quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Passe segurança

A criança que percebe o sofrimento e a insegurança da mãe vai ter dificuldade pra se separar e se adaptar ao novo ambiente, além de sentir medo do abandono e insegurança. Afinal, por que ela está chorando se vem me buscar daqui a pouco? Portanto, controle seus sentimentos pelo bem maior.
Se ele já tem idade para entender, converse bastante sobre a escola antes de matriculá-lo, sempre falando sobre o lado positivo e contando como primos ou irmãos mais velhos se divertem lá. Depois de escolhido o lugar, leve seu filho para conhecê-lo. Assim ele vai criando um vínculo com o espaço e as pessoas.
“A mãe deve falar das vantagens de estar com novas crianças, fazendo novos amigos; interessar-se pelo dia na escola e elogiar como o filho está crescendo e aprendendo coisas novas, legais e importantes”, enumera Ana Paula. Desta forma, ele terá certeza de que mesmo ausente continua sendo muito amado. E, em poucos meses, o aperto no coração na hora de deixá-lo com as professoras desaparece
Muitas mães sofrem mais que os filhos na hora da criança ir para a escola. Aprenda a superar o aperto no coração ao desejar “boa aula”


1 – Como os pais devem preparar a criança para o início das aulas?

Toda a família deve se preparar para a fase de adaptação da criança, que pode durar poucos dias ou se prolongar por mais tempo. É fundamental incentivá-la, explicando que ir à escola é um ato comum para todas as crianças, assim como fazem os adultos, que vão ao trabalho diariamente. Além disso, sempre reforçar o prazer proporcionado pelas brincadeiras e aprendizados.


2 – A entrada da criança na escola realmente é um momento doloroso?

É esperado que a criança fique ansiosa e também temerosa nos primeiros dias de aula. Afinal, toda situação nova gera medo. Mas são os pais que, na maioria das vezes, não conseguem esconder suas preocupações. Diante de sentimentos tão turbulentos, a criança pode se sentir perdida. É nesse momento que ela observa atentamente a atitude dos pais na busca de alguma referência sobre como deve se comportar.


3 – O momento também é doloroso para os pais?

Nessa situação, os sentimentos dos pais são contraditórios. Apesar de eles estarem conscientes da escolha, principalmente a mãe pode se sentir dividida, com uma angústia gerada pela culpa por não ficar com o filho o tempo todo. Isso não é bom para ninguém, muito menos para a criança.


4 – Como os pais podem ajudar seus filhos no processo de adaptação à escola?


Controlando a ansiedade, os pais ajudam bastante. A mãe que mostra as lágrimas ao deixar o filho na porta da escola sinaliza para ele que algo doloroso está para acontecer. Quanto mais tranqüilos e naturais os pais se mostrarem, melhor para a criança.
A participação do filho na compra dos objetos que serão usados na escola é muito boa, pois ele se sente importante com a tarefa e, por tabela, percebe que sua conquista é reconhecida pela família.



5 – Qual deve ser a atitude dos pais quando a criança chora ao entrar na escola?

O choro na hora da separação é muito comum e não significa, necessariamente, que a criança não queira ficar na escola. Da mesma forma, a ausência de lágrimas não quer dizer que ela não esteja sentindo a separação. A criança deve ser levada “caminhando” e ser entregue à professora, pois é sempre mais difícil sair do colo de alguém conhecido. Tentar confortá-la e reforçar que a escola é um lugar agradável, e as professoras serão amigas e muito carinhosas.

O ingresso na escola é um evento muito importante na vida de uma criança, pois é o primeiro passo rumo à independência em relação aos pais. É a construção de um espaço próprio, que marcará seu caminho futuro. Para os pais, esse também é um evento decisivo. É um momento de constatação de que o seu bebê está crescendo e se tornando menos dependente.
É importante que os pais deixem claro para a criança que a escola é um lugar seguro e tranquilo para aprender coisas interessantes e que também é um local onde poderá se divertir e fazer novos amigos. Deve ficar claro para ela que a professora é a pessoa com quem pode contar sempre.
Jamais ofereça recompensas, pois a criança deve encarar a ida à escola como um fato natural da vida do individuo. Explique-lhe quem irá buscá-la, você ou uma pessoa próxima a ela. Dessa forma, ganhará confiança de que voltará normalmente para casa.

Quando for buscá-la, sempre pergunte as novidades: como foi o seu dia, o que fez, se aconteceu alguma coisa que tenha lhe chamado a atenção, com quem conversou e brincou, etc.
Mostre-lhe que a mudança de rotina será muita benéfica.



Fontes: Maria Regina Domingues e Ana Paula L Batista – Psicólogas

Confie no tempo

Dedicar-se ao trabalho ajuda a ocupar a cabeça e dá menos espaço para fantasias. Para aquelas mães que não trabalham fora, vale arrumar algo prazeroso para fazer nas horas que o filho estiver na creche ou escola. Pode ser uma academia, um curso ou até trabalho voluntário. Outra forma de controlar a ansiedade é revezar com o pai a carona pra escola.

Afinal, no começo, o momento de deixar o pequeno é bastante conturbado. Ligar uma vez ao dia para a escola para saber como está o filho também ajuda a se acalmar e vai criando confiança e vínculo com a instituição. “Mas esta regra vale apenas para o período de adaptação”, ressalta Ana Paula.
Conversar com outras mães pode ser um santo remédio. Você vai descobrir que não é a única que está passando por isso e, o mais importante, que esta fase vai acabar – como contaram Daniela e Paula. Não aproveite a primeira manha da criança para desistir de tudo e levá-la pra casa. É normal que os pequenos fiquem chorosos no começo, mas o drama não costuma durar mais que 10 minutos.


O sentimento de culpa por voltar a trabalhar e deixar o filho assola a maioria das mulheres que estão no mercado e é outra fonte de angústia neste período.

Fonte: Pediatria em Foco.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Jogo - Nunca DEZ

Trabalha noção de unidade, dezena e centena


Trabalha noção de unidade, dezena e centena


Jogo do dez: dado, palitos de picolé e borrachinhas para amarrar

MATERIAL:Tabuleiro para cada aluno
                  1 ou 2 dados
                   Palitos de picolé
                   borrachinhas
JOGADORES: 2 ou mais
REGRA: Na sua vez, o aluno joga o(s) dado(s) e tira da caixa a quantidade de palitos indicada na casa da unidade. Quando formar 10 "soltinhos" (unidades), passa a borrachinha e coloca o montinho na casa da dezena. Quando formar 10 "montinhos" (dezenas), passa a borrachinha e coloca o "montão" na casa da centena. Vence quem fizer mais pontos.
 

Fonte: http://atividadesdaprofessorabel.blogspot.com.br/2012/07/jogo-do-10.html

A importância do Lúdico no processo de aprendizagem


Nas mais variadas formas de brincadeiras, e jogos, desenvolvendo dessa forma sua estrutura física e psíquica. E neste sentido que Winncot (1975) afirma: É no brincar e somente no brincar que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral. O uso de situações lúdicas é mais uma possibilidade de se compreender, basicamente o funcionamento dos processos cognitivos e afetivo-sociais com essas crianças. Após a realização de várias leituras referente ao tema citado priorizamos as obras dos respectivos autores, Vygotsky (1988) informa que o jogo é a atividade fundamental para a criança conhecer, atuar e se apropriar do mundo que a rodeia. No ato de jogar e na interação concreta com outras crianças, na intervenção com a sua realidade que a mesma pensa sobre os objetos do conhecimento.. Assim sendo, em sua teoria sociointeracionista o teórico enfatiza a importância da interação na construção de novos saberes, sendo o aluno agente produtor do se próprio conhecimento. No qual o papel do professor é de mediador / facilitador. Segundo Jean Piaget, os jogos nessa prática educativa, com os alunos com necessidades.


PIAGET (1994:25) vê no jogo: “um processo de ajuda ao desenvolvimento da criança; acompanha-a, sendo, ao mesmo tempo, uma atividade conseqüente de seu próprio crescimento”. Afirma Piaget que o jogo proporciona à criança viver momentos de colaboração, competição e também de oposição, ensinando-as a conhecer regras, respeitar o companheiro e aumentar os contatos sociais, ajuda ainda na superação do egocentrismo. O jogo oportuniza o desenvolvimento motor da criança, permitindo que ela crie e monte seus próprio jogos melhorando as suas habilidades. Os jogos devem ser utilizados no dia-a-dia da sala de aula, dentro de um objetivo. O importante é que seja proposto de forma que a criança possa tomar decisões, agir de maneira transformadora. Os jogos devem ser usados para fazer com que a criança reflita, ordene, desorganize, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira. Para Celso Antunes (1998:40): “o jogo somente tem validade se usado na hora certa e essa hora é determinada pelo seu caráter desafiador, pelo interesse do aluno e pelo objetivo proposto. Jamais deve ser introduzido antes que o aluno revele maturidade para superar seu desafio e nunca quando o aluno revelar cansaço pela atividade ou tédio por seus resultados.” O lúdico auxilia no processo de alfabetização, tendo como objetivo identificar as diferenças existentes em alunos alfabetizados com auxilio do lúdico e os que não conheceram este recurso, assim, como é aplicado, qual o papel do professor neste processo e concluir se ainda hoje há preconceitos sobre a utilização deste método. Os benefícios didáticos do lúdico são altamente importantes, mais que um passatempo, é um meio indispensável para promover a aprendizagem, assim como a formação de sua personalidade. Em pesquisas bibliográficas pode-se constatar a sua importância para o desenvolvimento da linguagem escrita na criança. Antigamente, brincar e aprender eram situações separadas, não se acreditava nesta junção, porém, essa ideia foi superada por meio de estudos sobre a mente infantil, assim, a brincadeira passou a ser vista como facilitadora do desenvolvimento e da aprendizagem, o brinquedo educativo ganhou seu espaço sendo ele a forma adequada para aprendizagem de conteúdos, portanto valorizar atividades de caráter lúdico é necessário à criança, possibilitando o seu desenvolvimento integral. O professor neste processo ganha o papel de mediador criando um espaço estimulador para o ato de ler e escrever. Para realização deste trabalho realizou-se uma pesquisa qualitativa na rede particular e pública, por meio de questionários e entrevistas com pais, professores e direção, pretendeu-se mostrar como o lúdico pode ser inserido na alfabetização e ajudar a tornar o processo menos monótono. Pode-se concluir então, que esse método já é bastante utilizado nas escolas, os pais percebem em casa e os professores na sala de aula que as crianças expressam maior interesse e rendimento escolar diante do recurso lúdico.

Fonte:  Blog; Psicopedagogia:Instit,Clínica e Hospitalar 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CORPO - conhecimento do corpo

O corpo é a unidade concreta, ponto de referência estável, de onde partem todas as noções a serem aprendidas. O seu corpo dita as referências que servirão como base para a aprendizagem de todos os conceitos...” 
                                                            Almeida, Norma Martins

          









Fonte: Espaço Aprendente

Volta às Aulas - Adaptação e Ansiedades

Volta às aulas: emoções para todos os lados!


Prepare-se!
Quando se trata apenas de “histórias dos outros”, você acha que é um exagero esse sofrimento todo dos pais para deixar os filhos na escola e continuar o dia, como se nada de mais estivesse acontecendo. Mas não é bem assim. Pode até ser que seu filho se dê muito bem nas primeiras despedidas. Mas você...
Uma mudança de cada vez 
Tirar a fralda, trocá-lo de berço ou de quarto, uma viagem a dois, mudar de casa. Este não é o momento mais oportuno para anunciar novidades para seu filho. A adaptação escolar é um momento difícil para os pequenos e outras trocas poderiam deixá-los inseguros.
Pergunte como foi o dia dele
O bate-papo diário com a criança é uma das maneiras de manter-se antenado com o que acontece na escola. Tome cuidado para não ficar ansioso demais por informações. Não é só ficar perguntando, é contar para o filho como foi o seu dia, quem você encontrou. Ele vai querer fazer o mesmo e falar sobre as coisas gostosas do dia a dia dele e os problemas também. Converse com os professores pelo menos uma vez por semana. Evite faltar às reuniões. Se isso acontecer, tente reagendar uma data para ir à escola e ter acesso ao que você perdeu.
3 situações que não precisam ser difíceis
• Quando seu filho troca de escola: algumas instituições têm um projeto especial para receber quem chega de outra escola. No colégio Albert Sabin (SP), por exemplo, alguns veteranos são nomeados como tutores. No primeiro dia do novo aluno, a professora apresenta-o à turma e convida uma criança-tutora para acompanhá-lo pela escola até que se sinta mais seguro.
• O contato com um novo professor: para cada mudança não ser um trauma, é importante que a criança não tenha apenas um professor desde o primeiro ano na escola, pois assim colhe várias referências e cria laços afetivos com muitas pessoas. Na educação infantil, ela pode ter um professor, aquele que a acompanha por mais tempo, e outros distintos, como o de artes e o de esportes, por exemplo.
• Os amigos não estão mais na mesma sala (ou até foram para outra escola): pode parecer cruel, mas, no período de adaptação, é bom restringir o contato com estes colegas. Tudo para que seu filho esteja o mais receptivo possível aos novos. Quando essa transição acabar, aí sim a turma aumenta de novo e muitas novidades serão trocadas e compartilhadas.
Compartilhe dos sentimentos das crianças
“A adaptação do Joaquim foi normal, muito natural. Ele começou a frequentar a escola aos 2 anos. Durante um mês fizemos a adaptação, acompanhando de perto o processo. Eu sabia quanto era importante para ele e quanto ele iria gostar depois. Achava engraçado ver as mães que saíam chorando porque o filho entrou direto, sem nem olhar para trás. Era o que eu mais queria. Aconselho os pais a terem paciência e serem parceiros dos seus filhos. É muito importante compartilhar dos sentimentos deles neste momento. Dá tudo certo!” 


Angélica, apresentadora, mãe de Joaquim, 3 anos, e Benício, 1


“A Valentina é filha única e será importante ela conhecer e brincar com outras crianças, fazer amigos. Acho que ela não vai chorar quando entrar na escola. Já fizemos alguns testes com nossos amigos, deixando ela lá por um tempo, e foi tranquilo. Outra coisa boa que pode acontecer é ela passar a comer melhor vendo os colegas fazerem o mesmo. ” 


Adriana Ramos, 31 anos, modelo, e Valentina, 2


Para a adaptação não ser um sofrimento (para você)
CONFIANÇA Para que seu filho se sinta bem na escola, você precisa confiar nela também. Quando o seu jeito de pensar é parecido com o da escola, a adaptação da criança tende a ser mais tranquila. Tente entender ao máximo o projeto pedagógico adotado para acreditar que eles podem, sim, cuidar da educação do seu filho.
TROCA Conhecer outros pais que estão passando pelo mesmo momento e compartilhar as angústias pode acalmá-lo. Pais que têm filhos mais velhos podem contar como passaram por essa fase com sucesso.
DIÁLOGO Converse e esclareça todas as dúvidas com a escola. Entre em detalhes, não deixe nada para se preocupar depois, em casa.
CHORO É comum e seu filho pode repetir a dose por vários dias. Por isso, a sua companhia no início da adaptação é fundamental. Aos poucos, ele vai se sentir seguro e entrar na escola sem dramas.
DESPEDIDA Você vai, gradativamente, ficar menos tempo com seu filho durante as primeiras semanas na escola. Não deixe que ele perceba o seu sofrimento.
PACIÊNCIA As crianças têm ritmos diferentes, lembra-se? Na adaptação escolar é a mesma toada: há algumas que levam dias e outras, meses. E você é quem temde entender isso, não ela.
CULPA Seja qual for a decisão que levou à matrícula, saiba que é comum demais os pais se sentirem culpados. Trabalhar fora ou se esforçar para a criança aumentar seu ciclo social não é um mal que você está fazendo a ela; observe isso sempre.
Professor: vínculo e histórias
Ana Lúcia Figueira da Silva, coordenadora da educação infantil da Escola Viva (SP), dá dicas de como construir um bom relacionamento com a pessoa que vai ensinar e aprender com seu filho.
Como começar um relacionamento bom com o professor? Observar o trabalho dele e a proposta pedagógica, conversar sobre a criança. Precisa existir esse vínculo. Perguntar nunca é demais. Qualquer professor vai gostar de um pai interessado.
O que fazer quando a criança reclama dele? Se ela for nova na escola, tem que conversar com a instituição antes de aceitar tudo que vem da criança para, juntos, fazerem uma leitura do que está acontecendo. A criança pode colocar no professor um conflito que está vivendo, como ficar longe dos pais durante o período das aulas.
E quando ela não gosta mesmo?É muito difícil acontecer. É preciso falar com os pais para haver um equilíbrio em casa. A criança não pode ouvir uma orientação só da escola. Tem que haver muita conversa nos dois lugares.
Ele vai ler? 
A ansiedade dos pais com o aprendizado das crianças, que é muito comum, triplica na época da alfabetização. Calma: todas as crianças vão ler em algum momento. Mas cada uma em um tempo só seu. A comparação e os comentários na frente dos filhos deixam os menores ainda mais apreensivos. A única coisa que não pode mesmo é eles ficarem desmotivados para seguir e aprender.
Existe bullying, sim!
Mesmo os pequenos já se envolvem nesse mal-estar, que pode chegar a um extremo de estragar a relação entre os alunos. Fique atento.
O QUE É: o termo inglês se refere à provocação feita geralmente por um valentão, que humilha os mais fracos física ou emocionalmente. Apelidos constrangedores podem aparecer, assim como roubos do lanche da escola, gozações e ameaças. É sempre intencional e repetitivo e, por isso, não é para se exaltar a cada arranhão do filho. Deixar a criança de lado, sem chamar para brincar, ou impedir que ela se enturme são formas de bullying também.
O QUE FAZER: a escola deve ser acionada para, em parceria com você, levantar a autoestima da criança. É dela também a tarefa de cuidar do agressor. Por isso, se seu filho estiver nesse papel, peça ajuda. Importante: a criança que observa e não faz nada também está envolvida nesse tipo de violência. Há também aí uma oportunidade de aprendizado.
Choro na porta da escola
“Não tive dúvidas quanto à escola e com relação à idade dele quando o coloquei. Mas o que não imaginava que poderia acontecer mesmo é que, enquanto eu estava na escola, ficava tudo bem, mas quando ele percebia que eu ia embora – e que ficaria sozinho – era um desastre! E teve algo mais em relação aos primeiros meses. Durante um tempo, ele se apegou muito à babá, principalmente quando eu chegava do trabalho. O Leo adora ficar em casa e, por muito tempo, fiquei mais como a ‘bruxa’ que o deixava na escola e a babá, o porto seguro em casa... Uma das coisas que fizemos é que agora o pai o leva mais do que eu: a orientadora da escola diz que existe mesmo o ‘choro-corta-coração-de-mãe’, que passa em 10 segundos! Ele faz até hoje comigo e todas as mães precisam saber que isso passa rápido.” 


Débora Negrão, 36 anos, é dentista e mãe de Leonardo, 2 anos e 6 meses, na escola desde 2


6 maneiras de se sair bem na reunião de pais
1 Chegar no horário é o primeiro passo. Ninguém vai gostar se você perguntar coisas que já foram respondidas.
2 Deixe o professor finalizar a apresentação para depois questionar.
3 A reunião tem objetivos claros. Eles vão falar de um grupo, refletir sobre as características daquela faixa etária, contar sobre o trabalho pedagógico desenvolvido e seus resultados. Questões rotineiras podem ser resolvidas no dia a dia.
4 Não faça cara feia nem pense em voz alta sobre as perguntas dos outros.
5 Se tiver perguntas específicas sobre seu filho, aguarde a reunião acabar e espere para conversar – em particular – com o professor ou o coordenador pedagógico.
6 Não leve seu filho se a escola não estiver programada para isso.
O evento da escola não terá vocês
Festas de final de ano, feiras de arte, cultura, ciências: se não puderem comparecer, avise sempre a escola com algum tempo de antecedência. Assim, é possível combinar com você um outro dia para o evento, caso seja impossível aparecer. O ideal é que se faça de tudo para não faltar. Quem sabe uma avó ou uma tia bem próxima pode acompanhar a criança? Se não der certo isso, é melhor não a deixar ir. Atividades escolares como essas perdem completamente o sentido para a criança se ninguém da família aparecer e ainda podem causar uma lembrança ruim. Se você não consegue ter mais flexibilidade no emprego, tente colocar o assunto em pauta nas próximas reuniões da escola.

domingo, 3 de agosto de 2014

TURMA DA MÔNICA E A INCLUSÃO

Dorinha

Ela vai mostrar às crianças como ouvir o som do mundo, sentir seus perfumes e sugerir a inclusão, onde todos se tratam de igual para igual".
Esta foi a declaração de Maurício de Sousa em relação a personagem Dorinha, uma menina que apesar da sua limitação visual é uma criança feliz e com suas capacidade de sentir o mundo através do tato, da audição e do olfato.
Dorinha foi inspirada em Dorina Nowil, uma mulher que perdeu a visão quando ainda era criança, mas enfrentou o problema e hoje é um exemplo de força com sua Fundação Dorina Nowil, que trata de cegos.
Com essa personagem de Maurício é possível trabalhar a inclusão com as crianças, por meio de suas histórias desde a primeira série já que a Turma da Mônica é tão conhecida pelas crianças e proporciona uma leitura prazerosa.
Para completar a turma Maurício de Sousa criou Luca um menino cadeirante que sonha em participar de uma para-olimpíada.

A deficiência retratada em quadrinhos

O menino "Da Roda", personagem com deficiência física, entrou na edição de dezembro (nº 222), na "Turma da Mônica". Detalhes como marcas de pneus no gramado; barras de apoio no banheiro; pia, cesta de basquete e espelho instalados em altura menor que a convencional aparecem nos quadrinhos e são explicados com naturalidade pelo menino, que utiliza cadeira de rodas. Maurício de Souza adota como critério o uso de apelidos para identificar os personagens que compõem a "turminha". Assim, do "Cascão", do "Cebolinha" e do "Franjinha", ninguém conhece o nome. O mesmo critério valeu para o "Da Roda", apresentado dessa forma em função de sua cadeira. É válido destacar que a presença das pessoas com deficiência, sem ressaltar a deficiência e sim suas potencialidades e capacidades, nas revistas em quadrinhos e nas novelas, reforçam muito positivamente a questão da diversidade humana, presente em todos os ambientes, infantis e adultos.
Fã do cantor Herbert Vianna e da banda Paralamas do Sucesso, ele foi apelidadopelos novos amiguinhos de Paralaminha e Da Roda
Chegou às bancas de todo o Brasil no dia 20 de dezembro de 2004, a edição do Gibi da Mônica nº 222, que trouxe uma surpresa para os fãs da Turminha: a estréia do personagem Luca, um garoto cadeirante, amante dos esportes, principalmente de basquete, que foi apelidado carinhosamente pelos novos amiguinhos de “Da Roda” e “Paralaminha”, por ser muito fã do cantor Herbert Vianna e da banda Paralamas do Sucesso.
Segundo Mauricio de Sousa, Luca será responsável por mostrar às outras crianças as possibilidades de uma infância feliz, interativa, independentemente de qualquer deficiência física. “É a inclusão social sendo exercitada também no mundo ficcional dos quadrinhos”, disse o desenhista, que já adianta: “Por ser bonitinho, o Da Roda vai ganhar, de vez em quando, alguns olhares meigos das meninas da Turma”, brinca.

Zé Lelé

Zé Lelé é primo de Chico Bento, e possui uma versão feminina chamada Maria Lalau. Zé Lelé revela-se o menos inteligente da turma. E, assim como Chico Bento, algumas vezes na hora da prova tira nota zero. Não existia nenhuma semelhança física entre ele e Chico Bento.
Zé Lelé recebeu esse apelido porque ele é ingênuo, meio distraído e de inteligência um tanto limitada, o que por vezes irrita bastante todos .

Cebolinha

É um personagem de histórias em quadrinhos e tirinhas, criado em 1960 por Maurício de Sousa. Sempre à procura de um jeito de pegar o coelhinho de sua amiga Mônica, o Sansão. Suas características são:
· Fala trocando o R intervocálico pelo L, problema conhecido como dislalia;
· Tem apenas 5 fios de cabelo. Interessante notar que, ao ser criado, Cebolinha tinha os cabelos espetados e em maior número;
· Está sempre arquitetando planos "infalíveis" para derrotar a Mônica, chamada de "dona da rua", ou em suas próprias palavras, "dona da lua";
· Usa sempre camisa verde, shorts pretos e sapatos marrons;
· Torce para o Palmeiras.

Apesar de marca registrada do personagem, a dislalia o traz inconvenientes muito grandes. Por exemplo, no filme Uma Aventura no Tempo, na cena em que o Astronauta desmaia, a personagem Cabeleira Negra ameaça o transformar em rato através de um aparelho que só poderia ser desativado com as palavras "Cabeleira Negra" sendo pronunciadas corretamente. Todavia, por causa da dislalia pertinente ao Cebolinha, ele não consegue - sendo salvo na undécima hora por seu amigo Cascão.

Humberto

Humberto é uma personagem de HQ de Mauricio de Sousa e pertence à Turma da Mônica.
Ele é o único personagem da turma da Mônica que não fala, mas não é surdo. Só murmura "hum-hum"... uns acham que ele é mudinho, porque ele nasceu com paralisia cerebral. Se comunica com a linguagem de sinais, que é representada por um balão de fala em formado de mão.Quando alguém pergunta algo a ele, sempre entende e sabe responder.

Fonte: Blog Ensinar e Aprender.