerem.
Se for a primeira vez que isso ocorre, a criança pequena ainda não sabe lidar com grande parte de seus sentimentos, principalmente no que diz respeito à frustração. Ela não consegue expressar isso através da linguagem e age na forma de birra. Cabe aos pais continuar firmemente em sua opinião e não ceder às vontades da criança.
Mas é num gesto teoricamente de carinho que pode servir de entrada para uma criança “pentelhinha”. O “teatrinho” em lugar público acontece em grande parte em razão do sim dos pais às vontades da criança.
Os pais dão ao filho o controle de toda situação e a criança não é capaz de lidar com todo esse controle. Cada vez que ouvirem um não, as crianças agirão sempre da mesma forma, pois sabem que dessa maneira conseguirão o que querem.
De quem é a culpa? - Pais, será que não são vocês o culpado por uma atitude malcriada de seu filho? O sentimento de por trabalhar fora e ter pouco tempo com os filhos fazem os pais serem permissivos demais. Essa culpa dos pais pode formar crianças sem limites, autoritárias e chatas, sem saber lidar com as frustrações da vida.
Comodidade ou pais que não tem paciência preferem ceder aos desejos do filho a que ter que arcar com a frustração da criança de levar um não. É muito mais fácil fazer as vontades da criança do que impor limites.
Apesar de resistente às regras, a criança precisa delas para crescer e se sentir segura. Essa regra deve ser imposta de um mesmo modo. O certo e errado ficará confuso quando a mãe disser sim e o pai, não. A criança percebe esse desequilíbrio e sempre recorrerá àquele que vai ceder ao seu desejo. Deve haver um consenso entre os pais, um não deve desautorizar o outro.
Sinais de um “cri-cri” - Esse comportamento pode aparecer na escola, onde a criança poderá ter problemas de relacionamento com os outros coleguinhas por ser muito mandona ou, ainda, os pais perceberão que na escola o filho é um “santinho”, pois lá existem regras a serem seguidas e em casa são desobedientes e autoritários devido à falta de limites.
Outra questão é querer proteger a criança de qualquer perda, tristeza ou frustração. Assim, quando os pequenos entram em contato com algum desses sentimentos, pois não ficarão para sempre debaixo da proteção dos pais, não sabem suportar a situação e lidam de um modo exagerado.
Nem tudo o que é radical é bom. Pais muito autoritários, por exemplo, acabam gerando filhos tímidos e com pouca criatividade. O bom senso e o meio termo dos pais é o que vai contar.
Quando tem uma crise de birra, criança mal consegue ouvir o que lhe dizemos e muito menos compreender. Os pais devem ser firmes com o filho e jamais ceder ou bater na criança. Bater gera mais raiva e medo e o que os pais devem querer e saber tirar de uma criança é o respeito. Ninguém disse que seria fácil ser mãe, que o diga uma criança birrenta.
Dicas
Pais são pais e não amigos. Podem ser pais amigos, mas nunca devem deixar de ser pais. Sempre existe uma vovó ou um vovô para satisfazer as crianças, seja como for. Ainda bem!
Brinquedo é diferente de brincadeira. A criança precisa de brincadeira com os pais e não que os pais comprem um brinquedo. É através da brincadeira que os pais impõem limites, dão carinho, atenção e amor.
Até os três anos de idade a criança entende mais uma a ação do que uma ordem. Quando disser “não mexa” também retire a mão da criança do lugar inadequado.

Bruno Rodrigues

Agressividade na infância: até que ponto é normal?

Fragilidade e insegurança. Esses são os dois principais motivos que ocasionam comportamentos agressivos por parte das crianças, podendo resultar em ferimentos nela própria e em outras pessoas. Situações como o nascimento de um novo bebê na família, separação dos pais ou então a perda de algum parente próximo contribuem para a mudança repentina na maneira de agir do filho.
"As crianças são totalmente emocionais e pouco racionais. Por não saberem lidar com alguns sentimentos, podem expressá-las por meio de atos agressivos", explica a especialista em psicologia clínica para crianças e adolescentes, Keila Gonçalves.
Sabe-se, no entanto, que a agressividade não é um traço de personalidade. Se seu filho está agressivo, certamente ele está sendo influenciado pelo cotidiano familiar e, em menor escala, por fatores externos, como a televisão, amizades, entre outros.
Segundo Keila Gonçalves, os pais devem ficar preocupados quando as atitudes perturbadoras se tornam prolongadas. "Algumas vezes, as crianças apresentam uma agressividade não apenas transitória, mas permanente, ou seja, parecem estar sempre provocando situações de briga. Este é o momento de entrar em ação".
Observar muito bem cada atitude e manter o diálogo são os primeiros passos para descobrir a causa o problema. Muitas vezes, o pequeno da família pode estar vivendo situações de conflito, seja em casa ou na escola, que o faça desempenhar algum tipo de papel, agredindo e deixando-se agredir, como conseqüência desta dinâmica em que pode estar inserido.
O comportamento hostil geralmente se origina por inúmeras razões: dificuldade de relacionamento com outras crianças; algum tipo de abuso ou humilhação por parte dos adultos; pais que evitam dizer “não” quando necessário (podendo transformar em uma criança possessiva) ou excesso de cobrança.
Nesses casos, a criança precisa de ajuda, mais do que de punição. Torna-se urgente assisti-la, por meio de muita observação e diálogo, para que se possa interromper esse ciclo de violência. É recomendada a ajuda de um especialista, que orientará os pais sobre a maneira correta de proceder.
Outra medida importante é a relação de cumplicidade entre a família e a escola. Saber sobre o comportamento do seu filho fora de casa e informar a educadora sobre os problemas percebidos podem ser fundamentais. "Muitas vezes, há uma melhora sensível quando a criança percebe que seus pais enxergaram o problema", revela a psicóloga. Como se percebe, o afeto é o caminho mais tranqüilo e menos doloroso para arrancar a tensão de dentro do seu querido. Basta saber usá-lo.

Fonte: Guia do Bebe. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Construindo e reforçando a responsabilidade

A hora do dever de casa é, sem dúvida, um dos momentos mais chatos para a maioria das crianças. Muitas choram, se recusam a fazer e dizem que não sabem a lição. E, quando os pais tentam ajudar, eles ainda reclamam que a mãe está explicando de um jeito diferente da professora.
Por outro lado, também há crianças que se tornam excessivamente ansiosas e preocupadas em fazer exatamente como a professora pediu, ou então, em mobilizar a família inteira em suas pesquisas e trabalhos.
Muitas coisas podem atrapalhar os deveres de casa como, por exemplo, a televisão, o vídeo-game ou atividades paralelas em excesso. Se os pais ajudam a limitar outras atividades com medidas razoáveis as crianças conseguem se organizar melhor e não correm o risco de prejudicar as tarefas escolares.
O objetivo do dever de casa é ensinar a criança a trabalhar por conta própria. Os pais não devem perguntar se ela tem dever de casa e nem oferecer ajuda sem que a criança solicite. Os pequenos aprendem a lição de ser responsável por suas tarefas escolares apenas através da experiência pessoal.
Se a criança estiver com um desempenho ruim na escola, restrinja ao máximo todo o tempo de televisão e vídeo-game durante a semana. Explique a seu filho que esses privilégios lhe serão devolvidos após o boletim semanal da professora para confirmar que ele entregou todos os deveres de casa e que as notas estão melhorando. A criança precisa entender que os pais estão fazendo isto para ajudá-lo a organizar melhor o seu tempo.
Juliana Zannin, que está cursando a segunda série do ensino fundamental, conta que não tem muitas dificuldades com a lição de casa, mas não gosta de ter de fazê-la todos os dias. “Adoro a minha professora, mas não gosto quando ela passa lição pra casa todo dia, pois não dá tempo de brincar”. A mãe de Juliana diz que ela é bastante estudiosa, porém não gosta muito de fazer os deveres de casa. “Tenho que ficar perguntando todo dia a ela se a professora passou lição para casa. Se eu não perguntar, ela não fala, às vezes deixa de fazer para brincar ou por outro motivo”, conta a mãe.
Uma excelente dica para os pais é ensinar a criança a fazer as tarefas mais difíceis primeiro. Reserve as fáceis para quando ela já estiver cansada. Resolva os pontos mais importantes em primeiro lugar. Se o tempo passar rápido, todas as prioridades vão estar concluídas. Faça o que é mais necessário primeiro e termine os itens opcionais depois, mesmo que eles sejam mais agradáveis.
É imprescindível que os pais reconheçam a importância dessa atividade e tenham paciência para ajudar a criança. Para suavizar esse momento, que pode se tornar prazeroso ao invés de negativo, jamais tome para si a responsabilidade de fazer as tarefas das crianças. Deixe que ele desenvolva sozinho seu dever de casa e tente ajudar somente quando ele pedir!
Rafaela Rosas