sábado, 5 de julho de 2014

Filme Cordas e a Inclusão




Todos nós sabemos que a inclusão deve acontecer nas salas e aula,mas muitas não sabem como fazer isso da melhor forma. Esta semana assisti a animação Cordas e o que ficou bem claro para mim é que a inclusão está muito além de livros e cursos, claro que conhecimento é sempre importante,mas o que conta mesmo é a dedicação, o carinho e a vontade de fazer o melhor para o outro!
Fui assistindo ao vídeo e me recordando de um aluno que tive,com uma distrofia muscular que o impedia de andar. Nestes 20 anos de profissão foi um dos que mais marcou a minha vida como professora. Eu, recém formada, com uma turma numerosa numa escola municipal, sem auxiliar ou qualquer outra pessoa que me ajudasse, recebi um aluno que não andava( chegou a andar quando pequeno e depois foi perdendo os movimentos das pernas), ele não tinha cadeira de rodas, se locomovia em um velotrol. Estava apenas com 5 anos, mas já tinha passado por muita coisa nessa vida, acabara de perder o pai assassinado.
Ele era muito inteligente, um pouco envergonhado,mas participava das aulas. Quando ele queria ir ao banheiro, eu o levava no colo, e isso se repetia em todos os momentos em que tínhamos que sair da sala. Eu o pegava no colo e saía com as outras 29 crianças atrás de mim. Confesso que no início me assustei, chorei com medo de não conseguir fazer um bom trabalho, de não dar conta de cuidar dele e dos demais, naquela época não se falava de inclusão e muito menos havia capacitação para isso, mas a resposta para fazer um bom trabalho, não estava nos livros e nem em um faculdade, estava dentro de mim, dentro do coração de todos que conviviam com ele...E a cada dia que passava,nossa turma estava mais unida, meus alunos cuidavam do amigo especial com muito carinho.
Certa vez, não ouvi gritaria e bagunça na hora do recreio, fui ver o que estava acontecendo e estavam todos sentados, conversando. Eu fui chegando perto e ouvi de uma menina: "Tia, estamos aqui juntinho do Heberton, conversando e brincando com ele, assim ele fica mais feliz!"
As crianças queriam a sua companhia, queriam as suas brincadeiras e por isso preferiam brincar sentadinhos já que era uma maneira dele participar também!
E nos nossos dias, muita coisa foi mudando, a aula de Educação Física era tão divertida com todos sentados, brincando de acertar a bola no gol utilizando as mãos, de jogar boliche, de cartas, e tudo que ele também pudesse participar! E tinha pega pega também...eu o carregava no colo e saía correndo atrás dos amigos! Ele dava risada...
Só sei que foi um grande aprendizado para mim, aprendi com crianças de 5 anos que a inclusão acontece quando todos querem, quando todos amam e estão dispostos a fazer o outro feliz!
E a carinha alegre dele não me sai da memória. Um ano depois perdemos nosso amigo, seu coraçãozinho não aguentou e ele partiu, foi um dia muito triste para toda a escola! Ele se foi muito cedo,mas deixou sua história marcada em nossos corações!

Espero que com essa reflexão, cada professor possa buscar dentro do seu coração os melhores caminhos para que a inclusão de fato aconteça!


Professora Melissa

Explosão de cores



O nosso maior objetivo não foi aprender nenhuma lei científica, mas sim estimular a curiosidade infantil e ouvir suas hipóteses!

Experiência: "Explosão de cores"
Material: prato fundo, leite, corantes,cotonete e detergente 
Como fazer: Coloque leite no prato fundo e depois pingue algumas gotas de corante de várias cores, mas sem misturar. Pegue o cotonete e molhe-o com um pouquinho de detergente e encoste nas cores,você vai ver como elas vão explodir!
Depois,vá passando o cotonete pelas outras cores e elas irão se misturar!












Conclusão científica apenas para a nossa curiosidade: Quando colocamos o corante na superfície do leite, eles não se misturam - cada corante formou uma mancha separada da outra. No momento que colocamos o cotonete com um pouquinho de detergente dentro das manchas, elas pareciam explodir! A tensão superficial acontece porque as moléculas de leite na superfície sofrem uma grande atração entre elas. No interior do líquido, todas as moléculas do leite sofrem essas mesmas forças de atração, mas em todas as direções. As moléculas de leite na superfície sofrem a atração apenas das moléculas na horizontal e das outras que estão abaixo, já que em cima tem apenas AR.
Como o número de moléculas se atraindo é menor, existe uma "compensação": uma força maior de atração acontece na superfície, formando quase uma "pele" acima do leite. É a chamada TENSÃO SUPERFICIAL. O detergente consegue ROMPER a tensão superficial e as cores explodem! E depois se misturam formando padrões de cores incríveis quando você movimenta o cotonete...

Fonte: Educação em Foco. 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

O que é Bullying e suas consequências.

.O termo Bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas pelas pessoas contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.
Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de Bullying possíveis, a seguir há algumas ações que podem estar presentes:
  • Colocar apelidos
  • Ofender
  • Zoar
  • Gozar
  • Encarnar
  • Sacanear
  • Humilhar
  • Fazer sofrer
  • Discriminar
  • Excluir
  • Isolar
  • Ignorar
  • Intimidar
  • Perseguir
  • Assediar
  • Aterrorizar
  • Amedrontar
  • Tiranizar
  • Dominar
  • Agredir
  • Bater
  • Chutar
  • Empurrar
  • Ferir
  • Roubar
  • Quebrar pertences
As consequências do Bullying para a vítima são muitas, em destaque as seguintes:
  • baixa auto-estima,
  • medo,
  • angústia,
  • pesadelos,
  • falta de vontade de ir à escola e rejeição da mesma,
  • ansiedade, dificuldades de relacionamento interpessoal,
  • dificuldade de concentração, diminuição do rendimento escolar,
  • dores de cabeça, dores de estômago e dores não-especificadas,
  • mudanças de humor súbitas,
  • vômitos,
  • urinar na cama,
  • falta de apetite ou apetite voraz,
  • choro,
  • insónias,
  • medo do escuro,
  • ataques de pânico sem motivo,
  • sensação de aperto no coração,
  • aumento do pedido de dinheiro aos pais e familiares,
  • furto de objetos em casa, surgimento de material escolar e pessoal danificado,
  • desaparecimento de material escolar,
  • abuso de álcool e/ou estupefacientes,
  • auto mutilação,
  • stress,
  • suicídio. 


Fonte: Educação em foco.

Qual é a função do fonoaudiólogo na escola?

De acordo com a Lei 6965, de 09/12/1981, que regulamenta a profissão, é de competência do fonoaudiólogo que trabalha em escolas desenvolver trabalho de prevenção no que se refere à área da comunicação oral e escrita, voz e audição e também participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.

A atuação do fonoaudiólogo que trabalha em escolas difere do profissional que atua em clínica e hospitais. Na escola, o fonoaudiólogo atua de forma preventiva, enquanto que em clínicas e em hospitais essa atuação é terapêutica. Não compete ao fonoaudiólogo que trabalha em escolas realizar terapia fonoaudiológica.


O trabalho da Fonoaudiologia Escolar é de orientação, estimulação e detecção de problemas na área de voz, de comunicação oral e escrita e audição, tendo como população-alvo alunos, pais e professores. 



Com os alunos, o trabalho fonoaudiológico tem os seguintes objetivos:

1. Otimizar o desenvolvimento da linguagem oral, leitura e escrita.
2. Promover estratégias de prevenção, preservação e controle de abusos e riscos para a voz e a audição.
3. Estimular a eliminação de hábitos inadequados relacionados às alterações fonoaudiológicas.
4. Detectar precocemente alterações fonoaudiológicas relacionadas à audição, voz, motricidade orofacial e linguagem oral e escrita.
5. Encaminhar para profissionais, quando necessário e acompanhar os tratamentos externos à escola.



A atuação com professores visa: 

1. Orientar quanto aos cuidados com a voz. 
2. Ensinar estratégias vocais para conservação e maximização da voz, durante o uso profissional. 
3. Promover informações quanto às alterações fonoaudiológicas, como desenvolvimento normal da linguagem oral, leitura e escrita, e como estes podem ser otimizados em sala de aula. 
4. Capacitar o profissional para detecção de possíveis alterações fonoaudiológicas que seus alunos venham a apresentar. 
5. Encaminhar o professor que apresentar alterações vocais para profissionais especializados, acompanhando o tratamento.



No trabalho com os pais, o fonoaudiólogo realiza orientações sobre:


1. O desenvolvimento normal da criança e as alterações fonoaudiológicas comuns na infância. 
2. A importância do estímulo familiar para otimização do desenvolvimento da criança. 
3. O possível problema do filho e explicação de encaminhamentos necessários.



Experiências científicas na Educação Infantil

O ensino de Ciências também acontece na Educação Infantil e se dá principalmente na realização de experiências científicas de fácil manuseio!
Já fiz várias experiências com meus alunos com o objetivo de  estimular a elaboração de hipóteses das crianças, desenvolver e aguçar a curiosidade.
Ao iniciar qualquer experimento científico, pergunto às crianças o que elas acham que vai acontecer e anoto as observações feitas. Depois comparo o experimento e os resultados. É incrível como muitas vezes as crianças já sabem o que vai acontecer.O valor de fazer o experimento é validar e quantificar o que muitos deles já observaram. Após o término do experimento fazemos a revisão do que foi escrito  para mostrar o que aprenderam; Também peço que ilustrem o momento no caderno.Os conceitos podem ser complexos mas os exemplos simples estão ao nosso alcance!!
As crianças são curiosas e querem saber como as coisas funcionam!
A Ciência é pura diversão!!



O que flutua e o que não flutua 



Registro escrito da experiência "O que flutua e o que não flutua"
  

Observando o gelo colorido derretendo



Cantinho de Ciências
 Outras sugestões de experiências que eles adoraram:


"Garrafa Chuveirinho"
MATERIAL
1. Garrafa de plástico com tampa de rosca
2. Prego
3. Água
4. Tigela

COMO FAZER
1. Encha a tigela de água.
2. Fure a base da garrafa com o prego e a coloque dentro da tigela.
3. Coloque água dentro da garrafa e feche.
4. Segure a garrafa pela boca sem apertá-la e a levante.
O QUE ACONTECE
Mesmo com a garrafa furada, enquanto estiver tampada, a água não cai. Se abrir, a água começa a cair; se fechar, a água pára.

POR QUE ACONTECE?
A pressão atmosférica, que age em todas as direções aplica uma força através dos furos da garrafa e segura a água dentro. Como essa pressão não age diretamente na parte de cima quando está fechada, a água não cai. Mas se destampar, a pressão atmosférica entra em ação e faz a água cair.



"Submarino"
MATERIAL:
1 Copo d'água
1 Garrafa de plástico transparente com água
1 Tampa de caneta sem furo na ponta
Massa para modelar


COMO FAZER:
1-Faça uma bola de massinha
2-Prenda a massinha na parte de baixo da tampa
3-Para saber se a tampa da caneta está correta, coloque-a dentro do copo d'água ( a tampa deverá ficar flutuando na posição vertical; se for preciso, tire ou coloque mais massinha ).
4-Coloque a tampa dentro da garrafa com água

5-Tampe a garrafa

O QUE ACONTECE:
O submarino está flutuando. Mas se você apertar os lados da garrafa, o submarino desce.

POR QUE ACONTECE?
A tampinha só flutua quando está cheia de ar. Quando você aperta a garrafa a água entra dentro da tampinha, comprimindo o ar, assim ela fica pesada e afunda.
A massinha é como se fosse o corpo (tanque) especial que os submarinos têm. Eles enchem o tanque de água, o submarino afunda. Esvaziam o tanque, o submarino sobe.



Professora Melissa

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Atividades/lembrancinhas para o Dia dos Pais

Algumas escolas comemoram outras não, mas o post de hoje não é pra falar se isso é certo ou errado. São sugestões de atividades pra quem tá perdido no que fazer para o Dia dos Pais. Atividades fáceis que podem ser feitas na escola ou em casa.
Confira!


Tradicional atividade para o dia dos pais.


Essa também é tradicional e agrada muito.

Que graça de cartão, bem diferente.

Que fofura, uma camisa personalizada. 


Bem diferente e útil para os papais.

Delícia de presente e os potes podem ser utlizados depois.


E o papai ainda ganha uma massagem!


Os tradicionais cartões que nunca saem de moda.

Foto: PORTA RETRATO DE EVA COM MOLDES DAS MÃOS
Aqui as mãozinhas das crianças foram usadas como moldes, o que deu um toque especial ao trabalho. Peça as crianças para trazerem fotos 3x4 para colocar no porta retrato... Sugerimos fazer a peça em EVA, mas pode também ser feita com papel. TEM MOLDES!

http://www.pragentemiuda.org/2013/07/porta-retrato-de-eva-com-moldes-das-maos.html

O legal é que a mãozinha é da criança.

Foto: CHAVEIRINHO COM PALAVRA PAI FEITO EM EVA
Vim postar uma linda ideia para fazer uma lembrancinha para o dia dos pais com seus alunos. A sugestão desta postagem é um chaveiro feito em EVA com o nome PAI. TEM PASSO A PASSO E MOLDES NO LINK!!!

http://www.pragentemiuda.org/2013/07/chaveiro-pai-feito-em-eva-com-moldes.html


Chaveiro é sempre útil e este é uma graça!



Lembrancinha está a carinha do papai!


Uma ótima e linda sugestão reciclada.


Fonte: Professora Genis

O amor constrói. Mas não ensina a tabuada

Foto:
Lousa com números

"Um espectro ronda a educação brasileira. É a 'pedagogia do afeto', e está mais para Gasparzinho do que para alma penada"

Na teoria, ela bebe de fontes sérias, que vão da psicologia transpessoal de Abraham Maslow às ideias de inteligência emocional de Daniel Goleman. Aplicada à pedagogia, significaria alterar as práticas de sala de aula para incentivar a introdução da afetividade na relação aluno-professor e entre os próprios alunos, com o objetivo de criar um ambiente de bem-estar na escola que melhorasse o ensino-aprendizagem. Assim como a maioria dos professores brasileiros se diz construtivista sem jamais ter lido Piaget ou entendido sua teoria, também a pedagogia do afeto tem uma aplicação que, em seu simplismo, pouco tem a ver com a matriz teórica. No Brasil, usa-se essa definição para uma ideia algo difusa de que o fundamental de uma escola, de um professor, é dar afeto aos seus alunos e desenvolver com eles uma relação pessoal, suprindo a suposta carência de afeto sentida pelas crianças brasileiras.
Essa visão se espalha com enorme rapidez. Em pesquisa recente de Tania Zagury com uma amostra grande de professores de todo o país, 62% dos entrevistados disseram que "a melhor escola é aquela em que o aluno encontra professores amigos e ambiente agradável". Grupos de escolas particulares adicionam o coraçãozinho da sua pedagogia afetiva a seus anúncios, e a teoria é agora o norte pedagógico da Legião da Boa Vontade (LBV).

A pedagogia do afeto apresenta três vantagens importantes a seus adeptos. A primeira é que ela é de difícil mensuração (como se mede o amor?), de forma que é impossível dizer se funciona ou não. A segunda é que o uso do afeto serve como um antídoto ao fracasso de nossas escolas naquela que deveria ser sua primeira tarefa, a de transmitir conhecimentos da cultura universal e desenvolver o raciocínio analítico e a curiosidade do alunado. Sempre é conveniente defender-se do fracasso técnico atrás do véu propiciado por uma causa nobre. Afinal, o que é saber trigonometria diante de estar com o coração transbordante e em contato com sua alma? Finalmente, o terceiro benefício é que a pedagogia do afeto apresenta uma alternativa mais simpática para explicar o insucesso da escola em relação a seu principal concorrente, a ideologização do ensino, que pretende formar o "cidadão crítico e consciente". Você pode reclamar que seu filho não está aprendendo porque está sendo doutrinado, mas como atacar aqueles que se preocupam em criar um ambiente amoroso em sala de aula? Já vejo os seus simpatizantes pensando: "Mas o que esse cara defende, então? A pedagogia do ódio?". É um prato cheio para os maniqueístas.

Mais do que uma ferramenta cínica para cobrir nossa abissal incompetência no ensino, a pedagogia do afeto se encaixa como uma luva em duas vertentes da nossa cultura, especialmente populares entre os professores. A primeira é o maximalismo. Não basta ao docente brasileiro ser um profissional competente que consegue dar cabo de sua missão primeira (e nada simples) de transmitir aos alunos todo o conhecimento e desenvolver as habilidades intelectuais para navegar em um mundo crescentemente complexo. Isso é pouco. É preciso, também, desenvolver valores éticos, melhorar a autoestima do alunado, preservar o meio ambiente e prezar a diversidade. O bom professor precisa ser um herói, um abnegado, um missionário, um Quixote lutando contra uma sociedade que o ignora e o desrespeita.

A segunda vertente, muito estimulada pelo governo atual, é a ideia de que o brasileiro legítimo é um batalhador, que se esforça contra todas as adversidades. Se triunfa ou não, é irrelevante: o que importa é que não desiste nunca. E o faz mantendo, no processo, a simpatia e a cordialidade brejeira que ainda nos tornarão a Roma dos trópicos. Em suma, o processo e o esforço são mais importantes que o resultado. E o resultado do processo escolar - que deveria ser, antes de todo o resto, o aprendizado - fica de lado. A escola brasileira parece acreditar que terá cumprido sua missão se criar um sujeito bem ajustado, que não puxa os cabelos dos coleguinhas, ainda que não saiba a tabuada nem consiga escrever dois parágrafos concatenados.

A origem intelectual desse vírus que vai poluindo nosso discurso educacional é difusa, já que se trata de um pot-pourri de diversos pensamentos desconexos. Seus maiores praticantes no Brasil são Içami Tiba e Gabriel Chalita. Os escritos do primeiro se destinam mais a pais do que a professores, e se caracterizam pela superficialidade e autopromocionalismo dos manuais de autoajuda. Seu magnum opus, Quem Ama, Educa!, destila todos os assuntos imagináveis sobre educação dos filhos em apenas 300 páginas, com uma bibliografia de dezessete autores. É inócuo.

Já Chalita se vale de citações de grandes pensadores para convencer os leitores incautos e incultos de que se trata de um trabalho de densidade intelectual. Sob esse disfarce, esconde-se uma retórica insidiosa, com o objetivo claro de bajular os docentes, a fonte de votos do "pensador" que virou político. Na cosmovisão chalitiana, os professores são os heróis da nossa educação e as vítimas de um fracasso que é da civilização, não da escola. No autoexplicativo Educação: a Solução Está no Afeto, Chalita tenta passar do plano teórico à sala de aula, para descrever como seria uma aula afetiva: "Em matemática, física ou química, como se abordaria esse tema? Seriam feitas reflexões sobre as sensações humanas, o medo, a solidão. As retas, o plano, a trigonometria das ruas do Rio de Janeiro em que conviveram amigos - Vinicius, Toquinho, Tom Jobim (...)". Então tá. Adiciona: "Nada substitui o velho lar. A educação por conta do estado e das instituições não funciona". Assertiva curiosa para alguém que foi secretário da Educação de São Paulo, mas, pelo menos, consistente com sua práxis. Nos quatro anos em que ele esteve no cargo, os alunos sofreram: caiu em 700 000 o número de matrículas nos níveis fundamental e médio, caíram as taxas de aprovação e conclusão do ensino fundamental e mais de 300 escolas foram extintas. Mas com muito afeto.

Fonte: Revista Educar.