sábado, 21 de junho de 2014

Escrita espelhada, o que fazer?


    Quando as crianças iniciam a escrever suas primeiras palavras ou números, a sensação dos pais é indescritível. É um processo de autonomia, um ritual de passagem evidenciando uma nova etapa na vida da criança... É uma gracinha ver aquelas mãos tão delicadas iniciando seus traçados...
    Ao compor suas primeiras escritas elas mostram-se portadoras de inúmeras experiências, desejos, anseios e dinâmicas particulares de aprendizado. Vygotsky (1998) destaca que a escrita tem significado para as crianças, desperta nelas uma necessidade intrínseca e uma tarefa necessária e relevante para a vida.
      Entretanto, na medida em que esta escrita avança é comum que elas evidenciem letras ou números espelhados...algumas já estão lá por volta dos 7 anos e ainda mantém esta característica e por que será que fazem isso?
     Em primeiro lugar é importante ressaltar que espelhar letras e números é normal, pois a criança está em processo de construção da escrita. Para que ela tenha o entendimento, que nós adultos temos que a escrita inicia da esquerda para a direita (no caso da cultura ocidental), algumas noções anteriores ao papel devem ser bem trabalhadas. A aquisição da escrita é posterior à aquisição da linguagem e posterior a um nível específico de maturidade motora humana.
     Conforme Esteban Levin (2002: 161), o ato da escrita em si, não depende somente do ato biológico, mas de toda uma estrutura que provém do sistema nervoso central,
[...] o que escreve é um sujeito-criança, mas, para fazê-lo, necessita de sua mão, de sua orientação espacial (lateralidade), de um ritmo motor (relaxamento-contração), de sua postura (eixo postural), de sua tonicidade muscular (preensão fina e precisa) e de seu reconhecimento no referido ato (função imaginária).
     Conforme manual de neurologia infantil, autoria de Diament (2005), a partir dos 7 anos que a criança começa a consolidar a noção de direita e esquerda, bem como encontra-se em fase de maturação de áreas visoespaciais, portanto é perfeitamente normal ainda apresentar algumas trocas  na direção de suas escrita, pois estão em processo de aprendizagem, sistematizando suas hipóteses e consolidando noções importantes em aspectos neurobiológicos, porém, alguns alunos espelham palavras e frases inteiras, característica da disgrafia. No entanto, isso não significa que as crianças que espelham letras e números apresentem disgrafia, mas se no final deste ano, após todas as intervenções pedagógicas terem sido realizadas, visando a “escrita correta” das palavras, faz-se necessário uma avaliação mais detalhada.
       Dehaene (2012) nos mostra que a capacidade de reconhecer as figuras simétricas faz parte das competências essenciais do sistema visual, porque permite o reconhecimento dos objetos independentemente da sua orientação, por esse motivo  que quando uma criança aprende a ler tem que “desaprender” a generalização em espelho para que possa compreender a diferença entre as letras “b” e “d”.  A maioria das crianças passa por uma fase de escrita em espelho tendo geralmente ultrapassada esta dificuldade por volta dos 8 anos. Entretanto, cabe ressaltar que algumas das crianças que apresentam escrita espelhada são canhotas.
      A identificação de uma imagem na sua forma simétrica, confusão esquerda-direita, também é frequente, no nosso sistema visual (Dehaene 2007).
       No entanto, na sala de aula existem professores que consideram "errado" quando os alunos escrevem palavras ou números espelhados, por isso se faz necessário esclarecer que antes de considerar certo ou errado, faz-se necessário realizar atividades que propiciem a lateralidade. Com certeza, no processo de alfabetização, tanto pais, quanto professores, devem sempre questionar a criança sobre como poderia melhorar aquilo que fez, procurar fazê-la tomar conhecimento do que fez e como o fez, mas também como deveria fazê-lo. 
        Numa abordagem neurocientífica Guaresi (2009) enfatiza que:
A criança tem que manipular um repertório de  habilidades motoras finas e complexas concomitantes com dados sensoriais (conteúdo visual),  um processo que envolve muitas funções cerebrais, tais como atenção, memória, percepção  (integração e interpretação de dados sensoriais), entre outras. O processo de aprendizagem da  escrita envolve, entre outros aspectos, a integração viso-espacial, ou seja, visualizar o que está  sendo apresentado, localizar o lápis, acomodá-lo de forma satisfatória na mão, direcioná-lo ao  caderno e iniciar a sequência de movimentos numa tentativa de escrita. Com o tempo e o reforço das redes sinápticas correspondentes, este processo será automático, ou seja, não  precisará de monitoramento cerebral constante para execução da tarefa e a criança terá  condições de aumentar o nível de complexidade.
       Existem três domínios principais que precisam ser ensinados para que uma pessoa tenha autonomia no ato de escrever: o domínio linguístico, o domínio gráfico e o de conceitos de letra e texto. A escrita  como um sistema organizado manifesta nossa capacidade de simbolizar.  É complexo e sua aquisição demanda o domínio das várias dimensões que o compõe, por exemplo, além da segmentação, as crianças precisam adquirir no domínio gráfico, noções de esquerda para a direita, de cima para baixo.
          Portanto, a neuropsicopedagogia não lida apenas e diretamente com o problema de aprendizagem, mas com todos os processos metacognitivos que fazem com o ser humano venha a ter melhores condições de aprendizagem. Nesse sentido é importante lembrar que os alfabetos expostos em sala de aula, não deveriam ser em E.V.A, pois na maioria das vezes, apresentam somente a letra script maiúscula, sendo que no mundo letrado, não é somente este tipo de escrita que a criança encontra, muito menos deveriam conter formas de “bichinhos, bonequinhos”, pois isto também acarreta em confusão para aquela que se encontra em processo inicial do traçado das letras. Ela precisa visualizar a estética correta da escrita, e se possível que neste alfabeto seja sinalizado por setas indicando por onde começar esta escrita. A mesma sugestão é válida para o traçado de números. No entanto, antes de sistematizar a escrita “no papel”, diversas outras atividades envolvendo o corpo devem estar bem desenvolvidas, pois tudo que sentimos através do nosso corpo, torna-se mais significativo e é nesse sentido que seguem algumas sugestões de atividades:
Jogo de orientação espacial:
Dependendo da idade da criança, pode-se colocar uma fita no braço, ou perna sinalizando o lado direito (ou esquerdo). Coloca-se no chão algo delimitando o espaço, por exemplo 3 colchonetes. A criança fica posicionada no colchonete do meio, e o professor diz: direita (ele deve passar para o colchonete correspondente), esquerda ou meio. Também, após terem dominado estas noções,  pode ser colocado outros 3 colchonetes na frente da criança, sendo que outra participe da atividade, demonstrando que ao se posicionarem uma frente a outra, o ato de pular para a direita de uma, irá mostrar-se diferente do ato de pular para a direita de outra.

Atividades com balão:
Tentar manter o balão no ar, somente batendo nele com a mão direita, após somente com a mão esquerda.


Brincar de Robô:
Uma criança é o robô, e seu parceiro é o guia. Auxiliados pela professora, combinam sinais de movimentação do robô. Por exemplo, se o guia tocar o lado esquerdo da cabeça do robô, esse vira para a esquerda; se tocar o lado direito, vira à direita; se tocar o alto da cabeça, o robô abaixa, e assim por diante. Algum tempo depois, invertem-se os papéis, sendo que o guia vira robô, e o robô vira guia. Depois disso, a brincadeira é feita com deslocamentos. As duplas combinam os sinais de movimentação. Por exemplo, um toque na parte de trás da cabeça é sinal para o robô ir adiante; um toque nos ombros é sinal para que ele pare.
Brincar de espelho:
Inicialmente cada aluno faz as atividades sozinhos, ou seja, a professora diz, mostrar a mão direta, colocar o pé esquerdo ao lado da cadeira, colocar a mão esquerda no olho esquerdo, encostado no cotovelo direito  no joelho direito, e ir dizendo várias situações. Mas para brincar de espelho, cada um ficará de frente a um colega e deverá seguir as instruções dadas pela professora, porém localizando no outro.

Que letra é essa?
Nas costas do aluno o professor faz com o dedo uma letra e o mesmo deve dizer qual é.
Caminhar sobre as letras:
No chão, fazer o traçado de letras ou palavras e os alunos devem caminhar sobre as mesmas, seguindo a ordem que o traçado deve ser feito. 
Escrita com água:
Os alunos podem molhar o dedo na água e vir ao quadro passar o dedo sobre o traçado das palavras.

Escrita na areia:
No chão, escrever com o dedo, ou palito de picolé, o traçado de palavras.
Modelagem de palavras:
Usando argila ou massa de modelar, escrever palavras modelando letra por letra.
Referência Bibliográfica:
BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.
DEHAENE, Stanislas. Os Neurônios da Leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.
DIAMENT, A. CYPEL,S. Neurologia Infantil, 2005, p. 78
GUARESI, Ronei. Etapas da aquisição da escrita e o papel do hipocampo na consolidação de
elementos declarativos complexos. Letrônica, Porto Alegre v.2, n.1, p. 189, jul. 2009.
LEVIN, Esteban.  A Infância em Cena. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002-
LIMA, Elvira Souza .Coleção Cotidiano na Sala de Aula. Ed Inter Alia, São Paulo

terça-feira, 17 de junho de 2014

Lúdico: Experiências e Curiosidades

Arco-íris
MATERIAL:
1. Uma folha de papel em branco
2. Um copo com água
3. Uma lanterna
COMO FAZER:
1. Coloque o papel em frente ao copo com água
2. Coloque a lanterna ao lado do copo e acenda
O QUE ACONTECE:
Aparece um arco-íris refletido no papel.
POR QUE ACONTECE?
Porque o copo d'água faz com a luz da lanterna exatamente o que a nuvem faz com a luz do Sol, ou seja, separa as cores da luz. A luz que parece não ter cor nenhuma, na verdade é uma mistura de cores coloridas. Juntas elas dão a luz invisível ou luz branca. Misturadas, a gente não vê cor nenhuma, mas se você faz passar por alguma coisa que separe as cores, por exemplo, um copo d'água, você vai ver as cores separadas ou um arco-íris.


Areia x água
MATERIAL:
Dois recipientes de plástico pequenos
1/2 xícara de água
1/2 xícara de areia ou terra
Um termômetro
COMO FAZER:
1-coloque a água em um recipiente e a areia no outro.
2-deixe os dois na geladeira até esfriar
3-depois deixe os dois recipientes na luz do sol por 15 minutos
4-meça a temperatura de cada um deles
O QUE ACONTECE:
A temperatura da areia fica maior que a temperatura da água
POR QUE ACONTECE?
Sob a luz do sol, tanto a terra como a areia aquecem mais rápido que a água. Isso acontece porque o calor do sol não consegue se aprofundar na areia, ele fica só na superfície e por isso fica muito mais quente. Se você cavar na areia de uma praia no calor, vai descobrir que a areia de baixo é fria. Com a água é diferente, o calor consegue se espalhar, e assim, esquenta menos e mais devagar.




Balão
MATERIAL:
1- Um saco plástico (leve)
2- Um secador de cabelo.
COMO FAZER:
1- Ligue o secador
2- Abra o saco plástico e o coloque sobre o secador, enchendo o saco com ar quente
3- Desligue o secador e solte o saco plástico (peça ajuda a um amigo para segurar e desligar o secador enquanto você segura o saco plástico).

O QUE ACONTECE:
O saco plástico (balão) sobe.
POR QUE ACONTECE?
O ar quente dentro do saco é mais leve que o ar frio fora do saco. O ar quente sobe, levando o saco junto. É assim que o balão voa: um bico de gás esquenta o ar dentro do balão, fazendo com que ele suba.
Bexiga
MATERIAL
1. Uma bexiga
2. Um cachecol de lã
COMO FAZER
1. Encha a bexiga. Quando estiver cheia dê um nó no bico.
2. Esfregue a bexiga no cachecol.
O QUE ACONTECE
A bexiga gruda em todos os lugares: na parede, no cabelo, no rosto...
POR QUE ACONTECE?
Essa esfregação toda cria uma carga de eletricidade na bexiga, a eletricidade estática. Ela faz com que a bexiga grude em todos os lugares.

Bexiga a jato
MATERIAL
1. Uma bexiga.
2. Um pedaço de linha.
3. Fita adesiva.
4. Um canudo.
5. Paredes.
COMO FAZER
1. Passe a linha pelo canudo .
2. Prenda cada ponta da linha em uma parede de seu quarto, com a fita adesiva. Coloque também dois pedaços de fita adesiva no canudo.
3. Encha a bexiga com a boca. Quando estiver bem cheia, segure o bico para que o ar não escape.
4. Prenda-a no canudo, nas fitas adesivas que você colocou anteriormente.
5. Solte a bexiga.

o quE ACONTECE
A bexiga desloca-se rapidamente.
POR QUE ACONTECE?
A bexiga desloca-se com rapidez quando você deixa o ar escapar por seu bico. É a mesma maneira de funcionamento de um motor a jato.


MATERIAL
1. Garrafa
2. Botão
3. Cartão
COMO FAZER
1. Ponha o cartão sobre a boca da garrafa.
2. Coloque o botão em cima do cartão (o botão deverá ser menor que a boca da garrafa).
3. Dê um peteleco no cartão.
O QUE ACONTECE
O cartão sai voando e o botão cai dentro da garrafa.
POR QUE ACONTECE?
O botão cai por causa da inércia, que faz o que está parado continuar parado e o que está em movimento continuar em movimento. Assim, o cartão quando empurrado pelo peteleco sai voando e o botão parado cai dentro da garrafa porque o cartão sai de baixo.

MATERIAL
1. Cartolina
2. Copo
3. Água
4. Tesoura
COMO FAZER
1. Encha o copo com água.
2. Recorte um pedaço da cartolina (deve ser maior que o tamanho da boca do copo).
3. Deslize a cartolina sobre o copo, tapando-o.
4. Vire o copo de cabeça para baixo e levante o copo.

O QUE ACONTECE
A cartolina não cai, segurando toda a água dentro do copo.
POR QUE ACONTECE?
A pressão atmosférica, que age em todas as direções aplica uma força de baixo para cima na cartolina, maior que o peso da água do copo.
Como essa pressão não age diretamente na parte de cima da água por causa do copo, a água não cai.

MATERIAL

1. Copo
2. Cortiça
3. Café frio
4. Leite frio
5. Conta-gotas
COMO FAZER
1. Coloque o leite no copo.
2. Ponha um pedaço de cortiça.
3. Com o conta-gotas pegue o café e coloque em cima da cortiça cuidadosamente.

O QUE ACONTECE
O café não se mistura com o leite.
POR QUE ACONTECE?
Por causa da tensão superficial, a superfície do leite fica mais resistente. Colocando o café cuidadosamente com o conta-gotas, a tensão superficial não se rompe, impedindo que o café se misture com o leite.
MATERIAL

1. Tesoura
2. Papel
3. Fita adesiva
4. Barbante
5. Clipe
6. Ímã
COMO FAZER
1. Amarre o clipe no barbante.
2. Prenda o barbante com a fita adesiva na mesa.
3. Ponha o ímã perto do clipe.
4. Coloque um papel entre eles.

O QUE ACONTECE
O ímã atrai o clipe amarrado no barbante até mesmo quando colocamos um papel entre eles.
POR QUE ACONTECE?
Por causa do campo magnético que existe em volta do ímã. A força do campo magnético do ímã atrai o clipe mesmo quando colocamos um papel entre eles.

MATERIAL

1. Um prego grande
2. Uma pilha de 9 volts
3. Fio de cobre esmaltado
4. Palha de aço
5. Clipe
COMO FAZER
1. Amarre o fio na ponta do prego e dê cem voltas em torno dele.
2. Raspe as extremidades do fio de cobre, com a palha de aço.
3. Ligue as pontas do fio nos terminais da pilha.
4. Enconste a ponta do prego no clipe e levante a pilha sem deixar o fio escapar.

O QUE ACONTECE
O prego atrai o clipe como um imã.
POR QUE ACONTECE?
Porque a pilha fornece energia para que haja uma corrente elétrica passando pelo fio. Isto faz com que o prego e o fio enrolado se comportem como um imã, por isso acba atraindo o clipe. Na verdade criamos um eletroímã, porque o magnetismo dele é produzido pela corrente elétrica.
MATERIAL

1. Bexiga
2. Água quente
3. Três colheres de chá de lêvedo
4. Três colheres de chá de açúcar
5. Uma garrafa de plástico
COMO FAZER
1. Coloque o lêvedo e o açúcar na garrafa.
2. Jogue um pouco de água quente.
3. Tape a boca da garrafa com a bexiga.
4. Espere algumas horas.

O QUE ACONTECE
Em poucas horas, à medida que o líquido da garrafa começa a espumar, a bexiga vai se encher.
POR QUE ACONTECE?
Porque dentro da garrafa tem lêvedo e tem açúcar, que juntos produzem bolhas de gás dióxido de carbono. O dióxido de carbono faz a bexiga encher. O lêvedo é usado para fazer o pão. O dióxido de carbono que ele libera, faz a massa crescer antes de ser assada.

MATERIAL:
1. Uma garrafa de plástico de dois litros
2. Algodão
3. Areia
4. Pedras pequenas
5. Tesoura sem ponta
6. Um copo com água suja
COMO FAZER:
1. Corte a garrafa de plástico um pouco acima do meio.
2. Pegue a parte de cima da garrafa e dentro dela coloque o algodão, depois a areia e, por último, as pedras.
3. Coloque a parte de cima da garrafa dentro da parte de baixo, como se fosse um funil.
4. Jogue a água suja.
O QUE ACONTECE:
A água fica menos suja.
POR QUE ACONTECE?
Quando a água passa pelas pedrinhas, pela areia e, por último, pelo algodão, ela é filtrada, fica menos suja.
MATERIAL:
1. Garrafa de plástico com tampa de rosca
2. Funil
3. Um pouco de água quente (peça para um adulto ajudar)
4. Recipiente com água fria
COMO FAZER:
1. Peça para um adulto colocar um pouco de água quente dentro da garrafa
2. Tampe a garrafa e coloque-a dentro do recipiente com água fria
O QUE ACONTECE:
A garrafa encolhe
POR QUE ACONTECE?
Quando a gente coloca água quente dentro da garrafa, acaba esquentando também o ar que está dentro dela. O ar aquecido contido na garrafa aumenta sua pressão e parte dele escapa e, quando fechamos, o ar que saiu não tem como voltar. O ar que ficou dentro da garrafa ao esfriar exerce menor pressão. Enquanto isso, as paredes de fora da garrafa são empurradas para dentro pela pressão atmosférica.

MATERIAL
1. Garrafa de plástico com tampa de rosca
2. Prego
3. Água
4. Tigela
COMO FAZER
1. Encha a tigela de água.
2. Fure a base da garrafa com o prego e a coloque dentro da tigela.
3. Coloque água dentro da garrafa e feche.
4. Segure a garrafa pela boca sem apertá-la e a levante.

O QUE ACONTECE
Mesmo com a garrafa furada, enquanto estiver tampada, a água não cai. Se abrir, a água começa a cair; se fechar, a água pára.
POR QUE ACONTECE?
A pressão atmosférica, que age em todas as direções aplica uma força através dos furos da garrafa e segura a água dentro. Como essa pressão não age diretamente na parte de cima quando está fechada, a água não cai. Mas se destampar, a pressão atmosférica entra em ação e faz a água cair.


MATERIAL:
1- Gelo
2- Palito de fósforo
3- Sal
COMO FAZER:
1. Coloque o palito sobre o gelo.
2. Jogue sal em cima.
O QUE ACONTECE:
O gelo gruda no palito.
POR QUE ACONTECE?
Por causa do sal, parte do gelo derrete deixando uma porção d'água em volta do palito. Como essa água continua em contato com o gelo, ela congela de novo cobrindo o palito com uma leve camada e, assim, prende o palito.


MATERIAL:
1. Três canetinhas coloridas
2. Assadeira
3. Elásticos de espessuras diferentes
COMO FAZER:
1. Coloque os elásticos em volta da assadeira.
2. Encaixe duas canetinhas entre a parte de cima da assadeira e os elásticos.
3. Coloque a terceira canetinha sobre os elásticos segurando com os dedos.
4. Com a outra mão dedilhe os elásticos.
O QUE ACONTECE:
O som muda de acordo com a espessura do elástico (corda). Elástico mais fino, som mais agudo, elástico mais grosso, som mais grave. A mesma coisa acontece com as cordas de uma guitarra.
POR QUE ACONTECE?
Porque os elásticos finos e cordas mais finas de um instrumento de corda vibram mais rápido. E quanto mais rápido elas vibram, mais agudo é o som. Os elásticos e cordas mais grossos não vibram tão rápido e produzem sons mais graves. Quando colocamos a terceira canetinha, a gente diminui, encurta a parte que vaivibrar e o som fica mais agudo. É isso que os guitarristas, por exemplo, fazem com os dedos das mãos.
MATERIAL
1. Duas laranjas
2. Barbante
COMO FAZER
1. Faça um varal com o barbante.
2. Corte dois pedaços de barbante e amarre um pedaço em cada laranja.
3. Pendure as laranjas no varal de barbante, deixando-as na mesma altura.
4. Balance uma das laranjas.
O QUE ACONTECE
Quando a laranja que está balançando começar a parar, a outra laranja começará a balançar.
POR QUE ACONTECE?
Por causa da energia cinética (energia das coisas em movimento). A energia cinética da laranja que está balançando passa pelo barbante até a outra laranja. Essa outra laranja começa a balançar também, até que a energia cinética volta pelo barbante para a primeira laranja. E assim a energia cinética fica passando pelo barbante de uma laranja para outra, e as duas ficam balançando alternadamente.

MATERIAL

1. Um pote de iogurte
2. Trecos (moedas, botões, tampa de caneta)
3. Filme plástico de cozinha
4. Água
5. Elástico
COMO FAZER
1. Coloque os objetos (trecos) no ponte.
2. Tape o pote com o filme, deixando-o meio frouxo.
3. Prenda o filme com elástico.
4. Afunde o centro do filme com a mão sem deixar furar, e encha de água.

O QUE ACONTECE
Dá pra ver as imagens aumentadas dos objetos.
POR QUE ACONTECE?
Isso acontece porque quando a água fica numa superfície curva, como foi feito com o filme plástico, ela desvia os raios de luz que passam por ela como se fosse uma lente de aumento e faz com que se veja a imagem do que está do outro lado aumentada. As lentes de aumento também têm uma superfície curva semelhante, e é o desvio dos raios de luz que forma uma imagem maior.

MATERIAL

1. Jarro com água
2. Bacia de plástico
3. Sacola de plástico
4. Pedras
COMO FAZER
1. Coloque as pedras dentro do saco plástico e levante a sacola.
2. Despeje a água dentro da bacia.
3. Coloque a sacola com as pedras dentro da bacia e mexa na sacola.

O QUE ACONTECE
Você vai sentir a sacola mais leve dentro da água.
POR QUE ACONTECE?
Por causa da força que a água aplica, empurrando a sacola para cima, e fazendo com que ela fique mais leve dentro d'água. Essa força que a água exerce de baixo para cima é chamada de empuxo.

MATERIAL:
1. Garrafa de plástico
2. Funil
3. Elástico
4. Tubo de plástico
5. Fita adesiva
6. Livro
7. Água
8. Tesoura sem ponta
9. Lata
10. Bexiga
COMO FAZER:
1. Pegue a bexiga e prenda no tubo com elástico e fita adesiva.
2. Peça para um adulto cortar a garrafa mais ou menos no meio, e fazer um furo na parte de baixo.
3. Passe o tubo com a bexiga pelo buraco, ela deve ficar no fundo da garrafa.
4. Prenda o funil na outra ponta do tubo com fita adesiva.
5. Coloque a lata dentro da garrafa em cima da bexiga.
6. Ponha o livro em cima da lata.
7. Jogue a água dentro do funil (o funil deve estar mais alto que o livro).
O QUE ACONTECE:
A bexiga enche, levantando e abaixando a lata e o livro, toda vez que o funil for erguido e abaixado.
POR QUE ACONTECE?
Isso acontece por causa da pressão hidráulica. O livro é empurrado pela pressão transmitida pela água. Esse é o mesmo princípio utilizado, por exemplo, em uma escavadeira para levantar um monte de terra, só que em lugar de água é usado uma espécie de óleo que é bombeado dentro de tubos que faz a pá se mover e levantar a terra.

MATERIAL:
1. Garrafa de vidro
2. Moeda
3. Um pouco de água
COMO FAZER:
1. Coloque a garrafa na geladeira por quinze minutos.
2. Depois de quinze minutos, tire-a da geladeira e molhe o gargalo na água.
3. Molhe a moeda e coloque na boca da garrafa.
4. Segure a garrafa com as duas mãos.
O QUE ACONTECE:
A moeda pula.
POR QUE ACONTECE?
Por causa do calor. Quando a gente pões a garrafa na geladeira, diminui a pressão do ar dentro dela porque a temperatura diminuiu. O calor transmitido pelo nosso corpo aumenta a temperatura do ar de dentro da garrafa, por isso a temperatura também aumenta e empurra a moeda para cima.


Periscópio
MATERIAL

1. Dois espelhos pequenos
2. Tesoura
3. Um pedaço triangular de cartolina
4. Uma embalagem longa vida vazia
5. Lápis
COMO FAZER
1. Marque duas linhas diagonais em um dos lados da embalagem longa vida usando o triângulo de papel. Os dois lados devem ter o mesmo tamanho.
2. Vire a caixa e trace duas linhas na direção das outras duas e corte todas elas. Peça ajuda a um adulto.
3. Encaixe os espelho nas fendas. O espelho que você colocar na parte de cima tem que estar com o lado espelhado para baixo, e o espelho que você colocar na parte baixo da caixa tem que estar com o lado espelhado para cima.
4. Trace um quadrado em frente ao espelho de cima e recorte.
5. Com um lápis, faça um pequeno furo no lado de trás da caixa, na mesma altura do espelho de baixo.
6. Agora olhe pelo furo.

O QUE ACONTECE
Você consegue ver acima da linha dos olhos.
POR QUE ACONTECE?
Porque a luz da imagem entra pela abertura de cima, atinge o espelho que manda a luz para o espelho de baixo. O espelho de baixo manda a luz para o furo no qual você vê a imagem.

MATERIAL

1. Carretel
2. Quatro alfinetes
3. Canudinho
4. Massa de modelar
5. Uma bolinha de isopor
COMO FAZER
1. Passe o canudo pelo buraco do meio do carretel e coloque a massa de modelar em volta, para que fique preso.
2. Faça quatro bolinhas de massa do outro lado e espete um alfinete em cada pedaço.
3. Coloque a bolinha de isopor equilibrada entre os alfinetes.
4. Assopre.

O QUE ACONTECE
A bolinha flutua.
POR QUE ACONTECE?
Porque quando sopramos no canudo, o ar vai para baixo da bolinha, empurrando-a. Esse ar desvia e se move rapidamente ao redor da bolinha, diminuindo a pressão da região lateral. Caso a bolinha se movimente para o lado tentando escapar desse jato de ar, a pressão atmosférica por ser maior, empurra a bolinha de volta.

O QUE É SIFÃO?
É um aparelho destinado a transportar líquidos de um nível a um outro mais baixo.
MATERIAL:
1 Tubo de plástico ou de borracha de 50cm.
1 Vasilha com água
1 Vasilha sem água
COMO FAZER:
1 - Ponha a vasilha com água em nível superior à vasilha sem água.
2 - Coloque uma das pontas do tubo na vasilha com água.
3 - Com a boca, puxe o ar pela outra ponta do tubo a água (cuidado para não engolir o líquido).
4 -Quando a água estiver subindo pelo tubo, tape a ponta com o dedo e o coloque dentro da vasilha que está abaixo.

O QUE ACONTECE:
A água escorrerá livremente da vasilha mais alta para a vasilha mais baixa.
POR QUE ACONTECE?
O sifão funciona pela pressão do ar. O tubo está cheio de ar e quando puxamos com a boca a água da vasilha mais alta, na verdade estamos retirando o ar de dentro do tubo, dando lugar para a água,. Só que fora do tubo tem ar. E o ar pesa. O peso do ar faz pressão sobre a água da vasilha que está mais alta, empurrando a água pelo tubo para outra vasilha em nível menor.

MATERIAL:
1 Copo d'água
1 Garrafa de plástico transparente com água
1 Tampa de caneta sem furo na ponta
Massa para modelar
COMO FAZER:
1-Faça uma bola de massinha
2-Prenda a massinha na parte de baixo da tampa
3-Para saber se a tampa da caneta está correta, coloque-a dentro do copo d'água ( a tampa deverá ficar flutuando na posição vertical; se for preciso, tire ou coloque mais massinha ).
4-Coloque a tampa dentro da garrafa com água
5-Tampe a garrafa

como aconteTECE:
O submarino está flutuando. Mas se você apertar os lados da garrafa, o submarino desce.
POR QUE ACONTECE?
A tampinha só flutua quando está cheia de ar. Quando você aperta a garrafa a água entra dentro da tampinha, comprimindo o ar, assim ela fica pesada e afunda.
A massinha é como se fosse o corpo (tanque) especial que os submarinos têm. Eles enchem o tanque de água, o submarino afunda. Esvaziam o tanque, o submarino sobe.


MATERIAL

1. Fósforos
2. Tesoura sem ponta
3. Duas porcas grandes de metal
4. Um pote largo de plástico com tampa
5. Elástico
6. Barbante
COMO FAZER
1. Amarre as porcas ao elástico com o barbante.
2. Faça um furo na tampa e outro no fundo do pote.
3. Enfie o elástico no buraco do fundo do pote e prenda pelo lado de fora com o palito de fósforo. Faça o mesmo com a tampa, prendendo com o outro palito de fósforo.
4. Role o pote.

O QUE ACONTECE
Você rola o pote e ele volta.
POR QUE ACONTECE?
Isso acontece porque quando o pote rola, o elástico vai torcendo por dentro e, acumulando energia, conhecida como energia potencial. Quando o elástico é solto, vai se desenrolando e a energia potencial vai se transformando em energia de movimento ou energia cinética, fazendo com que o pote role de volta.

MATERIAL

1. Um frasco pequeno com tampa
2. Uma vasilha transparente com água
3. Água quente
4. Tinta em pó ou corante
COMO FAZER
1. Coloque a tinta em pó no frasco.
2. Ponha um pouco de água quente dentro do frasco com tinta.
3. Tampe o frasco, agute bem, e o coloque dentro da vasilha com água.
4. Abra o frasco.

O QUE ACONTECE
A água colorida sobe, não se misturando com a água que está dentro da vasilha.
POR QUE ACONTECE?
Isso contece quando a água da vasilha e a água do frasco apresentam características diferentes, ou seja, a água com tinta está quente e a água da vasilha está fria. A água quente é mais leve que a fria, então ela sobe e fica flutuando na superfície da água fria.

sábado, 14 de junho de 2014

Idéias de Cartazes para a sala de aula

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DOBRADURAS E ATIVIDADES RECORTADAS

Dobradura de elefante, origami de elefante, dobradura de cachorro, origami de cachorrinho, dobradura de foca, origami de foca, dobradura de gatinho, origami de gato, doradura de ratinho, origami de rato, dobradura de tucano, oriami de tucano, origami de andorinha, dobradura de andorinha, dobradura de flor, origami de florzinha, dobradura de borboleta, origami de borboletinha, molde para dado, molde para construir trenzinho de papel, molde para fazer um pavão de papel, molde para construir uma televisão de papel, molde de sapinho de papel, molde de ônibus de papel, molde para construir um galo de sucata, molde para fazer helicóptero de papel.























 

domingo, 1 de junho de 2014

O QUE É PORTFÓLIO?

É uma técnica inovadora, de avaliar o progresso das crianças através de um conjunto de procedimentos contínuo, são instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo. Essa técnica, pode-se dizer que é uma avaliação contínua mais autêntica, objetiva e compreensiva, permitindo acompanhar todos os processos de aprendizagem. Resumindo PORTFÓLIO não é um deposito de trabalhos “organizados” é sim um suporte para podermos observar e respeitar o ritmo e auxiliando e dialogando com as crianças sendo um ser singular. Assumimos então uma estratégia conjunta de reflexão ,ação e avaliação 


1-Reflexão (ões) crítica(s) individualizada acerca do grau de participação nos projetos de ação-intervenção com objetivos previamente formulados. 
2-Participação dos pais : 
3-Reflexão crítica do processo de desenvolvimento do projeto e suas limitações; 
4-Produtos em suportes áudio, vídeo. 
5-Reflexões final: auto avaliação da participação no processo de avaliação. 

CRITÉRIOS DO PORTFÓLIO: 

1-Registra idéias, experiências e opiniões acerca do processo de formação. Registrar e refletir, de forma sistemática, as suas idéias, motivações, opiniões, propósitos, registra todas as considerações de ordem crítica que considera pertinente. 

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO: 
NÍVEL I:Satisfaz: Revela intenções claras ,mostra curiosidade e persistência. 
Nível ll: Não satisfaz: com algumas dificuldades em concretizar suas idéias. 
2-Desenvolve idéias através de experimentação, exploração e avaliação. 

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO: 
Mostra que é capaz de explorar idéias de várias formas através de experimentação de possibilidades. Conseguindo encontrar várias possibilidades novas. 
NÍVEL I :Satisfaz: Seleciona, analisa e interpreta criticamente. 
Nível ll: Não satisfaz: Mostra algum interesse na descoberta ,mas limita na organização da informação. 
3-Revela capacidades de análise crítica dos produtos elaborados. Consegue avaliar os mesmos e (re) adequá-los à prática educativa. 
4-Analisa criteriosamente os materiais produzidos. Coerência entre o todo e as partes, em termos do processo global; Coerência entre o discurso de reflexão crítica (anteriori-posteriori); Avaliação global do seu trabalho em si. 

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO: 
NÍVEL I :Satisfaz: utiliza problemas pré estabelecidos fazendo sempre uma auto reflexão 
Nível ll: Não satisfaz: explicita vagamente os problemas pré estabelecidos,limita-se apenas em repetir. 
5-Avalia o portfólio como um todo. Esta parte será feita após a conclusão do portfólio, tentando responder a questões como: - Forma de desenvolvimento do projeto; 

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO: 
NÍVEL I :Satisfaz: o resultado foi selecionado criteriosamente demonstrando assim compreensão. 
Nível ll: Não satisfaz: os resultados finais revelam baixa capacidade técnica do domínio da linguagem escrita. 6-Avalia o resultado como um todo: 

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO: 
NÍVEL I :Satisfaz: Analisa o progresso ocorrido referindo as intenções e fontes. 
Nível ll: Não satisfaz: Utiliza critérios de avaliação ,não fundamenta a qualidade do seu trabalho nem a forma como desenvolveu. A MESMA FICHA SERÁ TRABALHADA NO MÍNIMO TRÊS VEZES POR ANO. 


Portfólio Integra a proposta pedagógica



Após a constatação de que havia a necessidade de novos métodos que contribuíssem para a melhor organização do cotidiano escolar, o grupo pedagógico da escola apresentou ao corpo docente, no ano de 2002, o Manual de Portfólio. Esta apresentação motivou a leitura do material pelos professores e, em fevereiro de 2003, iniciaram-se os estudos teóricos acerca do uso do Portfólio. A partir da análise das possibilidades oferecidas pelo portfólio, optou-se pelo uso de fichas, registro de memórias de aula, amostra de trabalhos, observações sobre o comportamento dos alunos, agenda escolar permanente. Tais estratégias contribuem sobre- maneira na orientação e aproveitamento do tempo nas atividades escolares. 

Vale aqui ressaltar que o portfólio não é utilizado apenas no acompanhamento do dia-a-dia de sala de aula, mas também na documentação das reuniões pedagógicas realizadas pela escola. Outrossim, justifica-se a escolha do Portfólio porque representa uma alternativa eficaz no acompanhamento dos alunos, o que favorece o processo de avaliação feito pelo professor, bem como o envolvimento da família através de estratégias como o portfólio particular do professor, onde se registra o dia-a-dia, do aluno ou da agenda, permanente onde são comunicados dados relevantes sobre o aluno e as atividades realizadas na ou pela escola, envolvendo a comunidade escolar. Além disso, os pais têm a oportunidade de acompanhar a cronologia da realização dos trabalhos pela organização de pastas onde consta a seleção de trabalhos em seqüência, demonstrando a caminhada do aluno no processo de aprendizagem. Desta forma, pode-se avaliar o portfólio como sendo um instrumento importante e eficaz na organização do professor, pois, de maneira geral, constitui-se em um histórico, um documento onde constam dados fundamentais à prática docente. 

Apresentamos a seguir uma síntese do Manual de Portfólio: coletânea de trabalhos realizados e selecionados pelos estudantes durante um curso ou período. No portfólio podem ser agrupados dados de visitas técnicas, resumos de textos, composições, trabalhos artísticos, projetos, relatórios, anotações diversas, provas, testes, auto-avaliações dos alunos, entre outros. A finalidade deste instrumento é auxiliar o educando a desenvolver a capacidade de avaliar seu próprio trabalho, refletindo sobre ele, melhorando. Ao professor, oferece a oportunidade de traçar referenciais da classe como um todo, a partir das análises individuais, com foco na evolução dos educandos ao longo do processo de ensino e de aprendizagem. A idéia é utilizá-lo seguindo seu propósito original, que é o de encorajar a reflexão e o estabelecimento de objetivos a cada aprendiz e comprometendo os pais com a avaliação por meio de comunicação variada e freqüente. O processo de montagem de um portfólio em dez passos é projetado para permitir que professores e administradores escolares implementem o uso desse recurso gradualmente. Pode-se começar com um único e pequeno passo e complementar o processo dentro de dois ou três anos letivos. O portfólio permite que cada um prossiga em seu próprio ritmo; mostra como um professor pode se tornar mais bem capacitado e mais eficiente e concentrar-se em descobrir como as crianças são diferentes ao invés de provar que são iguais. O processo de montagem de portfólio em dez passos encoraja: a instrução individualizada para crianças pequenas no contexto de objetivos de aprendizagem amplos; o desenvolvimento profissional contínuo para professores e afins e, o envolvimento completo da família no programa de educação infantil. 

Passos: 

1 - Estabelecer uma política para o portfólio; 
2 - coletar amostras de trabalhos; 
3 - tirar fotografias; 
4 - conduzir consultas nos diários de aprendizagem; 
5 - conduzir entrevista; 
6 - realizar registros sistemáticos; 
7 - realizar registros de casos (ocorrências); 
8 - preparar relatórios narrativos; 
9 - conduzir reuniões de análises de portfólios em três vias; 
10 - usar portfólios em situações de transição. 

Livrando-se da dificuldade em preparar relatórios escritos 

O processo de montagem de portfólio em dez passos, além dessas possibilidades, ajuda profissionais de educação a se livrarem do obstáculo que derruba muitos de nós: as anotações escritas. Uma das razões para esse impasse é que muitos professores e administradores escolares consideram o ensino por um lado e a avaliação por outro, como sendo atividades educacionais separadas. Os relatórios escritos consomem muito tempo, e os professores não querem ocupar “tempo demais” com a avaliação. Ainda assim, não podemos realmente separar esses processos! Avaliação, estimativa e ensino são partes de um ciclo contínuo de ensino e aprendizagem. 

Envolva as famílias 

O portfólio pode abrir o processo de ensino para pais, irmãos e outros membros da família, encorajando-os a fazer parte da vida da sala de aula ou da escola. Dessa forma, o portfólio torna-se uma ferramenta para um desenvolvimento curricular centrado na família. Educadores e pais que já estão rotineiramente se comunicando com as famílias percebem essa troca como sendo uma oportunidade para desenvolver um círculo de aprendizado que se estende da escola até o lar e vice-versa. 

A participação familiar baseada em um portfólio pode ocorrer em três estágios: 

Estágio 1 – Os familiares ajudam com recursos para centro de ensino ou para classe, fornecendo materiais, informações e apoio voluntário para investigação de tópicos selecionados pelo professor (a criança escreve no seu diário sobre sua ajuda na montagem de uma cadeira para seu avô –a professora convida-o para demonstrar a arte da carpintaria na sala de aula). 

Estágio 2 – Os familiares participam no planejamento de estudos sobre história local, ecologia local, artistas locais, governo local ou outros tópicos (convidam familiares ou pessoas da comunidade para falar de determinados assuntos que tenham conhecimento mais aprofundado). 

Estágio 3 – Os pais tornam-se “intermediários entre o currículo e os estudantes”(uma aluna traz fotos do cachorro para mostrar aos colegas e falar sobre ele e conta o que sabe a respeito desse animal). 


Reflexão



O processo de montagem de portfólio em dez passos não pode ser um substituto para uma avaliação padronizada em ampla escala. Ele não pode garantir esse tipo de avaliação sem uma quantidade imensa de trabalho por parte dos professores e dos administradores escolares.Graves (1992) sugere que os portfólios sejam “uma idéia simplesmente boa demais” para serem limitados a coleções padronizadas de itens com o propósito de comparar crianças umas com as outras ou com padrões de desempenho. Infelizmente, existe pressão para obtenção de dados mensuráveis. A avaliação com portfólio pode enfatizar a preocupação com o progresso das crianças em caminhos limitados ou na ção entre elas. Ao mesmo tempo, deveríamos trabalhar mais para educar os pais a respeito dos benefícios e das limitações de diferentes estratégias de avaliação, de modo a fazer com que eles entendessem que um teste padronizado não irá revelar nada de novo sobre seus filhos, e um portfólio não irá dizer como seu filho se compara em relação a outras crianças da sala de aula, do estado país ou do país em que vive. 
Vamos preservar os portfólios como sendo a base e o contexto para o aprendizado, como sendo o registro das experiências e das realizações únicas de cada criança! 

O conhecimento das crianças individualmente 

Os encontros individualizados entre crianças pequenas e seus familiares são oportunidades de aprender mais sobre o modo como as crianças aprendem, assim como sobre suas habilidades, seus interesses e suas necessidades particulares. Desta maneira, você acrescenta novas informações ao seu conhecimento sobre a criança, e assim, tomará decisões precisas de como direcionar o seu trabalho. A montagem do portólio irá fortalecer seu relacionamento com cada criança e com sua família. Observar, conhecer e entender as crianças como indivíduos é a base do ensino e da avaliação afetiva, até mesmo do envolvimento familiar. No ensino fundamental, os benefícios são maiores, quando os professores engajam as crianças e suas famílias em verdadeiras comunidades de ensino. 

O conhecimento sobre desenvolvimento infantil 

Ao implantar o uso do portfólio, os profissionais continuamente observam e avaliam eventos nos programas de educação infantil: Tal atividade foi efetivada com todas as crianças? Por que certas crianças não responderam à atividade? Por que determinadas crianças estão preocupadas com uma atividade específica? Como eu deveria reagir? Quanto mais o profissional observa o desenvolvimento de crianças pequenas, mais ele precisa entendê-lo. 

O conhecimento sobre diversidade 

Um envolvimento familiar efetivo automaticamente garante diversidade cultural no programa de educação infantil, pois as famílias são todas diferentes – na estrutura familiar, nos seus passa-tempos, nas suas ocupações e em suas habilidades físicas. A coleta de amostras de trabalho, fotografias dedemonstração, ou os trabalhos gravados em vídeo, garantem que se observem as diferentes inteligências (lingüísticas, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal e naturalista). Desenvolvimento profissional: como os portfólios ajudam os professores a aprender? 
O professor necessita do conhecimento do desenvolvimento infantil, de uma ampla variedade de técnicas de entrevista e de observação, da habilidade de adaptar ambientes de aprendizagem para suprir as necessidades individuais de certas crianças. Os métodos de desenvolvimento curricular estão centrados na criança e nas técnicas para envolver as famílias na vida de seus filhos, no centro de ensino ou na escola, trazendo sua vivência para a sala de aula. 


RECUPERAÇÃO



“Diz-me como avalias e eu te direi que professor és” (Zabala-1999) Estudo de recuperação: que bicho é esse? Estamos chegando ao final do ano, período em que começamos a definir os rumos dos nossos alunos pelo processo de avaliação. Mas sabe de uma coisa? Quase nenhuma escola utiliza um instrumento importante chamado Estudo de Recuperação. E ele está na LDB, sabiam?! Artigo 24, inciso V, alínea e: “obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos”. Você pode estar se perguntando: não são as Provas de Recuperação? Definitivamente, não! As provas são uma outra história. Devemos prestar atenção a alguns pontos: o Estudo de Recuperação não visa melhoria de nota, pois não se caracteriza como recuperação da mesma, esta deve ser feita pelas Provas de Recuperação. Ele procura desenvolver o aluno para que não fique em desnível ou atraso diante da turma. Outro ponto importante é que a lei obriga que sejam feitos estudos, e não aulas de recuperação, apenas com os alunos com baixo rendimento, excluindo aqueles que tiveram pouca freqüência e um bom rendimento. A escola deve organizar os momentos de Estudo de Recuperação em horários que não interfiram nas 800h de aula anuais, ou seja, eles devem ser realizados no turno em que o aluno não esteja em sala. Devem ser paralelos ao período letivo, isso quer dizer que podem ser feitos durante o ano, portanto, não é necessário acontecer todos os dias. Vale salientar que as provas ainda são um tabu para os alunos da maioria das escolas brasileiras. O Estudo de Recuperação carrega a concepção de que o aluno estará desenvolvendo um trabalho de aprendizagem e não estará diante de uma situação formal de avaliação. Portanto, é bem provável que ele se saia melhor no Estudo de Recuperação do que na Prova de Recuperação.